#UmaDicaPorDia | Março e Abril

#UmaDicaPorDia é uma editoria dos meus stories. Nela, até o fim do ano, compartilharei 366 dicas práticas sobre Marketing Digital. E aqui no blog, a cada dois meses, um resumo destas dicas pra facilitar a vida de quem precisa delas.

Abaixo, 15 dicas de março e abril. Pra acompanhar diariamente, só seguir: @pettersonfarias

Para ler as dicas de JANEIRO E FEVEREIRO, clique aqui 

1 – Não prometa demais

Sabe aquela pessoa que almeja ser autoridade na web, mas nunca chega a lugar nenhum com suas postagens? Você já deve ter se frustrado com aquele perfil que está sempre prometendo algo consistente, porém sem sair da superfície, né?! Com certeza você está se lembrando de algum nesse momento, inclusive. 

Essa frustração é resultado de sucessivas expectativas quebradas. O que é uma pena, porque isto é tudo que você não deve fazer na Internet.  Vá direto ao ponto e, de fato, entregue conteúdo. Não seja um creator/marca que vive de descumprir o que prometeu – e quando cumpre, entrega algo aquém do que o público espera. 

Surpreender é a chave! 

Criar suspense, revelar uma prévia de algo que você está produzindo, brincar com “teaser” (conteúdos de expectativa) pode ser legal, sim, desde que você faça isso com moderação, muito de vez em quando. Você lida com uma audiência imediatista e ansiosa, que odeia esperar. Se há algo para ser dito ou mostrado, faça isto agora. Não perca a chance de fisgar a atenção dos seus seguidores por estar prometendo demais.  

2 – O que é engajamento?

Engajamento ou Envolvimento diz respeito a toda e qualquer atitude que a sua audiência toma em relação às suas publicações, como CURTIR, COMENTAR, RETUÍTAR, SALVAR, ENVIAR, entre outros. Quando ela não consome passivamente sua postagem e dá deedbacks, dizemos que seu post foi engajado. 

Engajar a publicação que você gosta, ou seja, retribuir por meio de ações práticas, é importante, portanto, porque só assim o ALGORITMO das redes sociais entende que aquela publicação é útil, necessária, relevante e pertinente para os seguidores. Logo, ele vai entrega-la para mais e mais pessoas. Caso contrário, haverá restrição do seu ALCANCE – outra métrica da qual já falamos aqui.

3 – Atualize seu LINKEDIN

Esta é uma rede social valiosa para você que quer se tornar autoridade na web ou até mesmo buscar novas oportunidades de emprego. Linkedin trata-se de um canal voltado para trocas profissionais entre marcas e pessoas que pertencem a um determinado nicho de mercado.

Lá, você pode expor os detalhes da sua carreira, seu histórico, assim como suas habilidades e competências, além de se atualizar sobre as novidades da sua área, por meio do Feed de Notícias. 

Mas ó, não seja como a maioria dos usuários, que atualiza seus perfis no Linkedin apenas quando perde o emprego. Mantenha-o sempre novo e atrativo, hein?!

Meu perfil: https://www.linkedin.com/in/pettersonfarias/

4 – Estatísticas Twitter

Se você também cria no Twitter, saiba como acessar as estatísticas mensais dos seus conteúdos:

Passo 1: no canto esquerdo da tela do seu computador, clique em MORE

Passo 2: clique em ANALYTICS

No campo superior da tela, o Twitter mostra seus números atuais comparados ao mês anterior

Por fim, ele mostra suas principais estatísticas mensais

5 – Creator, tenha Mídia Kit/CNPJ

Se você produz conteúdos na Internet e deseja trabalhar com grandes marcas, comece profissionalizando não só suas publicações, mas também sua relação com estas empresas. 

Caso ainda não tenha um Mídia Kit, com o resumo do seu trabalho, números de engajamento e experiências nas redes, crie um agora mesmo. Em formato pdf mesmo, reuna o que de melhor você tem para mostrar às marcas e dê ainda mais argumentos para que elas te contratem. 

Por fim, ao lidar com grandes empresas, necessariamente, você terá que emitir notas fiscais e, muitas vezes, ter conta jurídica para receber seus cachês. Portanto, abra uma MEI e se transforme em Pessoa Jurídica.

6 – Playlists Spotify

Crie vínculos emocionais com a sua audiência por meio do Spotify também. De acordo com o universo do seu negócio, faça playlists para momentos diferentes da vida do seu seguidor. 

Se sua marca está vinculada ao bem-estar e vida saudável, crie, por exemplo, listas de música para pedalar, correr, meditar. Se você é do ramo de eventos, ofereça playlists para aniversários, chás de bebê, ensaios fotográficos, entre outros. Use a música para se aproximar ainda mais do seu público-alvo.

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7 – Banco de Imagens

Honesto da sua parte comprar imagens de bancos da Internet, ao invés de usá-las sem permissão em suas postagens. Mas muito cuidado nesse processo: escolha sempre fotografias que retratem fielmente a realidade do seu público, para que haja identificação imediata e não cause distanciamento. 

Se seu público é nortista, por exemplo, não opte por esteriótipos sulistas. Bom conteúdo tem que atrair, sobretudo, visualmente. De preferência, escolha imagens feitas por profissionais da sua cidade e região; eles, com certeza, retratarão de forma fidedigna o que você quer comunicar.

8 – Perguntas Frequentes

Naqueles dias de baixa criatividade, sabe como criar conteúdos assertivos para o seu público? Transforme as perguntas frequentes dele em postagens para suas redes sociais. 

Liste todas as dúvidas que você costuma responder quase que diariamente e reproduza em posts criativos no seu feed, nos stories, na timeline do Twitter, numa lista de transmissão do WhatsApp, entre outros. 

9 – Cardápio e horário de funcionamento

No primeiro tópico afirmei: seguidor é imediatista e ansioso. Aqui eu acrescento: e, muitas vezes, compra por impulso. Caso você ainda esteja nessa de esconder suas informações, tais como cardápio e horário de funcionamento, saiba que não há impulso que resista às tentativas frustradas de obter detalhes para uma compra e não achá-los.

Deixe à mostra seu cardápio – com valores, óbvio – não só em postagens no feed, mas também nos DESTAQUES do seu perfil. 

E seu HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO precisa estar na sua bio, assim como em legendas de posts periodicamente. Ajude as pessoas a consumirem seus produtos e serviços, por favor!

10 – Antes de perguntar, procure

E quando você estiver na posição de consumidor de informações nas redes sociais, antes de perguntar, procure a resposta entre postagens e destaques do perfil da marca. As chances são enormes de sua dúvida já ter sido respondida. Seja empático e facilite a vida de quem previu sua necessidade e procurou saná-la alguns conteúdos atrás.

11 – Quando não legendar meus posts?

Jamais, nunca, em hipótese nenhuma. Prender a atenção de alguém é uma das coisas mais difíceis na Internet, por que desperdiça-la fazendo postagens sem texto de apoio? Não jogue nenhuma oportunidade de conversar com a sua audiência fora. Deixe de preguiça e capriche nas legendas. 

12 – Evite o autoelogio

Sei que você tem um produto/serviço formidável em mãos e não duvido da competência da sua marca, mas dizer isso a todo instante nas redes soa vazio, pedante e desinteressante para o seu público. Se quer reforçar os benefícios, características e valores do seu negócio, foque em atender da melhor forma sua clientela, para que ela fale POR você. 

Opiniões de amigos, familiares, influenciadores e formadores de opinião são levadas muito mais em consideração do que estímulos de marca. Então transforme a necessidade de dizer que o que você vende é incrível em disponibilidade para oferecer um atendimento impecável para quem te consome. Sem dúvidas, os feedbacks e depoimentos alheios serão a sua melhor estratégia de marketing.

Mas ó, testemunhais devem ser espontâneos. Não seja invasivo nem mendigue elogios. 

13 – Influenciadores e Permutas

Se você deseja trabalhar com influenciadores digitais e quer pagá-los com permuta – divulgação em troca de produtos do seu portfólio -, não há nada de errado nisso, mas desde que seja legal para ambos os lados. E para que ninguém saia perdendo nessa, é importantíssimo entender de PROPORÇÃO.

Antes de sugerir qualquer troca, investigue os valores praticados pelo influenciador e aproxime a quantidade de produtos ao preço dele, para que a permuta seja justa. Não seja leviano ao enviar recebidinho para a casa de um creator, por exemplo, cujo custo para você não passa de 10 reais querendo que ele dê visibilidade a você, quando há outras marcas dispostas a pagar, de forma justa, por essa divulgação.

Tenho certeza que você não aceitaria alguém aparecer em seu estabelecimento oferecendo 5 reais em troca do produto mais caro da sua loja, né? Portanto, não aja assim com os outros. 

14 – Leia: Brandwashed e Marketing 4.0

Brandwashed

Martin Lindstrom é um especialista em Neuromarketing e profundo conhecedor dos estímulos de marcas e comportamentos do consumidor. No livro, ele fala da relação entre sexo, nostalgia, fama e consumo. E traz diversos insights sobre como marcas podem lançar mão de gatilhos mentais para atrair clientes, assim como, por outro lado, abre os olhos do leitor para as armadilhas invisíveis que nos rodeiam e nos fazem comprar mais.⁣

⁣Embora traga alguns dados defasados, já que traz informações de 10, 15 anos atrás, o livro, ainda assim, é ótimo.

Marketing 4.0

Nesse livro, Philip Kotler fala de nós. Dos nossos anseios enquanto consumidores, seres humanos e cidadãos da internet (netzens). Vai na ferida de empresas e marcas que, ainda muito imersas no padrão antiquado de se promover, acabam por meter os pés pelas mãos ao se relacionar na contemporaneidade. Mesmo pra quem é leigo, não é um livro difícil de se ler, repito: ele é sobre nós.

O autor rompe com a ideia equivocada de que o digital acabou com o tradicional: ele acredita na coexistência, no Marketing Onicanal, numa comunicação alinhada e uniforme, não focada apenas em vendas, mas, sobretudo, na conquista de seguidores apaixonados e consumidores fiéis.

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15 – #Hashtags

Hashtags, para começar, são palavras-chave que etiquetam seus conteúdos. Como se você fosse engavetar seus posts e, em cada gaveta, você tivesse que colocar uma palavra para identificar o que está guardado ali. Para isto que elas servem. Logo, hashtags não são frases extensas nem parágrafos. Quanto mais simples e de fácil leitura elas forem, mais fácil acharão o seu conteúdo nesse universo infinito de gavetas que é a Internet. 

Além de usar hashtags que, de fato, tenham relação com o que você posta, é interessante você criar a sua. Pense em algo que resuma bem seu universo ou transforme o nome de uma editoria sua em tag. Massifique-a entre seus seguidores e os incentive a usá-la! Em 2020, a #UmaDicaPorDia – editoria dos meus stories e desse post que você lê agora – é a minha hashtag principal, aquela que, imediatamente, os seguidores associam a mim. 

Ah, e siga hashtags do seu interesse no Instagram. Sim, isso mesmo, assim como você segue marcas e pessoas, é possível segui-las e receber conteúdos relacionados a elas. 

Gostou? Há dicas diárias como estas lá nos meus stories. Só seguir: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

4 livros para entender Marketing e Comunicação Digital

Indicar literatura sobre comunicação digital é sempre um desafio. Com a velocidade que as dinâmicas e os processos se modificam nas redes sociais, as chances de o conteúdo do livro se defasar são muito altas. Mas estas obras seguem resistentes ao tempo e contribuindo muito para a construção da sua marca na Internet. Vale muito a pena lê-las! E, se possível, leiam, preferencialmente, na ordem abaixo.

A MARCA PÓS-MODERNA
Andrea Semprini

Li esse livro pela primeira vez em 2009, em meio ao desespero de se parir um TCC. E ele salvou minha vida. Andrea Semprini foi quem abriu meus olhos pra tudo que eu reconheceria na prática e no mercado anos mais tarde. Mesmo desconhecendo a importância da comunicação digital que aumentaria consideravelmente dali a alguns anos, o autor já falava sobre algo essencial a qualquer marca atual: bom discurso. Num mercado em que produtos se assemelham cada vez mais, você só se diferencia pelos seus discursos, pelos valores que você sustenta e pela imagem que você impregna na mente dos seus consumidores. Esse discurso, ele chama de ‘Mundo Possível’. Semprini acredita que quanto maior for a sua capacidade de desenvolver mundos possíveis sólidos e coerentes na sua comunicação, maior é a possibilidade de você estreitar laços e se tornar indispensável na vida dos seus consumidores.

MARKETING 4.0
Philip Kotler

Nesse livro, Philip Kotler fala de nós. Dos nossos anseios enquanto consumidores, seres humanos e cidadãos da internet (netzens). Vai na ferida de empresas e marcas que, ainda muito imersas no padrão antiquado de se promover, acabam por meter os pés pelas mãos ao se relacionar na contemporaneidade. Mesmo pra quem é leigo, não é um livro difícil de ler, repito: ele é sobre nós.

O autor rompe com a ideia equivocada de que o digital acabou com o tradicional: ele acredita na coexistência, no Marketing Onicanal, numa comunicação alinhada e uniforme, não focada apenas em vendas, mas, sobretudo, na conquista de seguidores apaixonados e consumidores fiéis.

MARKETING DE CONTEÚDO ÉPICO
Joe Pulizzi

‘Os seus clientes não se preocupam com você, seus produtos ou seus serviços. Eles se preocupam consigo mesmos’. Joe Pulizzi, um especialista até então desconhecido pra mim, explica os motivos que levam muitas marcas a fracassarem nas redes sociais: pautadas na preocupação única de vender seus produtos, deixam de olhar pros lados, contar histórias e produzir conteúdos que impactem de fato a vida das pessoas. Bato nessa tecla há séculos e ele, nesse livro, atesta que ganha mais visibilidade, notoriedade e engajamento quem usa a Internet para produzir conteúdos relevantes e pertinentes, só assim se consegue destaque em meio a multidão. Embora alguns pouquíssimos conceitos tenham envelhecido com o tempo, é uma ótima leitura. Recomendo!

EMPREENDEDORISMO PARA SUBVERSIVOS
Facundo Guerra

Embora Facundo Guerra afirme que empreender seja uma ciência inexata, uma arte, um caminho e que cada um deve, sim, escrever a sua história à sua maneira, o livro ‘Empreendedorismo para Subversivos’ abre a nossa mente para esse universo e desconstrói muito do que se propaga acerca de um empreendedor. Alguns dos aprendizados que levo pra vida depois dessa leitura são esses:

– O empreendedor sabe que existem outras grandezas além do dinheiro. O empresário nem suspeita disso;

– Não se posicionar sobre causas controversas pode ser o beijo da morte de uma marca. O discurso ‘minha marca não se posiciona politicamente’ não cola mais. Hoje os consumidores entendem que as corporações são grandes articuladoras de energias diversas e, sim, muitas vezes têm maior capacidade de mudar o seu entorno do que governos;

– Tenha um propósito: a razão que te faz empreender. Se fizer isso só para ser rico, suas chances são diminutas. Produza para aumentar seu capital social, sua vaidade, busca por excelência, ego ou sentimento de grandeza, reputação, curiosidade, enfim, a lista é enorme, mas não deixe de produzir com propósito;

– Empreenda no intuito de resolver um problema. Concentre seu foco e sua energia para solucionar um problema legítimo e não somente para desenvolver um alto grau de inovação por puro fetiche, como no refinar de um produto que não precisava, no final das contas, de refinamento algum;

– Saiba quando parar. Seu negócio foi criado com uma narrativa e qualquer narrativa precisa de um fim. Não acredite que seu negócio durará para sempre porque não vai durar. Seja maduro e planeje até onde ele pode ir.

 

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