Variar é importante. Nas redes sociais também

Não só os escândalos do Facebook em 2018, mas as próprias discussões anteriores acerca dos seus algoritmos já nos provocavam a uma reflexão acerca do conteúdo postado em uma só rede: será que é mesmo prudente e saudável? O Joe Pulizzi fala muito disso nos seus livros, Marketing de Conteúdo Épico e Conteúdo S.A., sobre o cuidado de não entregarmos a um só canal todos nossos esforços, conteúdos e audiência. Mesmo conhecendo a realidade de pequenos empresários que gerenciam suas próprias contas ou empresas que não possuem equipes suficientes para lidar com mais de uma rede social, é necessário a gente refletir e levar em consideração todas essas reviravoltas que chegam sem avisar e, algumas vezes, nos obrigam a recomeçar do zero aqui na web.

Podcasts funcionam como um programa de rádio, a diferença é que você pode ouvir o que quiser e na hora que bem entender. Basta acessar, dar no play e/ou baixar o episódio. Um Milkshake Chamado Wanda é sobre entretenimento e cultura pop.

Quando o Twitter estava no auge, as pessoas começaram a migrar para o Facebook e Instagram. Snapchat no auge, os seguidores fugiram para os stories. Audiência incrível no Facebook, os números começam a cair. E isso não vai parar! Os ciclos digitais são muito mais curtos do que estávamos acostumados mesmo. O eterno aprendizado não é mero clichê, é realidade. A Internet empresta dessa geração a liquidez das coisas e leva muito a sério suas efemeridades. Não estou aqui para dizer se isso é bom ou ruim, mas que o sentimento é de sempre estar correndo atrás pra quem-sabe-talvez-de-repente-a-gente-consiga-dar-conta, ah, isso é! Quem influenciou ano passado, hoje a gente já nem lembra. Histórias que se esvaem em 24 horas. Memes de um só dia. ‘Que tiro foi esse?’ Passou e eu nem vi.

Pinterest é uma rede social de compartilhamento de fotos que funciona como um grande arquivo de inspirações. E a sua marca pode ter um perfil lá, como o Buzzfeed tem.

E as redes seguem o fluxo. E mudam quando querem. E não nos pedem opiniões. E a gente também muda. E nossas mudanças refletem nas redes. E por isso são chamadas Redes Sociais. E mudar é ótimo! A gente só não pode ficar refém. Seu cliente e sua marca também não. E uma das saídas talvez seja essa: não confiar todo nosso trabalho digital a uma só rede social. A Internet é vasta o suficiente para isso. Tente construir sua audiência e reputação em diversos canais. Não precisa abraçar o mundo, mas pergunte onde seus seguidores estão. Explore caminhos fora do combo ‘facebook/instagram’. Vá para o Spotify, faça podcasts, converse no Whatsapp, acesse o Linkedin, entre no Skoob, envie newsletter, fuja para o Pinterest. E se o seu público estiver no Tinder ou no Grindr, vá até lá também, ora, e sem preconceitos pra ser feliz.

A Rede Ovelha Negra, por exemplo, varia seus conteúdos produzindo newsletters mensais.

O Governo do Pará, um perfil de comunicação pública, explorando redes menos usuais como o Spotify

O Yummy Sensations, perfil no instagram comandado pela Ana Olívia, também produz e-books descomplicando a culinária e ajudando seus seguidores a cozinharem