Creators: o que as marcas esperam deles

Visitando a sede do Facebook

E a carinha de felicidade?

Aprendizados, networking, co-criação e muita cerveja gelada em dois dias de imersão. Foi isso que a Itaipava ofereceu pra 13 creators de diversas capitais brasileiras nesta semana, em São Paulo. E entre os escolhidos, euzinho aqui, muito Miss Pará (OBRIGADA, MEU DEUS!). A marca tem buscado se afinar cada vez mais com as regionalidades e sutilezas do Brasil, descobrindo os mais diferentes verões de norte a sul e nós fomos lá dar a nossa contribuição.

O primeiro dia foi na base do Youpix. A Thaís Mara falou sobre as melhores formas de nós nos relacionarmos com grandes e pequenas marcas; depois cada um teve 1h30 para desenvolver um projeto que aliasse cerveja, verão e a sua região; e apenas quatro minutos para defendê-lo para a Itaipava.

Partiu Pará, Itaipava?!

No segundo dia, visitamos a sede do Facebook , pra conversarmos sobre os números e expertises das suas redes sociais no Brasil; e aprendermos diversas técnicas no Instagram Stories School. Após o almoço, fomos ao coletivo de fotógrafos I Hate Flash, pra ouvirmos especialistas falarem sobre Influência Digital; técnicas para produzirmos stories; e até sobre a importância da luz.

Foram dias incríveis de trocas, discussões, conscientização do nosso próprio papel dentro desse mercado e, sobretudo, de entendimento do quão necessário é seguir gerando conteúdos que dizem respeito às nossas verdades e a tudo que nos rodeia. Ninguém fala melhor do nosso lugar do que a gente mesmo. E é justamente esse conteúdo autêntico que as marcas têm procurado, não aqueles que se assemelham a tudo que já foi visto por aí. Obrigado demais a Itaipava por confiar no meu trabalho e me fazer um convitezão desse, bicho! ❤

Óbvio que eu jamais guardaria os insights dessa imersão somente pra mim. Abaixo, compartilho alguns deles com vocês:

1 – Seja creator, mas seja real! As pessoas acompanham Influenciadores Digitais como quem acompanha uma novela e querem trama, drama, episódios cativantes. O mercado e os seguidores têm exigido narrativas humanas e histórias verdadeiras, capazes de criar laços e afinidades. E nesse contexto, qual tem sido o seu roteiro? Você se vulnerabiliza, é transparente? Seus conteúdos contam histórias, têm altos e baixos, perrengues e finais felizes? Eles mostram quem realmente você é ou você ainda se esconde atrás de cortes, filtros e ângulos perfeitos?

2 – Entenda o que você representa! Você é autoridade em que assunto? Quando falam de você, as pessoas lembram de quê? Em que nichos, grupos, comunidades você está inserido? Influenciadores influenciam porque são porta-vozes de tudo aquilo que as pessoas adorariam dizer. E o que você tem dito por aí? Se uma marca te procura, é exatamente por tudo aquilo que você defende, acredita e representa na Internet. Tenha essa consciência e seja fiel a esse seu mundo;

3 – Valorize-se! Todo creator é, necessariamente, um agente transformador desse universo digital. E em um mercado tão novo, fluido e dinâmico como esse, é ele quem também determina suas diretrizes, regras, preços e valores. Portanto, se você não é o primeiro a acreditar no valor (falo de grana mesmo) do seu trabalho, não espere isso de ninguém. Saiba quanto custa seus processos, entenda sua posição no mercado local e global e nunca se desvalorize;

4 – Entenda de uma vez por todas o que é conteúdo! Quando descobrimos que conteúdo relevante nas redes sociais é muito mais sobre o outro do que sobre a gente, finalmente caminhamos pra um trabalho mais consistente e preciso. Falo disso e não é de hoje: só leve adiante um post, vídeo ou texto se ele for útil a alguém. Se alimentar apenas o seu ego, não espere nada dele. 4 verbinhos podem te ajudar a entender se você está no caminho certo: conteúdo bom tem que ENTRETER (fazer sorrir ou emocionar), INSPIRAR, INFORMAR e/ou EDUCAR;

5 – Não tenha medo de conversar com as marcas. Se elas te procuraram, é porque acreditam no teu trabalho. Então não se acanhe. Converse, proponha, corrija, negue quando necessário, mostre como você trabalha, não aceite qualquer coisa, aponte caminhos e construa conjuntamente. Quando marcas decidem por você como deve ser o seu conteúdo, as chances de ele dar certo são quase nulas;

6 – Google na marca! Sei que o deslumbre é real quando grandes marcas procuram creators para possíveis parcerias, mas antes de topar qualquer trabalho, faça o mesmo que elas: stalkeie! Vá bisbilhotar o histórico, os ideais, a comunicação, os bastidores da empresa, pra saber se vocês estão alinhados. Não feche nada sem antes saber se vocês acreditam nas mesmas coisas e estão afinados no mesmo discurso. Fazendo isso, você minimiza ruídos e elimina consideravelmente as possibilidades de erros durante a caminhada;

7 – Não deixe nada nas entrelinhas. Você e a marca deram MATCH? Ui, que delícia. Mas cuidado! Não se deixe levar pela empolgação e preste muita atenção em todos os itens do acordo. Mesmo que algo pareça subentendido, fale, deixe escrito, pra que lá na frente você não seja cobrado por algo que não prometeu. Proponha, leia e assine contratos, registre conversas por e-mails e se respalde;

8 – Não se frustre! Hum… O flerte foi demorado, mas o match não rolou. Fica triste, não, boba! Levante essa cabeça e parta pra outra. Situações assim vão acontecer sempre, o que não quer dizer que o seu trabalho é melhor ou pior do que o do outro. Siga produzindo seus conteúdos e esteja sempre aberto, que uma hora rola!
E outra coisa: seja paciente! Quanto maior a marca, mais demorados são os processos e negociações. Bons trabalhos exigem planejamento e, às vezes, a construção de uma parceria pode levar meses mesmo, não se assuste!

9 – Não tenha preguiça de explicar o seu trabalho. É maravilhoso quando a gente tem a consciência do valor do nosso trabalho, mas sempre que for necessário repetir a importância dele pra alguém, não se recuse, ninguém é obrigado a saber. Respire fundo e diga mais uma vez o que você faz, como faz e por que o que você faz é tão valioso assim;

10 – Acredite nos STORIES! O Facebook enquanto companhia tem apostado demais no Instagram e os STORIES já em 2017 quase equiparou o seu alcance ao do FEED, portanto, é preciso dar atenção especial aos conteúdos de até 15 segundos. Na palestra que assistimos, o atendimento do Facebook reforçou as principais forças dos stories: tempo real; sem filtro; e divertido. Você tem explorado essas forças? Enquanto as postagens no feed são aquelas do ‘momento especial, a coisa mais importante do seu dia’, nos stories as pessoas querem ver os bastidores e acompanhar sua vida como num grande pay-per-view. Dê isso a elas (claro, sem trair os seus limites e a sua privacidade);
E fique esperto! As pessoas têm associado o Instagram a quatro importantes atributos: ENTUSIASMO, CRIATIVIDADE, VISUALMENTE BONITO e CONTEÚDO AUTÊNTICO. Seja amigo desses atributos!

11 – ALCANCE, ENGAJAMENTO e QUALIDADE. Esses três indicadores andam juntos e super importam na hora de você mensurar o seu trabalho para vendê-lo para as marcas. Enquanto que o alcance corresponde ao número total de pessoas (contas únicas) que viram qualquer uma das suas publicações, o engajamento diz respeito ao número de vezes em que essas contas interagiram com seus conteúdos, por meio de likes, comentários, compartilhamentos, retuítes, entre outros. Já a qualidade é sobre o engajamento que interessa de fato pra empresa que te contrata, porque muitas vezes o seu publipost pode ter um número enorme de comentários, mas nenhum deles estar direcionado à marca e isso precisa ser corrigido. Você estuda esses indicadores? Como vai a sua mensuração? Você alimenta, minimamente, uma planilha com esses números pra fins comparativos? Que tal começar hoje?

12 – Tenha paciência! Não deixe o seu desespero por grana, publiposts e fama ser maior que o interesse em se relacionar com as pessoas que te seguem. Esse é o bem mais valioso que deve ser preservado, porque é o que vai te proporcionar engajamento e visibilidade reais. Mantenha-se fiel ao seu conteúdo e, como diria o filósofo, deixa acontecer naturalmente. ❤

 

Valeu, Itaipava!