Quando não me posicionar nas redes sociais?

Vocês já devem ter me ouvido falar à exaustão sobre a importância de uma marca se posicionar nas redes, diante de assuntos ‘polêmicos’, temáticas sociais, entre outros. E reitero: estar ao lado daqueles que consomem seus produtos e serviços, compartilhando e defendendo suas causas, tais como FEMINISMO, DIVERSIDADE, CAUSA ANIMAL E AMBIENTAL, pode te levar a uma intimidade muito maior com seu público, indo além das relações meramente comerciais.

Algumas marcas já entenderam esse imperativo e têm estado cada vez mais atentas e ativas nestes processos, tanto no on quanto no Off-line. Mas aí alguém pergunta: é preciso se posicionar SEMPRE ou há também um momento de se calar?

Petterson, quando NÃO me posicionar nas redes?
Eis as respostas.

1 – Quando você não dominar o assunto

Sabe aquela história de ‘se não sabe como ajudar, não atrapalha’? Pois é. Antes de qualquer posicionamento em seu perfil, é importantíssimo você (ou a sua marca) se questionar sobre seu lugar de fala. Não se aproprie de causas alheias, não roube o protagonismo de quem domina o assunto e sabe do que está falando. 

Estude, informe-se, busque referências, procure entender. Enquanto você não dominar realmente a temática, abra espaço para que outras pessoas possam falar. E aprenda com elas! 

2 – Quando o tema não faz a menor diferença para o seu público

Eu sei, a Internet, às vezes, gera uma ansiedade na gente, criando em nós uma necessidade nociva de falar sobre tudo a toda hora, para estar em evidência. E isso pode te induzir ao erro. No desespero de se posicionar, você pode dar um tiro no próprio pé e ser obrigado a lidar com aquele sentimento de ‘eu poderia ter ficado calado’. 

Entenda: você não precisa falar sobre tudo e é prudente se calar de vez em quando. Nem todo assunto importa para seus clientes e seguidores. E há temas que não interferem em nada na decisão de compra dele, portanto, não gaste sua energia em vão.

‘E como eu sei quais temáticas são mais importantes para o meu público?’

A resposta é simples: interagindo com ele. Não fuja das conversas e interações e logo logo você vai saber tudo sobre as pessoas que interessam ao seu negócio.

3 – Quando você ainda é internamente mal resolvido em relação ao assunto

Se o teto é de vidro, por que atrair todos os olhares pra ele? Antes de reproduzir discursos vazios pelas redes sociais, em postagens lindas e empoderadas, resolva-se internamente. Sua comunicação e seus bastidores – processos internos, equipe e lógicas de consumo – precisam estar em consonância sempre. Não caia em contradição! 

Procure praticar o que você prega e só depois se posicione na web. Um bom posicionamento passa, inevitavelmente, pela coerência.

4 – Quando você, sinceramente, sabe que seu posicionamento é só pra ganhar likes

Não surfe numa onda que não é sua. As pessoas sabem quando você está se apropriando de um assunto só para se aproveitar dele e isso é leviano. Você não quer passar a imagem de uma marca desonesta, hipócrita e mentirosa para seus consumidores, não é?

Portanto, repense a ideia sempre que você, lá no fundo, tiver a consciência de que o seu posicionamento é apenas para ganhar likes e não para fazer alguma diferença no mundo.

 

Mais dicas como estas, aqui: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Belém além das Docas (outros rolês pela capital paraense)

Qual é a Belém que vai além dos cartões postais já tão disseminados em roteiros de viagens mundo afora? O que é mesmo que o turista pode desfrutar nessa cidade quatrocentona ainda tão cheia de charme e história? Entre tantos atrativos urbanos, ecológicos e culturais, reuni nesse post os meus rolês preferidos, hoje em dia, na cidade em que trabalho, vivo e amo. Espero que essa Belém do Pará também te encante.

1 – Fazer canoagem na Ilha das Onças

Que tal começar o dia praticando a canoagem na Baía do Guajará? O passeio da @caruanasvaa sai do Ver-o-Rio e te leva até a Ilha das Onças. Chegando lá, a parada é no Seu Celso, que oferece um café da manhã ribeirinho, com tapioca, cafezinho, pupunha e macaxeira; e um tour pela casa dele que é 100% sustentável.

Para o passeio, é preciso levar uma garrafa d’água, usar roupas leves, protetor solar e boné. Iniciantes podem praticar a remada e o valor por pessoa é R$ 60,00 (passeio) + R$ 15,00 (café da manhã)

Saída às 7h e retorno às 10h30. Para reservar seu passeio individual ou em grupo, entre no instagram dos Caruanas: @caruanasvaa

5 perguntas frequentes sobre canoagem

2 – Tomar café da manhã no Hotel Atrium Quinta de Pedras

A poucos passos do Mangal das Garças, na Praça do Arsenal/Cidade Velha, está um dos hotéis mais charmosos da cidade. O Atrium Quinta de Pedras já foi escola, já foi mosteiro, e hoje recebe turistas do mundo inteiro com uma arquitetura linda e intervenções artísticas de encher os olhos. No seu térreo, está o Restaurante Buiagu, aberto ao público para café da manhã, almoço e jantar.

O café da manhã é livre e custa $ 39,00 por pessoa.

 3 – Caminhar e pedalar no Parque do Utinga

O Parque do Utinga é uma Unidade de Conservação (UC) Estadual de Proteção Integral e está localizado na avenida João Paulo II. Lá, os visitantes encontram mais de 400 espécies de animais, 151 espécies de plantas, dois grandes lagos que abastecem 70% da população da Região Metropolitana de Belém e ainda podem realizar várias atividades esportivas, como o rappel, o tree climbing e o boia cross. É possível, ainda, aventurar-se em alguma das nove trilhas, caminhar, correr, andar de bicicleta ou simplesmente contemplar a natureza.

O aluguel de bikes custa R$ 10,00 (a hora);
Para programar trilhas e outras atividades guiadas, entre em contato com a: Amazônia Aventura
O Parque do Utinga tem entrada gratuita e funciona das 6h às 17h. É proibida a entrada de animais de estimação e não abre às terças-feiras;

4 – Atravessar para a Ilha Branca

Mais uma ilha na lista, dessa vez a do Murutucum, onde fica o Restaurante Ilha Branca: um lugar distante dos badalados estabelecimentos do Combu e tão bom quanto. Com espaço pra tomar banho, comer, beber, relaxar e até fazer umas fotos legais pras redes sociais, rs, o Ilha Branca é uma ótima opção pra quem quer passar um dia longe de tudo e em contato com a natureza.

Serviço
– Terça a sexta, apenas agendado;
– Finais de semana e feriados, acesso livre, 10h às 18h;
– Travessia pelo Espaço Náutico, ao lado da UFPA;
– Para agendar a lancha da travessia: (91) 98490-7652

Outros atrativos da Ilha do Combu

5 – Passear na Vila Container

O Vila Container é um complexo cultural estruturado em containers, com lojinhas, bares, cafés, lanchonetes e galerias, ali na avenida Magalhães Barata, 62, pertinho da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré. Um lugar bem legal pra tomar uma no finzinho de tarde. O acesso é gratuito.

Horários de funcionamento disponíveis no instagram: @vila.container

6 – Comer e beber no Bar do Parque

O Bar do Parque é um dos endereços mais tradicionais dessa cidade. Desde 1904, ele está ali do ladinho do Theatro da Paz e hoje, após reforma e sob nova administração, continua sendo um ponto de encontro charmosíssimo em Belém, uma boa pedida pra comer e beber.

Terça a quinta, 11h à 00h | Sexta, 11h às 2h | Sábado, 8h às 2h | Domingo, 8h à 00h

7 – Jantar na Casa do Saulo

Originalmente, a Casa do Saulo é de Carapanari. Suas portas dão para a imensidão do rio Tapajós e é uma experiência imperdível pra quem visita Santarém. Mas agora, suas janelas dão também para a Baía do Guajará, num espaço já bem conhecido dos turistas e paraenses, localizado ali no Complexo Feliz Lusitânia, no bairro da Cidade Velha.

Casa do Saulo das Onze Janelas funciona de terça a sábado e aos feriados, 11h à 00h; e domingo, 11h às 18h;

8 – Dançar e cantar na Casa de Dança Lambateria

A Lambateria é um acontecimento: casa de dança, ponto de encontro com amigos, karaokê de música paraense (paraokê) e lugar dedicado exclusivamente à cultura do Pará. Aberta de quinta a sábado, a partir das 19h, a casa tem em sua programação shows de artistas das mais variadas vertentes musicais. Vai por mim, você sai de lá com pelo menos dois refrões de Brega e alguns acordes de Guitarrada do Félix Robatto, o cara que comanda o espaço, impregnados na cabeça. É uma experiência sensacional pra quem quer vivenciar a arte feita no nosso Estado.

Localizada na rua 28 de Setembro, 1155, a Casa de Dança Lambateria é A OPÇÃO para encerrar esse seu rolê por Belém além das Docas. Espero que você tenha curtido!

Boa diversão! ;D

Meus livros preferidos de 2019

Variações Enigma entrou aí de ousado que é, porque eu o li em 2018.

Ano de tanta leitura incrível e de topar sem dó com escritores que eu desconhecia e passei a amar. 26 livros lidos em 2019 e cinco me tocaram lindamente. São eles:

1 – Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkins Reid

– Isso te incomoda? Que seus maridos tenham se tornado um assunto tão importante?⁣
– Não. Porque eles são só maridos. A Evelyn Hugo sou eu.⁣

Eu estou ridiculamente apaixonado por esse livro. Li Os Sete Maridos de Evelyn Hugo num tapa e leria outras tantas páginas se maior ele fosse. Surpresa linda esse trabalho impecável da Taylor Jenkins Reid, que descortina os bastidores de Hollywood, a partir da personagem Evelyn Hugo, uma lendária estrela do cinema desde os anos 50.⁣

Ao narrar sua vida, a atriz fala sobre casamentos arranjados, disputas, egos, Oscar, negociações, relação dos astros com paparazzi, homossexualidade e tudo que ronda o universo cinematográfico até os anos 2000. ⁣Longe de ser romantizada, Evelyn é descrita como uma mulher super humana, com suas faces boa e ruim, alguém que não mediu esforços pra conquistar fama e dinheiro numa época preconceituosa e conservadora. ⁣

É um livro que você não consegue parar de ler. Com diversos pontos altos no decorrer da história e reviravoltas pra você ficar vidrado do início ao fim.

2 – Gabriela – Jorge Amado

Jorge Amado, que xodozinho, meu Deus! Eu tô cada vez mais apaixonado pela escrita dele. GABRIELA, Cravo e Canela, presente da @gisasmith, foi minha segunda leitura do autor baiano e, até agora, a minha preferida. O livro narra a história de amor entre Gabriela e seu Nacib, na Ilhéus dos anos 20. E sem se amarrar ao relacionamento dos protagonistas, Amado nos oferece uma leitura gostosa, transitando lindamente entre outros tantos personagens e histórias que enriquecem ainda mais a obra.

Sua escrita nesse livro me fez enxergar diversas semelhanças entre ele e Gabriel García Márquez, outro autor que amo demais. São dois gênios que dominam não só a escrita, mas também toda a raiz, a cultura e as camadas mais profundas dos seus lugares. Porém, o que verdadeiramente me apaixonou em Gabriela foi sua personalidade linda, contraponto irretocável de todas as mazelas, vícios, hábitos e costumes da Bahia à época. Numa Ilhéus machista, provinciana, assassina e prostíbula, Gabriela, Cravo e Canela atravessa a vida solta, leve, fogosa e feliz. É lindo de ver!

3 – Todas as Cores do Céu – Amita Trasi

‘Quando você quer enxergar uma coisa, você vê todos os sinais, sejam eles verdadeiros ou não’. Todas As Cores do Céu narra a história de Mukta, criança indiana vítima de uma tradição que prostitui meninas que mal saíram da puberdade. Não é uma leitura fácil de digerir, porque nesse primeiro romance da Amita Trasi, nos deparamos com uma realidade em que as mulheres ainda são rechaçadas, humilhadas, escravizadas e alheias aos seus próprios sonhos. Mas fala também de família, amor e laços profundos. Foi uma leitura que me lembrou muito as crianças das obras de Khaled Housseini, de quem eu sou fã demais. Embora triste, é uma narrativa linda do início ao fim. Leiam!

Conheça 6 escritores que amei conhecer recentemente

4 – George – Alex Gino

George é uma menina trans e suas descobertas são narradas do jeito mais lindo, inocente e poético por Alex Gino neste livro. Além da ousadia em abordar esse tema ainda tão tabu para muitos, o que mais amei nessa história foi o fato de o narrador sempre se referir a George, mesmo num corpo de menino, no gênero feminino. ⁣

George me trouxe empatia. Pensar na dor, na opressão e no autoboicote a que toda pessoa transexual é submetida no início da sua vida até se entender e se aceitar, foi um grande exercício pra mim, que, sem dúvida, gerou em mim muito mais amor pelo universo trans.

5 – Redemoinho em Dia Quente – Jarid Arraes

Redemoinho em Dia Quente me deixou aos pés de @jaridarraes. Um encontro do acaso. Livro emprestado do @carlosraffaeli. Uma série de contos com a cara da minha infância. Identificação imediata.⁣ Escrita fresquinha, literatura com sotaque, um livro genuinamente brasileiro, com as cores do norte e nordeste.⁣

O Carlos disse ‘a gente lê Jarid como se ela fosse uma amiga contando suas histórias sentada na beira da calçada’. E é bem isso! Se eu fosse tu, sentaria nessa calçada hoje mesmo.⁣ Que Jarid seja generosa com o mundo e nos deixe a par da sua poesia outras tantas vezes.⁣

Falo de literatura no Instagram também. Só clicar aqui.

Qual a sua missão nas redes sociais?

Foto: Tarso Sarraf

Se o seu conteúdo desaparecesse hoje das redes sociais, alguém sentiria falta? Caso a resposta seja NÃO, temos um problema: seu perfil precisa tornar-se parte da vida dos seus seguidores. E o melhor caminho para que suas postagens atraiam e apaixonem seu público, é falar PARA ELE SOBRE ELE, e não conversar somente sobre você, como uma marca egocêntrica e pouco disposta ao diálogo. 

Joe Pulizzi, em seu livro Marketing de Conteúdo Épico, diz que todo conteúdo digital deve atender a uma missão e mesmo que seu intuito seja comercial (vender mais, gerar leads, fidelizar clientes), é necessário criar na intenção de satisfazer uma necessidade e/ou responder a uma pergunta dos seus seguidores. Costumo dizer ‘bom conteúdo é aquele que você antecipa a pergunta que seu seguidor jogaria no Google, vai lá e responde’. 

E aí eu pergunto: você sabe qual é a sua missão nas redes sociais ou cada post é criado sem nenhum critério, com pouca ou quase nenhuma estratégia?

Mas calma, se você nunca pensou na sua missão de conteúdo, a hora é agora.
De acordo com Pulizzi, a MISSÃO inclui 3 itens:

1 – PÚBLICO-ALVO

2 – MATERIAL QUE SERÁ ENTREGUE A ESSE PÚBLICO (temas e formatos de postagens)

3 – RESULTADO QUE ESSE MATERIAL VAI GERAR PARA O SEU PÚBLICO

Notem que a missão, repito, é sobre o outro e não somente sobre você. Mas, claro, tudo que você postar nas redes sociais a fim de atender a uma necessidade do seu público deve orbitar na realidade da sua marca. Exemplo: se seu perfil tem uma missão literária, você não vai falar de games; tem interesse em falar com crossfiteiros, então não há motivos pra postar sobre doutrinas da Igreja Católica; tem perfil gastronômico? Foque na gastronomia, não em turismo.

Óbvio que a Internet nos ensina a ser plural, quanto mais assunto tivermos, mais rica é a nossa rede social. Os exemplos acima são apenas para mostrar que você precisa ser fiel à missão que você escolher para sua marca. Porém, sim, em algum momento até rola seu perfil literário falar de games, desde que tenha uma coerência para o público.

Abaixo, alguns exemplos de Missão de Conteúdo que podem te ajudar na sua busca:

Google
Organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível

Coca-Cola
Refrescar o mundo, inspirar momentos de otimismo, criar valor e fazer a diferença

Petterson Farias
Contribuir para uma Internet melhor, ajudando as pessoas a produzirem bons conteúdos nas suas redes sociais

Cacos Metafóricos
Democratizar a literatura entre as pessoas que consomem cultura nas redes sociais

 

Se essa dica foi útil para você, compartilhe com quem também precisa aprender.
Conteúdos como este, no meu instagram: @pettersonfarias

 

6 escritores que amei conhecer recentemente

Foto: Petterson Farias

A gente já lê tão pouco que quando sobra tempo, quase não arriscamos escritores novos, por medo de se frustrar. Mas nos últimos dois anos, transitei entre novas escritas e me apaixonei por autores até então desconhecidos pra mim. 

Listei seis. E eu espero que eles chamem tua atenção também.

1 – Taylor Jenkins Reid

Taylor é amor recente. Recentíssimo mesmo. Recebi o livro dela pela TAG Inéditos, clube de leitura que assino, e demorei muito a lê-lo. Talvez porque o título não tenha me chamado tanta atenção. Até que uma seguidora disse pra eu ler e eu fiquei ridiculamente apaixonado. Que narrativa sensacional!

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo descortina os bastidores de Hollywood, a partir da personagem Evelyn Hugo, uma lendária estrela do cinema desde os anos 50. Ao narrar sua vida, a atriz fala sobre casamentos arranjados, disputas, egos, Oscar, negociações, relação dos astros com paparazzi, homossexualidade e tudo que ronda o universo cinematográfico até os anos 2000. ⁣

Esse trabalho impecável de Taylor Jenkins foi finalista do Goodreads Choice Awards de 2017 na categoria Melhor Ficção Histórica; Best Book Of The Month, prêmio dado pelo clube de assinaturas americano Book of the Month ao melhor livro enviado no ano; e destaque na Must List da revista Entertainment Weekly.

Li Evelyn Hugo em novembro e já estou doido pra ler outras obras de Reid. Desde 2013, quando publicou seu primeiro trabalho, ‘Forever, Interrupted’, ela não sai das listas de mais vendidos. Além da carreira literária, Taylor já trabalhou com produção cinematográfica em Los Angeles e hoje, sério, é dona do meu coração.  

2 – Vitor Martins

Eu conheci o trabalho do Vitor Martins ano passado. Lembro de ficar apaixonadíssimo pelos personagens de Quinze Dias, seu primeiro livro, e de me sentir lindamente representado pela sua escrita LGBT, com gostosos toques de cultura pop e memes de internet. Isso sem falar de Felipe, protagonista gordo e gay. Tudo pra mim!

Mas amor de verdade mesmo veio com Um Milhão de Finais Felizes, uma das histórias mais fofas que já li. Vontade de esmagar um a um todos que passaram por essa história. Começando pelo autor. UMFF é livro pra terminar abraçadinho, querendo que ele dure muito mais.

Vitor Martins é ilustrador, youtuber e autor do Rio de Janeiro, que mora em São Paulo, e contribui fortemente para a diversidade na literatura brasileira atual. Mesmo sem saber, me apresentou uma série de jovens autores do Brasil, que se posicionam ao escrever e falam de quem sempre se viu tão pouco representado nos livros. E é por isso que sou mega fã. Torço muito pra que sua trajetória siga incrível e ele nos surpreenda ainda mais com novas histórias de amor e outros tantos finais felizes.

Assista ao meu encontro com Vitor Martins, em Belém

3 – Amita Trasi

Sem dúvida, Todas as Cores do Céu é uma das minhas leituras preferidas de 2019 e sua autora, mais um amorzinho pro meu coração. Amita Trasi nasceu e cresceu em Mumbai, na Índia. Trabalhou em várias corporações internacionais e hoje vive nos Estados Unidos. 

Todas As Cores do Céu, seu primeiro livro, chegou até mim também pela TAG Inéditos e conta a história de Mukta, criança indiana vítima de uma tradição que prostitui meninas que mal saíram da puberdade. A história nos mostra uma realidade em que as mulheres ainda são rechaçadas, humilhadas, escravizadas e alheias aos seus próprios sonhos. Mas fala também de família, amor e laços profundos. Foi uma leitura que me lembrou muito as crianças das obras de Khaled Hosseini, de quem eu sou fã demais. Embora triste, é uma narrativa linda do início ao fim.

4 – Tarryn Fisher

Tarryn eu ainda quero desbravar bem mais, embora nosso primeiro encontro já tenha sido muito legal. A autora apaixonada por histórias sobre vilãs de personalidade forte é uma das escritoras mais vendidas dos EUA, de acordo com grandes jornais como o New York Times. 

Minha admiração por ela nasceu por meio do seu livro Stalker, obra dinâmica, sem muitas firulas e rodeios, que fala de uma psicopata, dessas que se inserem em nosso dia a dia e invadem nosso terreno se escondendo atrás de sorrisos e boas intenções, quando na verdade só quer o nosso mal. O melhor dessa obra é justamente isso: mostra as atitudes de uma psicopata, Fig, e de um sociopata, o marido da vizinha, a partir de uma perspectiva de pessoas normais, sem problemas aparentes, o que angustia o leitor, que se questiona o tempo inteiro ‘quantos desses há perto de mim?’.

Num bate-papo, Fisher revelou de onde veio a inspiração para escrever Stalker. Disse ela: ‘eu vivenciei uma experiência parecida e o livro foi minha terapia’. Leia a entrevista clicando aqui.

Os 7 autores preferidos de Tarryn Fisher

5 – André Aciman

Se Aciman quisesse se casar comigo, eu aceitaria na hora. Que homem! Nascido no Egito, é ensaísta, romancista e pesquisador da literatura do século XVII. É doutor em Literatura Comparada por Harvard e autor de livros como Variações Enigma e Me Chame Pelo Seu Nome, uma das obras preferidas da minha vida.

Nota 10 no Cacos, eu lembro de terminar Me Chame Pelo Seu Nome absolutamente embasbacado. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; aff… ❤

Aciman soube escrever uma obra delicada, mas sem ser clichê, que retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’.

6 – Jarid Arraes

Redemoinho Em Dia Quente veio parar nas minhas mãos semana passada e eu estou a p a i x o n a d o por Jarid Arraes desde então. Que coisa, garota! Escrita fresquinha, literatura com sotaque, narrativa com as cores da minha infância. Um livro genuinamente brasileiro, com cara de norte e nordeste.

O amigo que me emprestou seu livro disse ‘você lê Jarid como se ela fosse uma amiga te contando histórias sentada na beira da calçada’. E é bem isso! Se eu fosse você, sentaria nessa calçada com a gente hoje mesmo.

Tomara que Jarid seja generosa com o mundo e nos deixe a par de toda sua poesia outras tantas vezes.

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Além de falar sobre literatura neste blog, também estou no Cacos Metafóricos, lá no Instagram.
Até a próxima!
Boa leitura!

O que fazer em Alter do Chão

Alter do Chão, em Santarém, tem tantas belezas e atrativos que jamais caberia tudo num post só. Cada vez que piso ali, volto encantado por algo completamente novo. Dos encantos naturais ao povo, tudo me faz bem. Mas sendo um lugar que ainda tem muito a me mostrar, compartilho com vocês o que, ATÉ AQUI, me surpreendeu nesse recanto amazônico. Óbvio que ainda há muito a se explorar e eu espero fazer isso logo mais.

Trapiche da Praia do CAT. Foto: Petterson Farias

Ah, e antes de qualquer coisa: ao programar sua ida para Alter do Chão, muito importante verificar o nível do rio Tapajós na data da sua viagem, porque, vai por mim, é ele que vai nortear todo seu rolê.

  • Fevereiro a junho: rio cheio
  • Junho a outubro: vazante
  • Novembro a janeiro: rio seco

Fim de tarde na Ilha do Amor. Foto: Petterson Farias

1 – Floresta Encantada

Foto: Petterson Farias

Um verdadeiro mergulho nas entranhas da Floresta Amazônica. Quando o rio Tapajós sobe, você pode transitar entre árvores, aves e o silêncio da natureza, num passeio de 40 minutos dentro de um barquinho. O valor do passeio é $ 30,00.

Na volta, já escolha uma mesa ali mesmo, no restaurante de onde saem os barcos. Nele, o preço da comida é justo e enquanto eles não te servem, você pode continuar aproveitando a paisagem dando mergulhos no lago.

2 – Casa do Saulo

Foto: Casa do Saulo

O restaurante mais famoso de Santarém atrai turistas do mundo inteiro, isto porque, lá a experiência vai além da gastronomia: tem atrativos para todos os sentidos. A Casa do Saulo não fica necessariamente em Alter, mas em Carapanari, e reserva não só pratos regionais deliciosos, mas também uma piscina com vista privilegiada para o Tapajós, assim como uma praia “particular”. Te indico ir cedo e passar a tarde inteira lá. 

A casa funciona de terça a domingo:
Terça a quinta: 11h às 16h
Sexta-feira: 11h às 17h
Sábado e domingo: 10h às 18h

Praia no quintal da Casa do Saulo. Foto: Petterson Farias

Restaurantes instagramáveis. Foto: Casa do Saulo

Foto: Petterson Farias

3 – Ilha do Amor

Ilha do Amor. Foto: Petterson Farias

A ilha que deu à Alter do Chão o título de praia de água doce mais bonita do mundo, pelo The Guardian, é o cartão postal mais famoso da vila. Sua faixa de areia branquinha revelada em meses de baixa do rio Tapajós é um espetáculo amazônico dos mais lindos. Nela, há barracas que vendem bebidas e comidas; aluguel de caiaques e pranchas para stand up paddle; e barcos/lanchas que fazem passeios para outros lugares de Alter, como a Ponta do Cururu. A travessia para a ilha é feita por catraias (canoas) e custa $ 5,00.

Foto: Petterson Farias

As catraias. Foto: Petterson Farias

4 – Ty Comederia

Bar e restaurante delicinha para ouvir boa música e se divertir com pé na areia. Com vista para a Ilha do Amor, é mais uma boa opção para curtir depois da praia. Ty Comederia funciona todos os dias, das 19h às 23h30.

Foto: Petterson Farias

Foto: Ty Comederia

Foto: Ty Comederia

Foto: Ty Comederia

5 – Pajuçara

Mais uma praia linda e enorme ao seu dispor. Pajuçara fica um pouco distante da vila de Alter do Chão, mas é também um lugar para encher os olhos e se conectar com as belezas naturais dessa região. 

Foto: Petterson Farias

Entardecer em Pajuçara. Foto: Petterson Farias

6 – X-Bom Hambúrguer

X-Bom é um dos rolês mais recomendados na vilinha de Alter. A lanchonete tem um cardápio curioso e delicioso, que atrai muitos turistas. Depois de tantas indicações de amigos, fui lá para experimentar o hambúrguer de piracuí (farinha de peixe) e amei.

A hamburgueria funciona das 17h30 às 23h.

Burger de Piracuí. Foto: Petterson Farias

7 – Pôr do Sol no Trapiche

Final de tarde é no trapiche de mais uma das praias de Alter do Chão: a Praia do CAT. Lá, o sol se põe majestoso e você tem uma visão privilegiada desse momento. Dependendo de qual seja o seu rolê, dá pra meditar, aplaudir o crepúsculo e/ou caçar muitos likes com fotos belíssimas pro teu instagram. 

Foto: Petterson Farias

Foto: Petterson Farias

Trapiche da Praia do CAT. Foto: Petterson Farias

8 – Do Italiano

Outra boa opção pra quem gosta de beber e comer. O restaurante Do Italiano fica na pracinha central de Alter do Chão e é um ótimo lugar para encontrar pessoas, ouvir boa música, jogar conversa fora e descansar depois de um dia inteiro de atividades. 

9 – Çairé

Uma das festividades mais tradicionais e importantes do Pará, o Çairé ocorre no mês de setembro, começando sempre com seus rituais religiosos e terminando com a famosa disputa dos botos Tucuxi e Cor de Rosa. Um espetáculo pra encher os olhos, o espírito e o coração. 

A parte religiosa da Festa do Çairé. Foto: Petterson Farias

Alegorias da parte profana do Çairé. Foto: Petterson Farias

Boto Tucuxi. Foto: Petterson Farias

Foto: Petterson Farias

Foto: Petterson Farias

Foto: Petterson Farias

10 – Pindobal

Essa praia pertence a Belterra, um município próximo de Alter do Chão. Com um visual incrível, de barraquinhas de palha e água a perder de vista, Pindobal é também uma atração imperdível. Se você estiver com tempo disponível, não deixe de dar um pulo lá.

Essas e outras dicas no meu instagram também: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Na pracinha central de Alter

Ilha do Amor

Casa do Saulo

13 informações importantíssimas sobre o mercado de influência no Brasil

O Marketing de Influência, há tempos, já mostrou seu poder e, hoje, qualquer estratégia que negligencie essa disciplina corre sérios riscos de perder forças.

Os motivos são diversos: marcas sem capilaridade nas redes; consumidores incrédulos diante de estímulos publicitários; e comunidades digitais com lugar de destaque na decisão de compra de seus integrantes. Ou você nunca levou em consideração a opinião de amigos, familiares, pessoas que você admira antes de comprar algo? Pois é. 

Sobre esse tema, a Spark, empresa referência em Marketing de Influência, com o Instituto Qualibest acabaram de divulgar uma pesquisa que respondeu algumas perguntas acerca da receptividade e reação do público em relação aos influenciadores digitais e seus publiposts; e outros hábitos de consumo na web.

Reuni 13 itens valiosos da pesquisa nesse post. Espero que eles te ajudem nas tuas próximas ações com creators/influenciadores digitais. Boa leitura!

SOBRE INFLUÊNCIA

1 – 71% dos internautas brasileiros que usam redes sociais segue influenciadores

2 – 63%  gostam que os influenciadores recomendem produtos

3 – 50% costumam pesquisar opinião de influenciadores antes de comprar

4 – 72% discordam que a confiança em publipost cai

5 – 76% já compraram algo depois da indicação de um influenciador digital

6 – 78% dos seguidores considera importante que o influenciador identifique publis com hashtags como: #publi #ad #promo #publipost

7 – Onde os brasileiros mais seguem influenciadores:

> Youtube – 81%

> Instagram – 81%

> Facebook – 49%

> Twitter – 24%

8 – E porque seguem influenciadores digitais:

> 69% – os assuntos que eles abordam me interessam

> 56% – indicações e recomendações de produtos e serviços que eles dão 

> 54% – para me divertir/passar o tempo

> 50% – os tutoriais, construir coisas

> 43% – experiências pessoais deles/ seu dia a dia

> 33% – me ajuda a dominar os assuntos que eles abordam

> 28% – as viagens que fazem ou indicam

> 25% – para me desenvolver pessoal e/ou profissionalmente

HÁBITOS DE CONSUMO

9 – Maiores INTERESSES dos seguidores em conteúdos de influenciadores

> Humor/Comédia
> Entretenimento/Cultura
> Beleza
> Moda
> Viagem/Turismo
> Saúde/Fitness

10 – No Instagram, Feed e Stories têm igual preferência

> Feed: 48%
> Stories: 45%
> IGTV: 7%

11 – 41% dos seguidores só ativam o áudio dos stories se as imagens interessarem

12 – Itens mais comprados por indicação dos influenciadores (público de homens e mulheres juntos)

> Produtos de beleza (52%)
> Livros (42%)
> Moda e acessórios (42%)

13 – Sobre a CONFIANÇA do público

AUMENTA quando:

83% – o influenciador é natural e verdadeiro (mostra seu dia a dia como realmente é/defende seus ideais)

82% – Domina os assuntos que aborda

79% – Indica e avalia produtos com base em suas experiências reais

75% – Interage com seguidores

68% – Tem bom humor/é divertido

DIMINUI quando:

74% – faz comentários/atitudes racistas ou preconceituosas (no presente e no passado)

14 – Principais razões para unfollow em influenciadores digitais:

> Conteúdo deixou de ser relevante

> Ficou chato/sem graça

> Mudou de personalidade/temas abordados

> Parecia um vendedor, não era autêntico nas suas indicações de produtos/serviços

> Era preconceituoso

> Falava muito palavrão/ofendia as pessoas

Rafael Coca, da Spark, apresentando a pesquisa no Youpix Summit, em SP

De acordo com a Spark e Qualibest, a partir desses números, duas conclusões são importantíssimas:

1 – É fundamental ser natural e demonstrar domínio do assunto abordado!
2 – #publi não espanta seguidor nem retrai engajamento

Se você gostou, compartilhe com o coleguinha!
Estas e outras informações sobre redes sociais e comportamento web, tem aqui também: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Artistas nas redes sociais: 7 dicas de como atrair fãs e seguidores

Amigo artista, talvez o seu perfil nas redes ainda não atraia tanta gente como a sua voz, seu dom e seu talento merecem. Há algumas hipóteses para que isso esteja acontecendo: uma delas é a de que você ainda encare as redes sociais como um espaço de mera divulgação do seu trabalho. E é aí que está o erro!

Rede Social é espaço para relacionamento. E se você não se dispõe a isso, ninguém vai reparar em ti. Como aquele artista que não se destaca e as pessoas passam por ele, sem nem lhe dar uma atenção.

Anitta homenageando Mariah Carey, um dos seus ídolos

Abaixo, algumas dicas que podem te ajudar a usar a Internet ao seu favor:

1 – Não use as redes sociais apenas para divulgar seu trabalho 

Seguidor é egoísta e usa a Internet para resolver seus problemas, atender suas necessidades e realizar seus desejos, e não pra consumir propaganda de marcas e/ou artistas. Então não seja invasivo nem se torne spam! Ao invés de falar só de si, preocupar-se somente com a divulgacão do seu novo clipe, sua playlist no Spotify e/ou sua agenda de shows, olhe para os lados e entenda o que o fã quer de ti. Esteja pronto para dar aquilo que as pessoas buscam nas redes: re-la-cio-na-men-to, o segundo item da nossa lista

2 – Relacione-se com seus fãs

Nando Reis conversando com a sua fã no Twitter

Internet não é palco. Nela, você está no mesmo patamar que o seu seguidor. E ele sabe disso. E ele busca essa intimidade que implica uma relação de igual pra igual, sem travas, sem desníveis, numa via de mão dupla, em que todo mundo fala, ouve, compartilha, doa, troca. E quanto mais você tenta se distanciar disso, pior fica a sua comunicação. Para o fã, não importa se você é celebridade internacional ou um artista local, ele quer dialogar. Portanto, entre uma postagem e outra, responda seus directs; interaja com seus comentários; visite, de surpresa, o perfil daquele seu fã assíduo e fiel; atenda o que seus seguidores pedem; interaja com os perfis que você segue; assista aos stories alheios; compartilhe algo legal que você viu… Só fazendo isso, você vai começar a entender a real dinâmica das redes sociais

3 – Mostre seu Lado B: humanize-se!

Tatá Werneck compartilhando um de seus momentos íntimos com o esposo no dia do seu aniversário

E se rede social pede relacionamento, uma das melhores formas de se fazer isso é se humanizando. Porque quanto mais você tenta esconder seus bastidores, mais engessados, superficiais e desumanos tendem a ficar seus conteúdos. Sem trair sua privacidade, mostre sua rotina, seus altos e baixos, sua história, seus perrengues e tudo aquilo que não é dito nem visto no seu release, na sua comunicação oficial. Quanto mais você se descontroi e consegue rir de si mesmo, sem a necessidade de parecer sempre perfeito para o público, mais as pessoas criam afinidade, empatia e admiração pelo que você tem a oferecer. Só assim elas se sentem íntimas, amigas e fazendo parte do teu trabalho. 

O STORY do Instagram, por exemplo, é uma ferramenta poderosa para essa humanização. Experimente compartilhar trechos da sua vida nesse canal e veja o retorno dos seus fãs.

Beyoncé nos bastidores da sua turnê

Sandy atiçando seus fãs ao anunciar a formação da banda na turnê Nossa História

4 – Compartilhe seus processos

Seu fã não se contenta mais com o produto final. Ele também quer os processos. Ele quer o que acontece entre um disco e outro, entre um clipe e outro, entre uma turnê e outra. Quão disposto e interessado você está em registrar esses bastidores para presentear seu público? Não seja negligente com essa fonte inesgotável de conteúdos: capte tudo e transforme em conteúdos para as suas redes sociais.

Bastidores de Johnny Massaro

Bastidores de Jesuíta Barbosa

Bastidores do clipe de Maluma com Ricky Martin

Está compondo? Sem entregar o trabalho pronto, que tal falar dessa jornada de composição? O que você está sentindo? Quem tem te inspirado nesse momento? Que link esse novo trabalho faz com toda tua carreira? Como se dá teu processo criativo? Tem um cantinho preferido de composição ou não? Que gatilhos te fazem criar mais e melhor?

Está em turnê? Já pensou em compartilhar suas viagens, entradas e saídas das cidades por onde seu show vai passar? E os artistas que cruzam contigo nessa jornada? O que te causou espanto, medo, agonia, prazer, alegria? Um fato curioso, um fã especial, um mico no palco? Camarim, van, ônibus, carro, hotel, sempre tem algo a mostrar. Explore tudo isso!

Gravando clipe, desenhando, escrevendo, fotografando? Atraia teus seguidores pra junto de ti, compartilhando pequenas pílulas desse trabalho que chega logo mais.

Elza Soares, uma das lendas da MPB, compartilhando nas redes sociais seu nervosismo com uma foto da turnê de 2017

Paulo Gustavo está compartilhando o Making Of do seu novo filme, Minha Mãe É Uma Peça 3, no Instagram e está de chorar de rir

5 – Fale das suas referências e inspirações

Cantora Iza compartilhando playlists com seus fãs no Spotify

Freie o impulso de falar somente de você enaltecendo, dividindo, falando também do trabalho alheio. Quem te inspira? Que referências te influenciam?

Um livro que influenciou o nome do disco, uma foto que ajudou na criação do teu figurino, um cartaz de filme que inspirou teu traço no lettering, uma música que te levou a escrever uma história, um artista que te incentivou a cantar… Nunca falou sobre nada disso nas tuas redes sociais? A hora é agora!

Lia Sophia cantando uma das suas referências, Djavan, no Instagram

Lucy Alves falando do Padre Fábio de Melo

Johnny Massaro homenageando Caetano em seu aniversário

6 – Seja plural…

… E permaneça interessante. A melhor forma de perder a atenção do seu público é falar de um só assunto. De vez em quando, meio que ‘despretensiosamente’, comente sobre o assunto do momento, brinque com um meme, conte uma história, confesse uma gafe sua, distancie-se um pouco do seu universo artístico e surpreenda seus seguidores e fãs com um tema completamente novo.

Lucy usando suas redes para falar sobre maus-tratos contra animais

Iza, no dia dos pais, homenageado o seu pai

O cantor Silva compartilhando bastidores da sua turnê

7 – Mostre o seu trabalho! 

Agora, só não cometa o maior pecado que um artista pode cometer numa rede social: jamais deixe de mostrar seu trabalho, seu produto final, sua música, sua arte, seu talento. Afinal, você está ali justamente pra isso. Cante, desenhe, interprete, escreva, componha, crie. O público vai amar consumir o que você tem a oferecer. 

E caso você esteja pensando que esse item contrapõe o primeiro, você está enganadx! O segredo é o equilíbrio: não mostrar nem demais nem de menos, mas na medida.

O escritor gaúcho Carpinejar no Facebook

Ilustradora Layse Almada divulgando seu trabalho na web

Liniker usando o IGTV para soltar seu vozerão ❤

O escritor Zack Magiezi em sua página no Facebook

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Rede Social é mais sobre dar do que receber

Compartilhar o que você sabe nas redes sociais é também uma forma de mostrar ao público o que você tem a oferecer comercialmente, mas de modo sutil, sem ser invasivo e sem pesar a mão. Funciona, mais ou menos, como a amostra grátis no supermercado: ofereça algo de graça para que saibam que você existe, para mostrar porque você é melhor que a concorrência, para despertar o interesse e, por fim, gerar vendas. Já superamos a era da propaganda pela propaganda, em que discursos de autoafirmação, regados a muuuuuitos autoelogios, fisgavam as pessoas. Desacreditamos dessas abordagens, porque o tempo nos provou que muitas marcas, nesse processo, mentiram descaradamente, disfarçaram suas mazelas e nos enganaram. Hoje, se você quer ser visto como o melhor e o maior, como o mais gostoso e mais incrível, vai ter que provar!

Não à toa, o Marketing de Conteúdo – essa prática de dar algo antes de pedir, de doar antes de vender, que a web tanto ama – é também conhecido como marketing da gentileza, porque nele, egoístas não sobrevivem. Se você não está disposto a TROCAR, jamais te darão importância. Aquela lógica antiga de empresas estabelecendo relações meramente comerciais com seu público não existe mais. As redes sociais nos deram a oportunidade de atingir outras camadas, ir mais a fundo em nossas conexões, e quem continua na superfície, com medo de se molhar, não é visto, não se destaca e não usufrui dos benefícios de um relacionamento genuíno, verdadeiro e consistente.

O que te faz achar que chama mais atenção postagens insistentes sobre preços, liquidações e queimas de estoque do que conteúdos sobre os valores da marca, seus posicionamentos acerca de causas sociais importantes, dia a dia, memes (por que não?), dicas e informações que podem melhorar ainda mais a minha experiência com produto X e/ou serviço Y? 

Importante dizer: há espaço para tudo! Mas se você está propenso a entregar apenas propaganda na timeline alheia, sinto muito, vai continuar falando sozinho. Porque você não se colocou no lugar do consumidor nem sequer perguntou a ele o que ele gosta de consumir na web. Porque você só pensa no próprio umbigo. Porque você é um spam. Putz, você não entendeu nada da brincadeira. Volte dez casas e recomece o jogo!

Antes de enxergar Facebook, Instagram, Twitter ou qualquer outra rede como mero espaço de vendas, onde seu único esforço é impactar pessoas com publicidade, entenda a Internet como plataforma de DIÁLOGO, em que a audiência está muito mais interessada em se entreter, informar-se, educar-se e inspirar-se. Proporcione isso! Seus seguidores naturalmente, em contrapartida, se interessarão pelo que você tem a dizer e vender. 

Dentro da sua realidade (como empresa ou creator), elenque temáticas, paixões e experiências que podem ser úteis ao outro e transforme tudo em conteúdos digitais excelentes. Entregue o seu melhor, sem medo de ser copiado pela concorrência ou de lucrar menos porque entregou algo de graça. O resultado é incrível! Soe interessante e despretensioso e pare de sufocar as pessoas com estímulos de comunicação que só deixam mais claro seu desespero por lucros e nada mais. Do contrário, você vai continuar afastando seu público por ele não se sentir valorizado dentro da sua estratégia. ’Só me chamou pra sair porque tá a fim de me comer, quando o que eu quero é envolvimento, paixão e relacionamento sério’. Sim, consumidores pensam assim. Sim, consumidores atuais (nós, no caso) são egocêntricos, mimados, apaixonados, carentes, fiéis e se sentem donos das marcas que eles gostam. E se você não devolve esse envolvimento na mesma medida, como num namoro que esfriou, ele parte pra outra.

 

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Entretenimento com diversidade: 8 dicas de conteúdos LGBT


No mês do Orgulho, eu compartilho com vocês algumas opções de diversão e entretenimento produzidas por pessoas gays, drags, trans, e que nos abrem o universo LGBT de um modo lúdico, engraçado, informativo, lindo e emocionante. Se você ainda não consumiu alguns desses conteúdos, a hora é agora!

1 – Literatura | O Fim do Armário

Bruno Bimbi é ativista e profundo conhecedor da história e da causa gay. Integrou a Federação LGBT que lutou pelo casamento igualitário na Argentina e é autor de O Fim do Armário. Topei com esse livro sem querer, procurando novidades na prateleira da livraria e trouxe pra casa. Belo acerto! Além de abordar camadas das nossas vidas de forma lúcida e didática, como as descobertas, o bullying, o próprio armário; Bimbi traz à tona aspectos políticos, narra como a homossexualidade é tratada em países do Oriente Médio, África, Europa e América; corrige conceitos e nos faz refletir sobre nosso papel nessa luta. Sim, é um livro empoderador (embora muitos rejeitem esse termo). Terminei bem feliz. A parte mais delicada é a que fala sobre as igrejas católica e evangélica, talvez você não goste do que vai ler lá! Mas é o que precisa ser dito e recomendo muitíssimo!

2 – Literatura | Garota Dinamarquesa

O livro é um recorte lindo e sensível da vida de uma mulher trans, que, ainda nos anos 20, enfrentou o medo, a falta de informação e o preconceito pra ser o que queria ser: Lili Elba. Inspirada em uma história real, a obra é maravilhosa, poética e poderosa. Pra mim, só peca nas partes demasiadamente descritivas, que quebram a narrativa, muitas vezes, apenas pra descrever o uniforme da atendente, por exemplo. Mas é lindo, curioso e arrebatador.

A Garota Dinamarquesa ganhou o prêmio Literário Lambda de 2000 na categoria de Ficção Transgênero e virou filme também.

3 – Literatura | Me Chame Pelo Seu Nome

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Esse livro do André Aciman me impactou demais. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’.

4 – Talent Show | Rupaul’s Drag Race

Confesso que demorei bastante até dar uma chance pra essa que é uma das disputas mais aclamadas pelos gays de todo o mundo. Mas depois que peguei gosto, já me peguei revendo todas as temporadas só pra matar a saudade dos lipsyncs (dublagens) que eu gosto. ❤ O reality consiste na disputa entre drags pelo título de próxima drag superstar da América. E em cada episódio, as competidoras participam de gincanas e provas onde são testadas suas habilidades em canto, dança, costura, talento, humor e personalidade. 

Em 11 temporadas, o programa não só abriu o universo drag para todos nós, como segue compartilhando histórias, acontecimentos, experiências, gírias, curiosidades, personagens, dificuldades e avanços de toda a comunidade LGBT mundo afora. Em meio à competição, a gente se familiariza com dores alheias, cria empatia, conhece aqueles que vieram antes da gente, entende muito mais nossas lutas e ainda se diverte! Não estranhe se você chorar e gargalhar no mesmo episódio, isso, não raro, acontece. 

5 – Série | Queer Eye

Disponível na Netflix, a nova versão da série Queer Eye reúne 5 gays talentosos (Fab Five), cada um na sua área, para organizar e transformar a vida de alguém. Em 3 temporadas, o time já conciliou relações, arrumou casas, reformou igrejas, aconselhou pessoas, renovou guarda-roupas e ajudou até gay a sair do armário. A cada episódio, diversos insights sobre moda, gastronomia, comportamento, cultura, design e cuidados pessoais. É mais um programa para se divertir, mas também se emocionar com lindas histórias de vida e seres humanos incríveis. 

6 – Série | Crônicas de San Francisco

A série, também disponível na Netflix, é baseada na obra literária de Armistead Maupin e traz para o protagonismo a comunidade LGBTQ que reside na pensão de Barbary Lane, espécie de porto seguro comandado pela transexual Anna Madrigal, em San Francisco. Seus episódios retratam lindamente histórias, romances, frustrações, intimidades e intrigas dos seus personagens e de forma super natural, passando longe de romantizações e caricaturas tão comuns em obras como esta. Sem generalizações, a trama aborda questões delicadas e discute diversos temas que envolvem pessoas queer. Uma das coisas que mais me agradaram na série foi o conflito de gerações, que ocorre sem, necessariamente, demonizar nenhuma das partes. O quarto episódio é um dos meus preferidos!

7 – Documentário | Revolta de Stonewall

Stonewall é um pub símbolo das primeiras lutas LGBT nos Estados Unidos. Numa época em que  a homossexualidade ainda era encarada como doença e os gays se escondiam em becos, ‘inferninhos’ e bares proibidos, Stonewall recebia toda essa gente marginalizada e, por isso, sofria constantes ataques e batidas da polícia de Nova York. Em junho de 1969, numa dessas abordagens, a comunidade ali presente, já cansada de sofrer repressões, resolveu reagir e encarar a polícia. A partir dali, aquelas pessoas compreenderam a força que tinham enquanto grupo e passaram a se organizar em encontros, manifestações e em outras lutas, que tempos depois desencadearam a Parada do Orgulho. 

Nesse doc, disponível no Youtube, há diversos testemunhos e relatos que ajudam a contar como tudo aconteceu. 

8 – Filme | Hoje eu Quero Voltar Sozinho

Filme brasileiro e super fofinho, que narra aquele amor juvenil que todos nós já tivemos um dia. Leonardo é um adolescente cego que encontra em Gabriel, seu novo colega de escola, a fonte de todas as suas descobertas amorosas e sexuais. Obra delicada, trilha ótima, narrativa gostosa, que fala sobre os medos, dilemas e sentimentos que permeiam a vida de muitos jovens gays e com as quais você vai se identificar com toda certeza. Filme pra ver e rever sempre!

 

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