8 critérios para avaliar e contratar influenciadores digitais

Dificilmente você vai alcançar seus objetivos se continuar achando que a única forma de selecionar influenciadores digitais é pelo número de seguidores. Quando falamos em influência, há outros tantos aspectos que devem ser levados em consideração, sempre a partir dos seus interesses e da posição que diferentes creators ocupam no mercado e na mente dos seus seguidores.

Nesse post, há oito critérios importantes que podem te ajudar a comparar perfis e, por fim, escolher os que mais combinam com as suas estratégias.

1 – HISTÓRICO

Sua audiência tem memória, hein?! Então, por mais que aquele creator esteja num bom momento, não deixe de pesquisar sua história, para que não haja surpresas indesejadas adiante. Com que outras marcas ele já se conectou? Seu trabalho foi satisfatório? Como a sua comunidade reagiu? O que falam dele nos bastidores do mercado? Ele já vivenciou alguma crise? E como se saiu dela?

Além das redes do influenciador, analise também seu MÍDIA KIT – portfólio que resume sua carreira, por meio de números, ações, premiações, estatísticas e marcas com as quais já trabalhou. Com estas informações, com certeza você terá mais clareza na hora de escolher com quem trabalhar.

2 – ALCANCE

Embora a gente sempre reafirme que números isolados não definem a relevância de ninguém, eles, ainda assim, nos dão indicativos do alcance – número de pessoas impactadas – do Criador de Conteúdo. Portanto, se seu intuito é aparecer para mais pessoas e conquistar novos públicos, dados como quantidade de seguidores, visualizações, inscritos e impressões, entre outros, devem ser levados em consideração.

3 – RELEVÂNCIA

Repare se os valores, discursos e propósitos do influenciador se identificam com os da sua marca. De nada adianta alcançar milhares de pessoas se não há compatibilidade no que vocês dizem, se não há conexão entre os universos de vocês. Tudo que for dito precisa estar uniforme e soar realmente relevante para a sua audiência. 

4 – PODER CRIATIVO

Se você acha que ações com criadores de conteúdo se resumem a “recebidinhos” e publiposts focados em elogios a marcas, saiba que o Marketing de Influência vai além. Mas para ser bem-sucedido nesta investida, você precisa investigar o potencial criativo de cada influenciador. Quanto ele pode contribuir NO DESENVOLVIMENTO da ação, ao invés de receber um conteúdo pronto apenas para reproduzi-lo? Quais ideias ele pode trazer para o projeto a partir das suas vivências e da relação com a sua audiência? 

Entenda, quanto mais DNA deste creator na ação, mais parecida ela é com o conteúdo que ele entrega cotidianamente, logo, mais leve e natural sua estratégia aparente ser. E lembre-se: ninguém fala melhor com a comunidade deste influenciador do que ele mesmo, portanto, sua contribuição será sempre muito bem-vinda.

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5 – PODER EXECUTIVO

Como criar não basta, é importante também levar em consideração o potencial executivo do creator. Se suas ideias são boas, quantas delas este influenciador consegue colocar em prática? Quais suas habilidades? É bom contador de histórias? Edita vídeos, fotografa, escreve bem? Quais destas habilidades podem contribuir para sua narrativa?

6 – CONTEÚDO

Que narrativas este influenciador transmite ao seu público no dia a dia? Que ideias, propósitos e valores ele transforma em conteúdos e com que objetivos? Suas publicações fazem a diferença na vida de alguém, satisfazem necessidades e interesses alheios ou não passam de postagens “lifestyle” desinteressantes que não agregam nada a ninguém?

Se este profissional não é capaz de mover vidas por meio do seu trabalho, dificilmente ele fará isto ao se conectar com a sua marca.

7 – RESSONÂNCIA/ENGAJAMENTO

Até onde chega a voz do influenciador? Suas mensagens voam longe ou não passam da esquina? Ressonância diz respeito à capacidade que ele tem de repercutir e engajar. Dependendo dos seus objetivos, não é nada interessante contratar alguém que, mesmo alcançando muita gente, não tem capacidade suficiente de fazer alguém interagir, dar likes, comentar, compartilhar, ou seja, engajar um conteúdo. 

Como a audiência enxerga este influenciador: ele é ouvido? Quanto de efetividade e qualidade há nos comentários, não apenas das suas postagens comuns, mas também de seus publiposts? As pessoas, de fato, reparam na marca que ele divulga ou ela passa e ninguém vê? Quantas outras pessoas e marcas relevantes daquele nicho, mercado, cidade e/ou região o seguem?

8 – PONTOS DELICADOS E POLÊMICOS

Se você está a fim de disseminar uma ideia, propagar um conceito, posicionar-se diante do mercado e dos seus consumidores de maneira satisfatória, dificilmente você vai querer se aliar com alguém que rompe com tudo que você, enquanto marca, acredita, estou certo?

Pois bem, então, por fim, analise minuciosamente os pontos, temas e conteúdos sensíveis que podem promover polêmicas desnecessárias e gerar crises para o seu negócio. Se o fardo for grande demais, melhor partir para outra, a não ser que você queira dispensar tempo, dinheiro e paciência para apagar incêndios na Internet. 

Bom trabalho!

Estas e outras dicas, você encontra aqui também: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

O que aprendemos sobre redes sociais em dias de coronavirus

Muita gente precisou de uma pandemia devastadora pra se dar conta do que as redes sociais nos ensinam há mais de uma década, né?! Olhos atentos sempre, porque tudo muda a todo instante. Quem entendeu isso lá atrás, sentiu menos o baque. Já pra quem negligenciou, não houve outra saída a não ser aprender em meio ao caos. 

Seguimos isolados e muito distantes do fim, porém um mês já foi suficiente para o distanciamento social nos dar alguns insights. 

1 – Presença digital: quem construiu antes, está melhor!

Mas se você parou só agora para construir sua presença na web, tudo bem também. Só promete pro tio que daqui em diante seu olhar para as redes sociais vai ser muito mais cuidadoso e atento, por favor. 

Aproveite o momento para se dedicar aos seus perfis digitais: ouça quem pode te ajudar; analise suas estatísticas; busque referências; estude on-line; profissionalize seus conteúdos. E não desista no meio do caminho. Rede Social é assim mesmo: sedução a longo prazo, tem que investir pra dar certo.

2 – Planejamento é bom, mas não é tudo!

Já dizia Marshall Berman: ’Tudo que é sólido desmancha no ar’. E como as redes sociais levam isso ao pé da letra, não é, menina?! Planejar-se é bom? É maravilhoso! Nos traz consistência e disciplina, ajuda a organizar as ideias e a construir uma grande narrativa digital repartida em postagens ao longo do tempo. Mas se for pra te engessar, melhor nem começar.

Se planejamento é bom, estar atento ao que a rede conversa e sente, é melhor ainda. Bom conteúdo, acima de tudo, tem contexto, tem frescor e total sintonia com o que a sua audiência consome no agora. Por isso, sempre que necessário, reordene, refaça, mude de ideia, adapte-se, mas jamais deixe de falar a língua dos seus seguidores só pra se manter fiel a um planejamento defasado.

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Dicas para aperfeiçoar suas LIVES

3 – Mais que postar, viva as redes

A magia acontece não quando você posta, mas entre uma postagem e outra, no tempo que você se dedica às redes, aos seus conteúdos e aos seus seguidores. Se você não está cotidianamente apto a uma conversa franca com seu público, você jamais saberá o que ele espera da sua marca e seus conteúdos continuarão falando com absolutamente ninguém. 

Todo dia, estabeleça um tempinho para observar o que as pessoas andam comentando na Internet, a grande polêmica, o assunto vigente, o meme da hora… ‘Ah, Petterson, mas eu não tenho tempo pra isso’. Se você não tem, alguém tem que ter por você. Caso contrário, seus posts bonitinhos e cheios de filtros continuarão passando pelo feed alheio falando pro vazio.  

4 – É possível comunicar sem vender

Oh… Surpreso? Se finalmente, num contexto de isolamento, sem conseguir comercializar, você entendeu que é possível conversar com sua audiência de um jeito ‘despretensioso’, sem a necessidade de empurrar no peito dela algo para vender, saiba que, enfim, você entendeu como funcionam as redes sociais. 

‘Os seus clientes não se preocupam com você, seus produtos ou seus serviços. Eles se preocupam consigo mesmos’, é o que Joe Pulizzi fala há quase 20 anos. E é isto: quanto mais você se empenha em falar somente de si nas redes, mais desesperado você vai parecer e mais distante de ti seu público vai ficar.

Relaxe! Preocupe-se primeiro em ajudar as pessoas, ouvindo-as, trocando afetos, satisfazendo necessidades e respondendo perguntas que, naturalmente, elas chegarão até você e comprarão o que você tem pra vender. 

Estou te esperando aqui: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Marcas, não soltem a mão de ninguém

Quem diria que a relação entre marcas e creators seria exposta a tantas provações, né?! Vínculos que, a priori, eram estritamente comerciais, tomaram outra proporção e hoje extrapolam os estímulos de venda, ganhando assim aspectos bem mais profundos. Se você já olhou pra um influencer e, imediatamente, lembrou de alguma marca, você talvez entenda o que eu estou falando.

Mas na mesma medida em que essas parcerias têm um bocado de paixão, lealdade, transparência e, em alguns casos, até amor, impossível negar que há também objetivos muito claros de popularidade, nutrição de leads, vendas, aumento de lucro, entre outros. E não são poucos aqueles que, nos últimos anos, usufruíram (e bastante!) dos benefícios que o Marketing de Influência pode gerar: atraindo novos seguidores, prospects e clientes para seus perfis e pontos de vendas. Você é um? Então é contigo que eu estou falando.

Hoje, diante de uma pandemia avassaladora, que tem surpreendido e arrasado com os planos de milhões de pessoas, a conexão marca/creator é posta à prova mais uma vez e minhas reflexões passam justamente por este ponto: quanto de esforço a sua marca – e me refiro aqui a marcas grandes, com condições mesmo em meio à crise – tem demandado pra não desamparar criadores de conteúdo que outrora lhe deram ótimos retornos e geraram um valor absurdo para o seu negócio? Em meio ao caos, você tem olhado para os lados e amparado seus parceiros? 

Porque afinal, todo relacionamento não passa disto: um amontoado de altos e baixos, onde as partes se ajustam e se amparam de acordo com a realidade, procede? E, infelizmente, a realidade hoje é um caos gigantesco, capaz de destruir o negócio e o sustento de muitos, que sem ter de onde tirar, podem não conseguir sustentar nem a si nem as suas famílias.

E veja, não estou aqui tentando amenizar nenhum dano. Tem sido difícil e obscuro, sim. Mas pra todos. Sei de empresas que mal estão conseguindo manter seus funcionários… Não é com vocês que eu estou falando. A reflexão, pelo contrário, é bem mais sobre cooperação; contribuições mútuas; parcerias; e reciprocidade. Na saúde, na doença, na riqueza, na pobreza, até que, bem, o resto vocês sabem… 

É desabafo e pedido, em nome de milhares de pessoas autônomas que fazem das suas redes vitrines para produtos e serviços como os seus; em nome de diversos profissionais que nunca hesitaram em criar estratégias para potencializar o negócio de terceiros; e de criadores de conteúdos cuja única fonte de renda é sua rede social. É menos em meu nome, já que consigo monetizar de outras maneiras desde sempre, mas em nome de um mercado que teme o abandono.

Possibilidades para amenizar os prejuízos há. Desde que não haja conexões oportunistas nem publiposts descolados da realidade, afinal estamos atravessando uma quarentena e isto não pode ser omitido. Desde que haja disponibilidade para conversar e construir conjuntamente. Que seja só mais uma fase. Que tudo passe já. E que mesmo evitando o contato, ninguém solte a mão de ninguém! 

Grandes marcas, não abandonem seus creators! E não preciso nem dizer, né?! Creators, não abandonem as marcas pequenas que sempre acreditaram no trabalho de vocês. Somos uma coisa só. Vamos todos juntos!

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Dicas para aperfeiçoar suas LIVES

Em tempos de #coronavirus, as lives têm sido um ótimo passatempo pra muitos seguidores e mais uma oportunidade de produtores de conteúdo e marcas se conectarem mais intimamente com suas audiências no Instagram. ⁣

É lindo ver creators se disponibilizando a entreter, inspirar, informar e educar seus públicos por meio de conteúdos ao vivo. Caso tenhas interesse em fazer o mesmo, a hora é agora. Te dou algumas dicas pra otimizar ainda mais a tua live!⁣

✔️ Prepare a audiência | Não surja do nada, você pode pegar sua audiência desprevenida. Combine dia e horário previamente e compartilhe a data marcada com seus seguidores⁣

✔️ Teste a conexão | Minutos antes de começar a live, veja como está a sua internet – reinicie, se necessário -, pra que a qualidade da sua live se mantenha boa até o fim⁣

✔️ Fixe horários | A própria rede comunica sua base quando sua live começa, então espere os seguidores e fique ao vivo por, pelo menos, 10 minutos. Menos que isso, melhor fazer stories e/ou IGTV, né?⁣

✔️ Faça roteiro | Não deixe sua live solta. Defina bem o tema e os tópicos a serem discutidos, pra que a conversa não caia na monotonia e isto cause tédio nos seguidores⁣

✔️ Interaja | Roteiro é bom, mas deixe espaço para a interação. É pra isso que as pessoas também acessam sua live: pra conversar e trocar ideias. Portanto, leia os comentários e responda perguntas eventuais. ⁣

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15 insights sobre os STORIES

Foto: Ana Lu

Em 2019, a Squid, empresa de marketing de influência, coletou e observou mais de 2 milhões de stories no intuito de entender melhor o comportamento da audiência nesse recurso do Instagram. Algumas das principais conclusões acerca de volume, horários, dias e engajamentos eu reuni na lista abaixo.

1 – O engajamento nos stories não sofre diferenças significativas conforme o horário ou dia da semana no instagram. Ele depende muito mais da audiência do perfil;

2 – As maiores taxas de engajamento são encontradas nos perfis entre 5k e 30k seguidores;

3 – Influenciadores entre 18 e 25 anos engajam mais que influencers de outras faixas etárias;

4 – Segundas e terças, entre 18h e 21h, são os dias com maior número de publicações. Domingo é o menor!

5 – SP, RJ e BA são os estados brasileiros que mais postam stories;

6 – 23h é o horário com o maior número de impressões em quase todos os dias da semana, especialmente às sextas-feiras;

7 – Às quartas-feiras, o pico de visualizações ocorre entre 19h e 22h;

8 – Praticamente 3/4 de todos os conteúdos publicados nos stories são vídeos. Apesar disso, as fotos têm uma média de 25% mais engajamento do que um vídeo;

9 – Mas os vídeos costumam receber menos toques para pular o story do que as imagens;

10 – 92% das imagens nos stories recebem toque para passar pro próximo; já os vídeos, 83%;

11 – Numa sequência, há uma queda média de engajamento de até 30% a partir do quarto story;

12 – O pico de taxa de saída (quando abandonamos os stories do perfil) ocorre mais entre o primeiro e segundo story;

13 – Se o seu seguidor resistiu e chegou até o terceiro story, há grandes chances de ele assistir ao conteúdo até o fim;

14 – Os stories são o canal que mais se aproxima da vida real do influenciador e gera conexão com a sua comunidade;

15 – Os stories permitem que o creator seja mais criativo e gere conversas a partir da gama de ferramentas que o recurso possui.

E por falar em stories, estou por lá também. | https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Conteúdos Digitais em tempos de Coronavírus

O pior erro que uma marca pode cometer neste momento é fingir miopia e seguir sua vida digital como se nada estivesse acontecendo. A pandemia é real e manter-se alheio a tudo isto é um comportamento que, nem de longe, vai agradar a sua audiência. Abaixo, quatro dicas de conteúdos em tempos de #coronavirus

1 – Não ignore o contexto | Rede Social sempre foi e continuará sendo sobre conteúdos em tempo real. Portanto, não se distancie do que estamos assistindo, discutindo e vivendo. Sua marca não é uma ilha! Seja empático e generoso: poste para amenizar esta realidade informando, educando, entretendo e/ou inspirando seu público;

2 – Mostre o que a sua empresa está fazendo pela equipe | Nem só de postagens informativas e discursos bonitos vive a reputação de uma marca. Viva o que você prega! Traduza dicas digitais em atitudes no seu ambiente de trabalho e mostre isso nas redes: transparência é bom e a gente gosta. Que tal ganhar sua audiência no exemplo?

3 – Dê voz para quem entende do assunto | Já falamos bastante sobre Curadoria de Conteúdo, né?! Quem aí lembra? Pois agora é hora de colocar o conhecimento em prática. Pesquise, consuma, reuna e compartilhe com seus seguidores conteúdos de profissionais e instituições referências no assunto. Se você não é da área de saúde nem domina o tema, saia do protagonismo e empreste seu perfil para quem vai, de fato, contribuir neste momento;

4 – Combata Fake News | Compartilhar, mas com responsabilidade SEMPRE. Em dias de tantas informações desencontradas, é importantíssimo se colocar à disposição como um filtro de fontes confiáveis para seu público. Consuma e repasse apenas conteúdos de perfis oficiais, como OMS, Ministério da Saúde, entre outros. Sem ansiedade e afobação, selecione bem o que você vai dividir nas suas redes pra depois não reclamar que caiu em descrédito na web.

Ah, e lave as mãos, tá?!
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Qual a sua missão nas redes sociais?

Foto: Tarso Sarraf

Se o seu conteúdo desaparecesse hoje das redes sociais, alguém sentiria falta? Caso a resposta seja NÃO, temos um problema: seu perfil precisa tornar-se parte da vida dos seus seguidores. E o melhor caminho para que suas postagens atraiam e apaixonem seu público, é falar PARA ELE SOBRE ELE, e não conversar somente sobre você, como uma marca egocêntrica e pouco disposta ao diálogo. 

Joe Pulizzi, em seu livro Marketing de Conteúdo Épico, diz que todo conteúdo digital deve atender a uma missão e mesmo que seu intuito seja comercial (vender mais, gerar leads, fidelizar clientes), é necessário criar na intenção de satisfazer uma necessidade e/ou responder a uma pergunta dos seus seguidores. Costumo dizer ‘bom conteúdo é aquele que você antecipa a pergunta que seu seguidor jogaria no Google, vai lá e responde’. 

E aí eu pergunto: você sabe qual é a sua missão nas redes sociais ou cada post é criado sem nenhum critério, com pouca ou quase nenhuma estratégia?

Mas calma, se você nunca pensou na sua missão de conteúdo, a hora é agora.
De acordo com Pulizzi, a MISSÃO inclui 3 itens:

1 – PÚBLICO-ALVO

2 – MATERIAL QUE SERÁ ENTREGUE A ESSE PÚBLICO (temas e formatos de postagens)

3 – RESULTADO QUE ESSE MATERIAL VAI GERAR PARA O SEU PÚBLICO

Notem que a missão, repito, é sobre o outro e não somente sobre você. Mas, claro, tudo que você postar nas redes sociais a fim de atender a uma necessidade do seu público deve orbitar na realidade da sua marca. Exemplo: se seu perfil tem uma missão literária, você não vai falar de games; tem interesse em falar com crossfiteiros, então não há motivos pra postar sobre doutrinas da Igreja Católica; tem perfil gastronômico? Foque na gastronomia, não em turismo.

Óbvio que a Internet nos ensina a ser plural, quanto mais assunto tivermos, mais rica é a nossa rede social. Os exemplos acima são apenas para mostrar que você precisa ser fiel à missão que você escolher para sua marca. Porém, sim, em algum momento até rola seu perfil literário falar de games, desde que tenha uma coerência para o público.

Abaixo, alguns exemplos de Missão de Conteúdo que podem te ajudar na sua busca:

Google
Organizar a informação mundial e torná-la universalmente acessível

Coca-Cola
Refrescar o mundo, inspirar momentos de otimismo, criar valor e fazer a diferença

Petterson Farias
Contribuir para uma Internet melhor, ajudando as pessoas a produzirem bons conteúdos nas suas redes sociais

Cacos Metafóricos
Democratizar a literatura entre as pessoas que consomem cultura nas redes sociais

 

Se essa dica foi útil para você, compartilhe com quem também precisa aprender.
Conteúdos como este, no meu instagram: @pettersonfarias

 

Rede Social é mais sobre dar do que receber

Compartilhar o que você sabe nas redes sociais é também uma forma de mostrar ao público o que você tem a oferecer comercialmente, mas de modo sutil, sem ser invasivo e sem pesar a mão. Funciona, mais ou menos, como a amostra grátis no supermercado: ofereça algo de graça para que saibam que você existe, para mostrar porque você é melhor que a concorrência, para despertar o interesse e, por fim, gerar vendas. Já superamos a era da propaganda pela propaganda, em que discursos de autoafirmação, regados a muuuuuitos autoelogios, fisgavam as pessoas. Desacreditamos dessas abordagens, porque o tempo nos provou que muitas marcas, nesse processo, mentiram descaradamente, disfarçaram suas mazelas e nos enganaram. Hoje, se você quer ser visto como o melhor e o maior, como o mais gostoso e mais incrível, vai ter que provar!

Não à toa, o Marketing de Conteúdo – essa prática de dar algo antes de pedir, de doar antes de vender, que a web tanto ama – é também conhecido como marketing da gentileza, porque nele, egoístas não sobrevivem. Se você não está disposto a TROCAR, jamais te darão importância. Aquela lógica antiga de empresas estabelecendo relações meramente comerciais com seu público não existe mais. As redes sociais nos deram a oportunidade de atingir outras camadas, ir mais a fundo em nossas conexões, e quem continua na superfície, com medo de se molhar, não é visto, não se destaca e não usufrui dos benefícios de um relacionamento genuíno, verdadeiro e consistente.

O que te faz achar que chama mais atenção postagens insistentes sobre preços, liquidações e queimas de estoque do que conteúdos sobre os valores da marca, seus posicionamentos acerca de causas sociais importantes, dia a dia, memes (por que não?), dicas e informações que podem melhorar ainda mais a minha experiência com produto X e/ou serviço Y? 

Importante dizer: há espaço para tudo! Mas se você está propenso a entregar apenas propaganda na timeline alheia, sinto muito, vai continuar falando sozinho. Porque você não se colocou no lugar do consumidor nem sequer perguntou a ele o que ele gosta de consumir na web. Porque você só pensa no próprio umbigo. Porque você é um spam. Putz, você não entendeu nada da brincadeira. Volte dez casas e recomece o jogo!

Antes de enxergar Facebook, Instagram, Twitter ou qualquer outra rede como mero espaço de vendas, onde seu único esforço é impactar pessoas com publicidade, entenda a Internet como plataforma de DIÁLOGO, em que a audiência está muito mais interessada em se entreter, informar-se, educar-se e inspirar-se. Proporcione isso! Seus seguidores naturalmente, em contrapartida, se interessarão pelo que você tem a dizer e vender. 

Dentro da sua realidade (como empresa ou creator), elenque temáticas, paixões e experiências que podem ser úteis ao outro e transforme tudo em conteúdos digitais excelentes. Entregue o seu melhor, sem medo de ser copiado pela concorrência ou de lucrar menos porque entregou algo de graça. O resultado é incrível! Soe interessante e despretensioso e pare de sufocar as pessoas com estímulos de comunicação que só deixam mais claro seu desespero por lucros e nada mais. Do contrário, você vai continuar afastando seu público por ele não se sentir valorizado dentro da sua estratégia. ’Só me chamou pra sair porque tá a fim de me comer, quando o que eu quero é envolvimento, paixão e relacionamento sério’. Sim, consumidores pensam assim. Sim, consumidores atuais (nós, no caso) são egocêntricos, mimados, apaixonados, carentes, fiéis e se sentem donos das marcas que eles gostam. E se você não devolve esse envolvimento na mesma medida, como num namoro que esfriou, ele parte pra outra.

 

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