Belém além das Docas (outros rolês pela capital paraense)

Qual é a Belém que vai além dos cartões postais já tão disseminados em roteiros de viagens mundo afora? O que é mesmo que o turista pode desfrutar nessa cidade quatrocentona ainda tão cheia de charme e história? Entre tantos atrativos urbanos, ecológicos e culturais, reuni nesse post os meus rolês preferidos, hoje em dia, na cidade em que trabalho, vivo e amo. Espero que essa Belém do Pará também te encante.

1 – Fazer canoagem na Ilha das Onças

Que tal começar o dia praticando a canoagem na Baía do Guajará? O passeio da @caruanasvaa sai do Ver-o-Rio e te leva até a Ilha das Onças. Chegando lá, a parada é no Seu Celso, que oferece um café da manhã ribeirinho, com tapioca, cafezinho, pupunha e macaxeira; e um tour pela casa dele que é 100% sustentável.

Para o passeio, é preciso levar uma garrafa d’água, usar roupas leves, protetor solar e boné. Iniciantes podem praticar a remada e o valor por pessoa é R$ 60,00 (passeio) + R$ 15,00 (café da manhã)

Saída às 7h e retorno às 10h30. Para reservar seu passeio individual ou em grupo, entre no instagram dos Caruanas: @caruanasvaa

5 perguntas frequentes sobre canoagem

2 – Tomar café da manhã no Hotel Atrium Quinta de Pedras

A poucos passos do Mangal das Garças, na Praça do Arsenal/Cidade Velha, está um dos hotéis mais charmosos da cidade. O Atrium Quinta de Pedras já foi escola, já foi mosteiro, e hoje recebe turistas do mundo inteiro com uma arquitetura linda e intervenções artísticas de encher os olhos. No seu térreo, está o Restaurante Buiagu, aberto ao público para café da manhã, almoço e jantar.

O café da manhã é livre e custa $ 39,00 por pessoa.

 3 – Caminhar e pedalar no Parque do Utinga

O Parque do Utinga é uma Unidade de Conservação (UC) Estadual de Proteção Integral e está localizado na avenida João Paulo II. Lá, os visitantes encontram mais de 400 espécies de animais, 151 espécies de plantas, dois grandes lagos que abastecem 70% da população da Região Metropolitana de Belém e ainda podem realizar várias atividades esportivas, como o rappel, o tree climbing e o boia cross. É possível, ainda, aventurar-se em alguma das nove trilhas, caminhar, correr, andar de bicicleta ou simplesmente contemplar a natureza.

O aluguel de bikes custa R$ 10,00 (a hora);
Para programar trilhas e outras atividades guiadas, entre em contato com a: Amazônia Aventura
O Parque do Utinga tem entrada gratuita e funciona das 6h às 17h. É proibida a entrada de animais de estimação e não abre às terças-feiras;

4 – Atravessar para a Ilha Branca

Mais uma ilha na lista, dessa vez a do Murutucum, onde fica o Restaurante Ilha Branca: um lugar distante dos badalados estabelecimentos do Combu e tão bom quanto. Com espaço pra tomar banho, comer, beber, relaxar e até fazer umas fotos legais pras redes sociais, rs, o Ilha Branca é uma ótima opção pra quem quer passar um dia longe de tudo e em contato com a natureza.

Serviço
– Terça a sexta, apenas agendado;
– Finais de semana e feriados, acesso livre, 10h às 18h;
– Travessia pelo Espaço Náutico, ao lado da UFPA;
– Para agendar a lancha da travessia: (91) 98490-7652

Outros atrativos da Ilha do Combu

5 – Passear na Vila Container

O Vila Container é um complexo cultural estruturado em containers, com lojinhas, bares, cafés, lanchonetes e galerias, ali na avenida Magalhães Barata, 62, pertinho da Basílica Santuário Nossa Senhora de Nazaré. Um lugar bem legal pra tomar uma no finzinho de tarde. O acesso é gratuito.

Horários de funcionamento disponíveis no instagram: @vila.container

6 – Comer e beber no Bar do Parque

O Bar do Parque é um dos endereços mais tradicionais dessa cidade. Desde 1904, ele está ali do ladinho do Theatro da Paz e hoje, após reforma e sob nova administração, continua sendo um ponto de encontro charmosíssimo em Belém, uma boa pedida pra comer e beber.

Terça a quinta, 11h à 00h | Sexta, 11h às 2h | Sábado, 8h às 2h | Domingo, 8h à 00h

7 – Jantar na Casa do Saulo

Originalmente, a Casa do Saulo é de Carapanari. Suas portas dão para a imensidão do rio Tapajós e é uma experiência imperdível pra quem visita Santarém. Mas agora, suas janelas dão também para a Baía do Guajará, num espaço já bem conhecido dos turistas e paraenses, localizado ali no Complexo Feliz Lusitânia, no bairro da Cidade Velha.

Casa do Saulo das Onze Janelas funciona de terça a sábado e aos feriados, 11h à 00h; e domingo, 11h às 18h;

8 – Dançar e cantar na Casa de Dança Lambateria

A Lambateria é um acontecimento: casa de dança, ponto de encontro com amigos, karaokê de música paraense (paraokê) e lugar dedicado exclusivamente à cultura do Pará. Aberta de quinta a sábado, a partir das 19h, a casa tem em sua programação shows de artistas das mais variadas vertentes musicais. Vai por mim, você sai de lá com pelo menos dois refrões de Brega e alguns acordes de Guitarrada do Félix Robatto, o cara que comanda o espaço, impregnados na cabeça. É uma experiência sensacional pra quem quer vivenciar a arte feita no nosso Estado.

Localizada na rua 28 de Setembro, 1155, a Casa de Dança Lambateria é A OPÇÃO para encerrar esse seu rolê por Belém além das Docas. Espero que você tenha curtido!

Boa diversão! ;D

Artistas nas redes sociais: 7 dicas de como atrair fãs e seguidores

Amigo artista, talvez o seu perfil nas redes ainda não atraia tanta gente como a sua voz, seu dom e seu talento merecem. Há algumas hipóteses para que isso esteja acontecendo: uma delas é a de que você ainda encare as redes sociais como um espaço de mera divulgação do seu trabalho. E é aí que está o erro!

Rede Social é espaço para relacionamento. E se você não se dispõe a isso, ninguém vai reparar em ti. Como aquele artista que não se destaca e as pessoas passam por ele, sem nem lhe dar uma atenção.

Anitta homenageando Mariah Carey, um dos seus ídolos

Abaixo, algumas dicas que podem te ajudar a usar a Internet ao seu favor:

1 – Não use as redes sociais apenas para divulgar seu trabalho 

Seguidor é egoísta e usa a Internet para resolver seus problemas, atender suas necessidades e realizar seus desejos, e não pra consumir propaganda de marcas e/ou artistas. Então não seja invasivo nem se torne spam! Ao invés de falar só de si, preocupar-se somente com a divulgacão do seu novo clipe, sua playlist no Spotify e/ou sua agenda de shows, olhe para os lados e entenda o que o fã quer de ti. Esteja pronto para dar aquilo que as pessoas buscam nas redes: re-la-cio-na-men-to, o segundo item da nossa lista

2 – Relacione-se com seus fãs

Nando Reis conversando com a sua fã no Twitter

Internet não é palco. Nela, você está no mesmo patamar que o seu seguidor. E ele sabe disso. E ele busca essa intimidade que implica uma relação de igual pra igual, sem travas, sem desníveis, numa via de mão dupla, em que todo mundo fala, ouve, compartilha, doa, troca. E quanto mais você tenta se distanciar disso, pior fica a sua comunicação. Para o fã, não importa se você é celebridade internacional ou um artista local, ele quer dialogar. Portanto, entre uma postagem e outra, responda seus directs; interaja com seus comentários; visite, de surpresa, o perfil daquele seu fã assíduo e fiel; atenda o que seus seguidores pedem; interaja com os perfis que você segue; assista aos stories alheios; compartilhe algo legal que você viu… Só fazendo isso, você vai começar a entender a real dinâmica das redes sociais

3 – Mostre seu Lado B: humanize-se!

Tatá Werneck compartilhando um de seus momentos íntimos com o esposo no dia do seu aniversário

E se rede social pede relacionamento, uma das melhores formas de se fazer isso é se humanizando. Porque quanto mais você tenta esconder seus bastidores, mais engessados, superficiais e desumanos tendem a ficar seus conteúdos. Sem trair sua privacidade, mostre sua rotina, seus altos e baixos, sua história, seus perrengues e tudo aquilo que não é dito nem visto no seu release, na sua comunicação oficial. Quanto mais você se descontroi e consegue rir de si mesmo, sem a necessidade de parecer sempre perfeito para o público, mais as pessoas criam afinidade, empatia e admiração pelo que você tem a oferecer. Só assim elas se sentem íntimas, amigas e fazendo parte do teu trabalho. 

O STORY do Instagram, por exemplo, é uma ferramenta poderosa para essa humanização. Experimente compartilhar trechos da sua vida nesse canal e veja o retorno dos seus fãs.

Beyoncé nos bastidores da sua turnê

Sandy atiçando seus fãs ao anunciar a formação da banda na turnê Nossa História

4 – Compartilhe seus processos

Seu fã não se contenta mais com o produto final. Ele também quer os processos. Ele quer o que acontece entre um disco e outro, entre um clipe e outro, entre uma turnê e outra. Quão disposto e interessado você está em registrar esses bastidores para presentear seu público? Não seja negligente com essa fonte inesgotável de conteúdos: capte tudo e transforme em conteúdos para as suas redes sociais.

Bastidores de Johnny Massaro

Bastidores de Jesuíta Barbosa

Bastidores do clipe de Maluma com Ricky Martin

Está compondo? Sem entregar o trabalho pronto, que tal falar dessa jornada de composição? O que você está sentindo? Quem tem te inspirado nesse momento? Que link esse novo trabalho faz com toda tua carreira? Como se dá teu processo criativo? Tem um cantinho preferido de composição ou não? Que gatilhos te fazem criar mais e melhor?

Está em turnê? Já pensou em compartilhar suas viagens, entradas e saídas das cidades por onde seu show vai passar? E os artistas que cruzam contigo nessa jornada? O que te causou espanto, medo, agonia, prazer, alegria? Um fato curioso, um fã especial, um mico no palco? Camarim, van, ônibus, carro, hotel, sempre tem algo a mostrar. Explore tudo isso!

Gravando clipe, desenhando, escrevendo, fotografando? Atraia teus seguidores pra junto de ti, compartilhando pequenas pílulas desse trabalho que chega logo mais.

Elza Soares, uma das lendas da MPB, compartilhando nas redes sociais seu nervosismo com uma foto da turnê de 2017

Paulo Gustavo está compartilhando o Making Of do seu novo filme, Minha Mãe É Uma Peça 3, no Instagram e está de chorar de rir

5 – Fale das suas referências e inspirações

Cantora Iza compartilhando playlists com seus fãs no Spotify

Freie o impulso de falar somente de você enaltecendo, dividindo, falando também do trabalho alheio. Quem te inspira? Que referências te influenciam?

Um livro que influenciou o nome do disco, uma foto que ajudou na criação do teu figurino, um cartaz de filme que inspirou teu traço no lettering, uma música que te levou a escrever uma história, um artista que te incentivou a cantar… Nunca falou sobre nada disso nas tuas redes sociais? A hora é agora!

Lia Sophia cantando uma das suas referências, Djavan, no Instagram

Lucy Alves falando do Padre Fábio de Melo

Johnny Massaro homenageando Caetano em seu aniversário

6 – Seja plural…

… E permaneça interessante. A melhor forma de perder a atenção do seu público é falar de um só assunto. De vez em quando, meio que ‘despretensiosamente’, comente sobre o assunto do momento, brinque com um meme, conte uma história, confesse uma gafe sua, distancie-se um pouco do seu universo artístico e surpreenda seus seguidores e fãs com um tema completamente novo.

Lucy usando suas redes para falar sobre maus-tratos contra animais

Iza, no dia dos pais, homenageado o seu pai

O cantor Silva compartilhando bastidores da sua turnê

7 – Mostre o seu trabalho! 

Agora, só não cometa o maior pecado que um artista pode cometer numa rede social: jamais deixe de mostrar seu trabalho, seu produto final, sua música, sua arte, seu talento. Afinal, você está ali justamente pra isso. Cante, desenhe, interprete, escreva, componha, crie. O público vai amar consumir o que você tem a oferecer. 

E caso você esteja pensando que esse item contrapõe o primeiro, você está enganadx! O segredo é o equilíbrio: não mostrar nem demais nem de menos, mas na medida.

O escritor gaúcho Carpinejar no Facebook

Ilustradora Layse Almada divulgando seu trabalho na web

Liniker usando o IGTV para soltar seu vozerão ❤

O escritor Zack Magiezi em sua página no Facebook

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