Hater: só mais um fã decepcionado

HATER: aquele odiador clássico da Internet, que te segue só pra te odiar. Se você não tem um desses, levante as mãos para os céus e agradeça. Mas se tem, preste bem atenção no que eu te digo: seu hater pode ser apenas um fã decepcionado.

RELACIONAMENTO é a palavra-chave para qualquer comunicação nas redes. Portanto, conquistar fãs e seguidores apaixonados deve ser uma busca constante, porque são eles que engajam suas postagens, viralizam seus conteúdos e até te defendem em momentos de crise. E entenda: processo de conquista demanda tempo, atenção e entrega. Se você, por pura preguiça, se distancia disso e cria um bloqueio entre você e seus seguidores, você frustra uma expectativa altíssima. E aquele fã que não é respondido, não é visto nem valorizado, se sente negligenciado e passa a procurar outras formas de chamar atenção, entre elas, a da ofensa. Isso se agrava quando, além de ignorar os comentários, directs e declarações apaixonadas dos seus seguidores, você passa a dar visibilidade a quem te ofende. Centenas de pessoas dizem todo dia que você é lindo e zero interação. ‘Não tenho tempo pra isso, Petterson’. Mas alguém te chama de feio e isso basta pra que você pare tudo que está fazendo pra responder o comentário, printar, postar nos stories, na timeline, imprimir, botar num outdoor, veiculou na TV… Mas olha, não é que você arrumou um tempo pra interagir na internet?! E o odiador pensa ‘Ufa! Finalmente fui notado!’.

Claro, tendemos sempre a reagir mais ao insulto do que ao elogio, porém isso não pode ser usado contra você. Inverta a lógica, ignore o HATER e valorize o fã (mesmo que pra ignorar o hater você precise respirar fundo duas horas seguidas). Converse, troque ideias, ouça, responda e ame o seu seguidor, porque quando você desvaloriza isso, você o perde. E depois que ele vira um odiador profissional, aí fica mais difícil reconquistá-lo.

Grandes erros da humanidade na web

Não raro, você olha para suas redes sociais e se questiona: por que minhas postagens não estão dando certo? Por que não engajamos tão quanto a concorrência?

A resposta é simples: a culpa é sua! Talvez você esteja pecando em alguns processos e entregando um conteúdo incapaz de atrair público, gerar vínculos e aumentar vendas.

Cinco dos maiores erros nas redes sociais estão aqui. Caso você se identifique com algum, tente rever suas atitudes, volte dez casas e refaça o caminho, mas dessa vez acertando os passos. Bom trabalho!

1 – Estar focado somente em vendas

Redes sociais não são sobre propaganda, são sobre relacionamentos. As pessoas ignoram seus posts, não se interessam pelo que você diz e deixam você falando sozinho, porque você ainda acha que o melhor a se fazer na Internet é apenas divulgar seus produtos e serviços. Seus seguidores estão interessados em conversar, aprender, inspirar-se, entreter-se e trocar afetos. Se seu Instagram, Facebook e/ou Youtube não oferece nada disso, você nunca vai impactar nem convencer ninguém.

Deixe de lado esse egoísmo: não fale somente de si, sobre a beleza e qualidade do que você tem para vender. Não passe para as pessoas a sensação de desespero, de uma marca que está ali só para bater metas e aumentar lucros. R E L A X E ! Ouça, troque ideias, converse, pergunte sobre o que seus consumidores querem falar, crie experiências valiosas, dê atenção, compartilhe sensações e faça seu fã se sentir parte do seu negócio.

2 – Comprar seguidores

Sabemos que as ofertas são tentadoras e a ansiedade de crescer rapidamente faz essa solução parecer a melhor do mundo, mas muita calma nessa hora! Pessoas e marcas que compram seguidores, mesmo que tentem fazer isso escondido, passam para o seu público a imagem de trapaceiras e desonestas. Assim como você não é corrupto (assim espero) nas dinâmicas e bastidores do seu negócio, não seja na Internet.

Tenha paciência e cresça organicamente. Acredite, a equação é simples: se você entrega um bom conteúdo, o público vem! Não importa se são duas ou dez mil, se as pessoas chegaram até você por livre e espontânea vontade, é porque elas acreditam no que você diz e isso é valioso demais.

Por último, pare de se comparar com a audiência alheia! Isso só vai fazer você se desesperar. Empenhe-se, sim, em ser original, pertinente, consistente e relevante. Ter um bom engajamento (pessoas interagindo com as suas postagens) será sempre mais importante do que um milhão de seguidores. Vai por mim!

3 – Automatizar seu relacionamento

Quanto maior for a atenção que você dá aos seus clientes e seguidores, melhor será seu desempenho nas redes. Não caia nessa de ‘não tenho tempo para responder as pessoas nem de olhar meu direct’. Tempo você tem, o que te falta é encarar esse relacionamento como PRIORIDADE.

Para ter relevância na web, você precisa entender a importância de prestar atenção no outro e de tratar suas relações como fundamentais para o sucesso da sua marca.

Não deixe esse diálogo com fãs e consumidores nas mãos de alguém despreparado. Não entregue somente frases prontas e contatos automatizados. Caso a sua semana seja corrida demais (eu compreendo isso), reserve uma hora no dia só para atender e estimular essas conversações. E personalize o máximo que você puder, tirando dúvidas, chamando pelo nome, sendo cordial. Depois de um tempo, você vai ver o resultado que isso gera. Quando as pessoas se sentem valorizadas, elas entregam o que você quiser. Seguidores apaixonados são os bens mais valiosos que você pode ganhar num trabalho de comunicação digital. E isso não se compra, conquista-se.

Leia também: Seu engajamento está baixo porque você não interage

4 – Ser a cópia da cópia

Você já se deu conta de quantos conteúdos diários competem com o seu pela atenção do seu seguidor? Dezenas, centenas? Não, milhares. Portanto, não se iluda! Se suas abordagens não forem criativas e originais, seu alcance será baixíssimo. Se você insistir no conteúdo feijão com arroz, copiado dos outros, você não sairá do lugar.

Não tenha medo de testar e ousar. Confie no seu DNA, na essência da sua marca e traduza tudo isso em fotos, vídeos e textos surpreendentes. Não é difícil tanto quanto você pensa. Só é preciso perder o medo de fazer.

Claro, no meio do processo, algo pode dar errado e o conteúdo pode não agradar tanto assim ao seu público. Caso isso aconteça, refaça, adeque e não desista de testar. Rearranjos fazem parte do trabalho.

5 – Não ter planejamento

Nesse ano, por exemplo, eu tô testando um planejamento analógico para os conteúdos do Cacos Metafóricos

No post anterior, eu falei que a Internet não é bagunça. Portanto, é preciso planejar! Para que seus esforços de comunicação nas redes engajem, você precisa enxergá-los como uma grande narrativa dividida em diversos capítulos (postagens) coerentes, com início, meio e fim. Para isso, há de se ter, minimamente, uma noção do que será postado amanhã, na semana que vem, no mês seguinte.

Não importa se num quadro, numa parede, folha de caderno, num aplicativo ou no Excel, faça seu planejamento de conteúdos. Crie cronogramas, determine dias e horários para postar, mesmo que mude depois. Veja quais posts precisam de mais tempo para serem trabalhados, discrimine as etapas de execução e procure, na medida do possível, respeitar esse planejamento. Só assim seu trabalho vai vingar!

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Até a próxima! o/

O que esperamos das marcas nas redes sociais?

Em qualquer esforço de comunicação digital, atirar no escuro ou apenas seguir o fluxo sem refletir sobre o que está sendo entregue ao público pode ser muito prejudicial. Internet não é bagunça e você precisa, minimamente, entender o que seus seguidores esperam de você enquanto marca. 

Foto: Tereza & Aryanne

Algumas dessas expectativas que nós, enquanto consumidores, temos, eu compartilho aqui com vocês.

1 – Relacionamentos e afetos

Entre nas redes sociais para criar relacionamentos e trocar afetos. Ok, talvez soe piegas isso, mas o resultado é real. Grande parte do baixo engajamento das marcas na web se deve ao fato de que elas se preocupam bem mais com a propaganda dos seus produtos e serviços e pouco se dispõem a se relacionar profundamente com seus seguidores e clientes.

Empresas centradas somente em si, que não olham para os lados, não falam na língua dos consumidores, não conversam e usam seus perfis somente para exposição dos seus negócios ainda precisam aprender muito para, de fato, engajar e atingir seus objetivos na Internet.

> Crie diálogos: não adianta você ter a postagem mais bonita se você não responde comentários, só manda coraçãozinho no direct, ignora inbox e e-mail e segue falando sozinho achando que essa é a melhor estratégia. Seguidores gostam de se sentir valorizados, fazendo parte da comunicação da marca. Se possível, enquanto conversa, chame as pessoas pelo nome!

> Acredite nas entrelinhas: seu interesse ao entrar numa rede social pode ser gerar vendas, bater metas, aumentar lucros, mas jamais transfira esse seu desejo (ou desespero em alguns casos) para quem te segue. As pessoas não acessam Facebook, Instagram, Youtube, por exemplo, para serem impactadas por publicidade. Portanto, entenda sua estratégia na rede como um jogo de sedução, em que, pra conquistar alguém, você não precisa a todo instante reafirmar seu intuito comercial. Venda de forma invisível, seja criativo, interessante, pertinente, atenda necessidades e desejos dos seguidores, compartilhe expertises, responda perguntas. Só assim eles vão se interessar pelo conteúdo que você entrega e, quem sabe, dar ‘Match’ com seus produtos e serviços.

Você pode compartilhar curiosidades do seu universo como o Jardim da Saudade

Ou compartilhar as melhores coxinhas da cidade como os meninos da @macucotv

Ou ajudar suas noivinhas com dicas sobre orçamento como faz o @mia.decor

> Não mendigue atenção: ‘me curta, comente meus posts, compartilhe meu vídeo’. Abordar individualmente as pessoas assim é muito chato e pra uma marca pode pegar muito mal. Suas postagens terão sempre o alcance que merecem ter. Se as pessoas não interagiram com elas, é porque não foram suficientemente interessantes. Então antes de pedir likes, comentários e compartilhamentos, reveja sua estratégia e seja mais criativo nos conteúdos futuros.

É óbvio que você pode direcionar esse seu pedido para um público amplo (como faço no final desse post), sem problema algum. Só não constranja INDIVIDUALMENTE as pessoas, para que elas não se sintam coagidas a interagirem com algo que elas não gostaram.

> Dê antes de receber: Marketing de Conteúdo é, em suma, entender essa lógica e entregar ao público postagens e temáticas que, dialoguem com o universo da sua marca, mas que, sobretudo, respondam e atendam perguntas, necessidades e desejos de alguém. Preocupe-se sempre em ser útil, entretendo, informando, inspirando e/ou educando. Fazendo isso, naturalmente seus seguidores vão se interessar pelo que você tem a oferecer.

Você pode compartilhar caseirices como faz @acasacomoelae

Ou brincar com o universo das séries como faz a doceria @take1doceria

E até abordar temáticas mais sérias como o perfil @todxsbrasil

2 – Discursos mais profundos

E dentro dessa lógica de Marketing de Conteúdo, você deve estar se perguntando: se não for pra falar de mim, do meu produto, da minha marca, o que sobra? Sobra tudo, sobra o mundo. Negócios que se permitem sair do protagonismo e usam suas redes sociais como plataformas para discursos profundos, causas sociais, temáticas importantes, têm chances maiores de se destacar.

Então a partir do relacionamento que você deve construir com seu público, descubra sobre o que ele está falando naquele momento; entenda suas visões de mundo; seus ideais; seus estilos de vida; suas agonias, expectativas, interesses; e fale sobre cada um deles. 

É impossível generalizar a noção do que é um conteúdo interessante, porque isso varia bastante. Internet é feita de nichos, comunidades e cada um com interesses diversos. Por isso, é seu papel, a partir de conversações, entender o que é pertinente para o seu público. 

De repente, seus seguidores querem ver você se posicionar sobre causas específicas, como o feminismo, diversidade e/ou tolerância religiosa. Talvez não, de repente, eles querem saber o que você acha da causa animal, da causa amazônida, da sua consciência ambiental. Em algumas situações, você pode fisgar esse público dialogando sobre indígenas, nordestinos, crianças, idosos, entre outros.

Mas vale uma ressalva: fale sobre assuntos que você tenha conhecimento, que você domina e pratica no mercado. ‘Surfar na onda’ sem praticar o que você está propagando aos quatro cantos, pode ser um tiro no pé e afundar o seu negócio. Não seja oportunista, estamos de olho!

3 – Acesso à informação

Facilite a vida dos seus consumidores. Não seja um mistério, não torne suas informações uma caça ao tesouro. Seu produto, seu serviço, seu preço, sua localização não são o Santo Graal, portanto, compartilhe! 

Lembre-se sempre: nós estamos lidando com pessoas sem tempo e, às vezes, é necessário pouco menos de um segundo pra fisgar a atenção delas. Se você não democratiza aquilo que o público quer saber, sua concorrência pode entregar o que ele quer e roubar toda sua clientela. 

> Quanto custa: a não ser que políticas internas da empresa te proíbam, compartilhe seu preço. Qual o problema em dizer que seu prato custa 25 reais ou a sua saia custa 45?

> Geolocalização: compartilhe o seu endereço, porque ninguém é obrigado a saber onde seu ponto de venda está localizado;

> Horário de Funcionamento: deixe na sua bio seus horários; comunique em postagens, quando houver qualquer mudança no seu funcionamento, seus horários especiais no final de semana e no feriado, etc.;

4 – Consistência

Marca que entra quando quer nas redes sociais, faz uma postagem hoje e outra só daqui a 3 meses, jamais vai engajar. A internet também pede consistência, assiduidade. Planeje-se para cumprir o que você prometeu. Não importa se um vídeo por mês, um artigo por semana ou dois stories por dia, só não caia em descrédito traindo a expectativa do público que espera pelos seus conteúdos.

Além disso, viva a sua timeline: assista, interaja. Desse olhar frequente, você pode obter diversos insights e entregar material mais assertivo para os seus seguidores.

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