Conteúdos Digitais na Prática

A quarentena me fez escrever um livro. Conteúdos Digitais na Prática é o primeiro e-book que eu compartilho com o mundo: resultado não só de 4 meses de criação e correções infinitas, mas também de anos de experiência. ⁣⁣

Nele, você vai encontrar 50 dicas práticas sobre planejamento, produção de conteúdos, aplicativos e ferramentas úteis, referências literárias e comportamento web.⁣

Este livro é para:
– empreendedores e autônomos que querem divulgar suas marcas nas redes sociais;
– social medias e creators que querem desenvolver novas técnicas e habilidades;
– estudantes que querem aprender sobre Comunicação e Marketing na web;
– pessoas que ainda se sentem perdidas no mundo digital;

Nele, você vai encontrar:
– 50 dicas sobre texto, foto e vídeo que eu pratico diariamente nas minhas redes;
– técnicas, exemplos, aplicativos, ferramentas e indicações literárias;
– boas práticas para a construção de uma marca forte na Internet;

Neste e-book NÃO TEM:
– dicas de conteúdos e relacionamentos automatizados;
– foco em número de seguidores;
– promessa de crescimento meteórico;
– informações engessadas como “horários nobres”, “melhor rede social para vender” e “frequência de postagens”;

PEGUE O SEU!

O que os leitores falam do e-book Conteúdos Digitais na Prática…


O investimento é de $29,9. Pegue o seu!
Estou também no Instagram: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

#UmaDicaPorDia | Maio e Junho

#UmaDicaPorDia é uma editoria dos meus stories. Nela, até o fim do ano, compartilharei 366 dicas práticas sobre Marketing Digital. E aqui no blog, a cada dois meses, um resumo destas dicas pra facilitar a vida de quem precisa delas.

Abaixo, 15 dicas de maio e junho. Pra acompanhar diariamente, só seguir: @pettersonfarias

Para ler as dicas de JANEIRO E FEVEREIRO, clique aqui
Já as dicas de MARÇO E ABRIL estão aqui

1 – Antes de pedir divulgação para o seu negócio, 3 reflexões…

> você fez o dever de casa?
Suas redes sociais estão prontas para essa visibilidade maior? Há informações essenciais na sua bio? Os links disponíveis estão atualizados? Há stories e postagens recentes? Porque não adianta nada pedir para as pessoas divulgarem seu negócio na Internet se ele não é atrativo e não tem nada para oferecer ao público.

> se é urgente, peça antes!
Não pense que pedindo hoje, imediatamente as pessoas estarão à disposição. Os outros também têm suas demandas, trabalhos e afazeres. Até mesmo aqueles que vivem na internet têm outras prioridades. Seu tempo não é o tempo do outro, portanto tenha paciência, tato e educação ao pedir. 

Sempre bom lembrar: o mundo não gira no seu entorno, né?! 

> Ninguém é obrigado!
Direito seu pedir, direito do outro negar. Seu trabalho pode ser lindo, maravilhoso e de qualidade, mas o outro não tem o dever de compartilhar/divulgar. Você não sabe se ele está num bom momento, se ele tem exclusividade com outras marcas e negócios, se ele quer… Portanto, ao pedir, deixe o outro à vontade para dizer não.

2 – Ver recompartilhamento de stories

Sim, o Instagram te mostra quem compartilhou seu post nos stories nas últimas 24h. Pra ver, siga os passos:

Passo 1: clique nos 3 pontinhos ali no canto superior direito

Passo 2: clique em Ver Recompartilhamentos do Story

O Instagram vai te mostrar quem compartilhou seu post nos stories.

3 – Influenciador não é salvador da pátria

Marketing de Influência pode, sim, ser uma ferramenta excelente para você atingir seus objetivos nas redes sociais, afinal, estamos falando de uma realidade em que, segundo o Instituto Qualibest, 71% dos internautas brasileiros segue influenciadores, 63% deles gosta que os influenciadores recomendem produtos, enquanto que 50% costumam pesquisar opinião de influencers antes de comprar. ⁣

Mas entenda: creator não faz milagres!

O trabalho destes profissionais contribui sobremaneira na visibilidade de marcas e possibilita, entre outras coisas, maior intimidade entre empresas e suas audiências, fidelização de clientes, fortalecimento de posicionamentos e até conversão em vendas, porém não transfira a responsabilidade total do seu negócio para criadores de conteúdos digitais. ⁣

Um publipost bem executado, assim como toda e qualquer co-criação com influenciadores, vai te proporcionar retornos excelentes, claro, desde que você faça a sua parte também. Porque não há influência que salve produtos ruins, canais digitais capengas, pontos de venda nada atrativos e péssimos atendimentos de marcas desinteressantes. ⁣

Portanto, só atraia visibilidade para você, por meio de ações de influência, depois de ter certeza que a sua marca está pronta. Caso contrário, as pessoas vão reparar apenas nas suas falhas e jamais darão atenção a outros estímulos de comunicação e marketing da sua marca nas redes. 

4 – Abuse de listas

Textão é legal, mas vá com calma!

Nas redes sociais, lidamos cotidianamente com seguidores extremamente ansiosos e imediatistas. Portanto, uma forma inteligente de fisgar a atenção deles, é produzir conteúdos em formato de listas. Quebre seu texto enorme em tópicos, frases ligeiras e títulos atraentes (como este post que você lê agora). Depois me diga o resultado!

5 – LIVRO: Design para quem não é designer

Obviamente, um livro como esse não substitui o trabalho de um bom profissional, portanto, se você tem condições, insista num bom designer e deixe que ele execute o trabalho por você. A garantia de sucesso é muito maior. 

Mas Design para quem não é Designer pode ser um divisor de águas na sua vida, caso você, que nem eu, seja uma negação em trabalhos visuais. A autora, de forma muito didática e simples, te apresenta os quatro princípios do bom design: repetição, contraste, alinhamento e proximidade. 

E a partir deles, garanto, seu olhar será outro ao imaginar um layout e um post para as redes. Livro daqueles pra ler rapidinho, numa tarde e pronto!

6 – Regionalismo nas redes

Ser global é bacana? Claro que sim. Mas manter-se conectado ao local também é interessantíssimo. E a mescla entre esses dois polos pode fazer toda a diferença na sua comunicação digital. 

As pessoas consomem nas redes conteúdos que, de algum modo, conectam-se com suas vivências, desejos, valores e aspirações. O regionalismo, na medida certa, claro, pode te ajudar a criar essas conexões. 

Aproprie-se de conceitos, personagens, lendas, sotaques, casos, memes e ícones que ilustrem e retratem suas raízes, sua cidade, seu estado, seu bairro, sua comunidade. Mas faça isso de forma original. Faça como ninguém ainda fez. Fuja das frases e associações clichês e vá além.

7 – Briefing, Brainstorm e Branding

Briefing: um documento que reúne as informações principais de um negócio. Informações estas que nortearão o trabalho de criação de uma equipe. Nele, pode conter comandos, direcionamentos, objetivos e dificuldades do cliente, curiosidades, entre outros. 

Brainstorm: um momento, uma dinâmica, uma reunião, onde os participantes criam algo. A “tempestade de ideias” é um dos passos essenciais na criação e no planejamento de novas ideias, projetos e trabalhos.

Branding: é gestão de marca. Consiste no conjunto de esforços que visa construir e manter uma boa imagem da marca diante não só dos consumidores, mas de todos os públicos de interesse dela. Da embalagem de um produto à abordagem dos atendentes, passando pelos posts nas redes sociais, cheiro do ponto de venda, preço, cores do logotipo, posicionamentos políticos, tudo conta nessa gestão. São estes, entre outros estímulos, que ajudam a construir na mente do consumidor a melhor imagem que uma marca pode ter, contribuindo para uma relação duradoura e, consequentemente, para maior propensão ao consumo dos seus produtos e serviços.

8 – Não há um só jeito de se planejar…⁣

– E tudo bem se for no caderninho, no planner ou num cronograma de papel. Meu digital sempre funcionou muito bem com o analógico, por exemplo;⁣

– Rede Social pede flexibilidade. Então esteja aberto! Porque no meio do processo, seu planejamento vai pedir alterações, sim;

– Há diversos modelos de planejamento Internet afora. Encontre o que mais tem a sua cara. Ou crie o seu!⁣

– Se é um cronograma de postagens pra cada rede social ou tudo junto, não importa, desde que faça sentido pra você;⁣

9 – Pare de procurar respostas prontas!

Enquanto você opta pelo caminho mais fácil, as outras pessoas seguem tentando, testando e experimentando. Rede Social não é ciência exata. E você não vai sair do lugar se continuar nessa de querer que as pessoas digam por você o que é melhor para a sua comunicação e seu marketing na web.

É natural ler livros, assistir a palestras, consultar pessoas, comprar cursos e e-books. Todos eles podem te ajudar e muito nessa jornada digital, mas desde que você esteja disposto a misturar tudo e tirar suas próprias conclusões por meio de exercícios, testes e práticas. E vai por mim, é bem mais gostoso assim!

Não há resposta única para perguntas sobre horários nobres de postagens e frequência de posts, cada caso é um caso. E ao invés de procurar cegamente por quem te responda isso, meta a cara e ache você suas próprias respostas. 

10 – Sobrepondo imagens: recurso stories

Agora sobrepor imagens nos stories ficou mais fácil. O Instagram disponibilizou este recurso e é fácil usá-lo.

 

Passo 1: suba a primeira imagem no story. (foto: Roncca)

Passo 2: vá nos recursos dos stories e clique no ícone assinalado na imagem

Passo 3: escolha a segunda foto e depois a organize como você quiser. (Foto: Roncca)

11 – Chamada Para Ação

‘Visite o site’, ‘arraste pra cima’, ‘acesse o link da bio’, ‘venha à nossa loja’, ‘veja os stories’, ‘inscreva-se’ são alguns exemplos de Call to Action ou Chamada para Ação (CPA): imperativos utilizados em seus posts para direcionar seu leitor aonde ele deve ir e/ou ao que ele deve fazer. Afinal, você produz conteúdo porque tem interesse em alguma atitude de quem te segue, né?! Portanto, deixe claro isto! 

Mostre ao seu seguidor o que ele ganha ao continuar navegando pelas suas publicações, mas não abuse do recurso. Chamadas para ação em excesso podem confundir e cansar sua audiência. Use com moderação! 

Algumas dicas ao fazer CPA:
> Seja direto e específico;
> Crie senso de urgência, mas não minta: ‘últimas vagas’; ‘os 10 primeiros…’; ‘você tem até o dia X para acessar’…;
> Comece a chamada com um verbo imperativo ou infinitivo;
> Use os recursos dos stories; 

12 – SIGA: @jonasamador

O Jonas é um creator paraense e em seus perfis, ele também compartilha diversas dicas e truques para a criação de conteúdos criativos. Tanto no Instagram quanto no TikTok.

13 – Plagiaram teu conteúdo nas redes?

Siga estes passos:
> Entre em contato. Refresque a memória da pessoa de que aquele conteúdo é seu e, portanto, você merece os créditos;

> Se não surtir efeito, denuncie a publicação para a própria rede social;

> Por fim, procure um advogado e vá atrás dos seus direitos;

Caso o plágio seja de uma marca, além dos créditos, ela deve pagar pelo uso do seu trabalho.

Estas dicas eu aprendi com a advogada e seguidora querida Amanda Ramalho.

14 – Não frustre expectativas

Você pode ter chegado até aqui depois de ler todas as dicas. E até mesmo ter lido dicas de outros posts deste blog ou das minhas redes sociais e, ainda assim, achar que nada serve para a sua realidade. E tudo bem!

Desde que você cumpra o que prometeu, seja honesto e consistente com a sua audiência, você pode seguir suas próprias regras e fazer a sua história, sem seguir dica de ninguém. O sucesso será garantido pelo simples fato de que você não frustrou as expectativas dos seus seguidores. E isto é mais valioso do que qualquer cartilha na Internet.

Com isso, quero que você entenda que não é sobre quantidade de posts, melhor horário para postar nem em quantas redes você está, mas sim, sobre prometer algo valioso para as pessoas e entregar a longo prazo, aos pouquinhos, e de modo consistente. 

15 – Compre meu e-book Conteúdos Digitais na Prática

Conteúdos Digitais na Prática é o primeiro livro digital que eu compartilho com o mundo: resultado não só de 4 meses de criação e correções infinitas, mas também de anos de experiência. ⁣Mais um jeitinho que encontrei pra estarmos juntos, mesmo que à distância, nessa quarentena. ⁣⁣

Neste e-book, você vai encontrar 50 dicas práticas sobre planejamento, produção de conteúdos, aplicativos e ferramentas úteis, referências literárias e comportamento web.⁣ $29,9.

Pegue o seu! > https://sun.eduzz.com/397516

Dicas como estas, no meu instagram. Segue lá! https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Livros pra ler rapidinho

Obras literárias pra ler rapidinho: descomplicadas, pequenas e de fácil leitura. Reuni nove delas nessa lista. Espero que elas te incentivem a ler mais daqui em diante.

Jarid Arraes roubou meu coração com esse livro de contos sobre as entranhas lindas do Brasil do norte e nordeste. Resumiu muito da minha infância nessa obra leve, cheia de sotaques e extraordinária.

Primeiro livro da Djamila Ribeiro que eu li. Didático, reflexivo e necessário! Mas pra ler de peito aberto, sem medo de se colocar à prova e de rever alguns preconceitos enraizados na gente.

Por que e como compramos? Esse livro de Neuromarketing do Martin Lindstrom te responde. Indico também o Brandwashed do mesmo autor.

O mundo de uma criança trans em uma história leve e de muito amor, pra que a gente treine o nosso olhar, crie empatia e entenda, de uma vez por todas, que as vidas dessas pessoas importam e são lindas também.

LEIA TAMBÉM: Hábitos que me ajudaram a ler mais

Livrinho bom pra chorar, vai por mim. Família, namoro, casamento, morte, tudo junto. Li muito recentemente e leria outra vez. É bom demais!

Homens, mais um livro pra ler sem ficar na defensiva: Solnit é pra consumir sem medo se reparar e se corrigir.

Aforismos e metáforas gostosos de se ler. Num dia, tu lês tudo!

Ó Djamila Ribeiro aqui outra vez. Indicaria também o “Na Minha Pele”, do Lázaro Ramos.

Homossexualidade, primeiros amores, internet, cultura pop e protagonista gente como a gente. Livro de estreia do Vitor Martins que eu amo muito.

Meus 10 livros preferidos

A resenha completa de todos estes livros e outras dicas literárias, eu dou aqui: https://www.instagram.com/cacosmetaforicos/

Meus 10 livros preferidos

Enfim, 33. E este é um post comemorativo, pra dividir com vocês algumas das minhas leituras preferidas em todos estes anos de vida. 

Ai… Listas definitivas me assustam, mas estou seguro dessas escolhas. ❤

1 – Travessuras da Menina Má

Foto: Jeniffer Geraldine

Esse livro, de uma só vez, foi capaz de me amarrar, definitivamente, ao universo literário e fazer eu me apaixonar por Mario Vargas Llosa, um dos meus autores latinos favoritos até hoje. É, de longe, a literatura que mais dei de presente para meus amigos e compartilhei com outros tantos amores. Indicada por um amigo de Twitter, a obra é de 2006 e narra a história de Ricardo e Lily, um casal apaixonado que se perde e se reencontra várias vezes ao longo da vida. Sabe aquele clássico ‘final de fazer chorar’? Pois é, chorei com uns 3 finais de livros e olhe lá… Menina Má foi um deles.  

2 – Precisamos Falar sobre o Kevin

Um livro pra desgraçar a cabeça de qualquer um. Mesmo depois de ler outras obras dela, eu ainda fico passado com a capacidade que Lionel Shriver tem de desenvolver personagens tão ricos e complexos, como Kevin e sua mãe. Lembro de, nos primeiros capítulos, interromper a leitura pra pesquisar na internet mais detalhes da vida de Kevin, sem nem desconfiar que aquela história não passava de ficção, porque pra mim era tudo tão real que eu custei a acreditar que eu estava errado.

Tudo nesse livro é bom: a narrativa em forma de cartas, os conflitos mentais da mãe, as reviravoltas, a frieza de Kevin, absolutamente tudo… Mesmo depois de quase 5 anos, é, sem dúvidas, um dos livros que mais recomendo a leitura, não importa se a pessoa gosta de romance, drama, ficção, fantasia ou biografia, dificilmente ela não vai se apegar.

3 – Me Chame pelo Seu Nome

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Esse livro do André Aciman me impactou demais. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’.

4 – A Menina que Roubava Livros

Ah… Liesel Meminger é uma das minhas personagens favoritas de toda a literatura mundial. Tenho apego enorme pela sua história. No auge da inspiração, Mark Zusaki acertou em tudo quando escreveu A Menina que Roubava Livros, desde o nome, passando pela Morte como narradora da história, até o desfecho, que é um dos mais emocionantes, tristes e lindos que já li.

O drama fala das diversas vidas impactadas pela Segunda Guerra Mundial, na Alemanha do século XX, e ajuda você a compreender o estrago que regimes políticos, como o Nazismo, e realidades bélicas podem fazer na história de alguém. Mesmo estudando sobre duas guerras mundiais na escola, foi com Liesel que eu pude sentir a dor de viver em meio a tudo isso. 

Te desafio a não chorar com a menina e seus livros roubados! 

5 – A Cor Púrpura

Celie é especial demais, cara. Tenho muito amor por ela. Negra, semianalfabeta e estuprada pelo padrasto, a personagem narra toda a sua vida em breves cartas para Deus e para sua irmã, e mesmo diante de tanta desgraça, seus textos, além de nos fazer refletir e chorar, ainda provocam o riso. 

Obrigada a se separar de seus filhos para se casar com um homem violento, ela vai encontrar amor justamente na sua relação com Shug Avery, amante do seu marido e uma mulher a frente do seu tempo, que ajuda Celie a se livrar de todas as amarras e sofrimentos da sua vida. O livro premiadíssimo também virou filme, em 1985, dirigido por Steven Spielberg.

6 – Dom Casmurro

Eu sempre amei os livros clássicos. E Machado é disparado o responsável por diversos dos meus preferidos. Dom Casmurro é o melhor, porque consegue ser intrigante, histórico, debochado, engraçado e atual, mesmo sendo escrito um século atrás. Demorei a lê-lo, por pura implicância com as leituras obrigatórias do vestibular, até me render e me apaixonar. Como pude perder tanto tempo, cara? Dom Casmurro é sensacional!

Bentinho e Capitu, seus protagonistas, resistem ao tempo, encantando gerações não só na literatura, mas na cultura brasileira de modo geral, fazendo deste livro a obra-prima de Machado, que, por sua vez, é um dos meus escritores favoritos.  

7 – Gabriela

Jorge Amado, que xodozinho, meu Deus! Eu tô cada vez mais apaixonado pela escrita dele. GABRIELA, Cravo e Canela foi minha segunda leitura do autor baiano e, até agora, a minha preferida. O livro narra a história de amor entre Gabriela e seu Nacib, na Ilhéus dos anos 20. E sem se amarrar ao relacionamento dos protagonistas, Amado nos oferece uma leitura gostosa, transitando lindamente entre outros tantos personagens e histórias que enriquecem ainda mais a obra.

Sua escrita nesse livro me fez enxergar diversas semelhanças entre ele e Gabriel García Márquez, outro autor que amo demais e está nesta lista. São dois gênios que dominam não só a escrita, mas também toda a raiz, a cultura e as camadas mais profundas dos seus lugares. Porém, o que verdadeiramente me apaixonou em Gabriela foi sua personalidade linda, contraponto irretocável de todas as mazelas, vícios, hábitos e costumes da Bahia à época. Numa Ilhéus machista, provinciana, assassina e prostíbula, Gabriela, Cravo e Canela atravessa a vida solta, leve, fogosa e feliz. É lindo de ver!

8 – O Amor nos Tempos do Cólera

O livro que me apresentou Gabriel García Márquez, por quem tenho inteira paixão. ❤

Além do apego que tenho por esse título, O Amor nos Tempos do Cólera escancarou ainda o realismo peculiar de Gabo e me fez enxergar encanto na leitura, hábito que demorei tanto a criar. A história de Florentino Ariza e Fermina Daza é inspirada na relação de Gabriel Elígio García e Luiza Márquez, pais de Gabriel García, e fala dos percalços, barreiras e forças de uma paixão. Amo, sobretudo, como a velhice é retratada nessa obra, mais um motivo que me fez amá-la ainda mais. 

Li Cólera, pela primeira vez, em 2011. E hoje, 9 anos depois, enquanto escrevo este post, releio suas páginas, a fim de relembrar do meu amor à primeira vista pela obra de Gabo, literatura gigante, que sempre vai me transportar para lugares lindos da minha memória.   

9 – O Silêncio das Montanhas

Todos os livros do Khaled Hosseini que eu li entrariam facilmente nesta lista. O Caçador de Pipas, A Cidade do Sol e O Silêncio das Montanhas falam de vidas atravessadas por guerras e de crianças vítimas de tradições muito cruéis. São leituras sempre muito densas, angustiantes e tristes, mas de uma poesia sem igual.

O Silêncio das Montanhas, a terceira obra dele, que narra a história dos irmãos Abdullah e Pari, mexeu comigo de um jeito especial, por isso a escolha. Assim como Travessuras da Menina Má, foi uma leitura pra chorar. E muito!

Mas adianto, se você gosta finais felizes, Hosseini não é pra você. 

10 – Um Milhão de Finais Felizes

‘Eu te amo e tenho certeza de que, mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro’. Ah, cacete! Mais uma daquelas frases que mexem demais com a gente! Eu amei esse livro do @vitormrtns, assim como Quinze Dias, sua primeira obra, porque neles a gente se enxerga, neles, o autor fala de nós: gays brasileiros fora do padrão e viciados em memes de Internet. AAAAA

A história de amor do Jonas e Arthur, o Barba Ruiva, é boa do início ao fim. E mesmo aparentando ser, num primeiro olhar, mais um desses romances juvenis água com açúcar, ele aborda diversos temas delicados e muito necessários, como a relação entre homossexualidade, família e religião. Livrão, sim! E eu terminei apaixonado pelo casal, quase stalkeio os dois no Instagram pra propor um poliamor, aí lembrei que eram só personagens. 

Que alegria ter Vitor Martins entre nós. Que venham outros finais felizes por aí!

Menção honrosa ao livro Anjos e Demônios, de Dan Brown, um dos autores que me ajudou a ler com frequência. Suas aventuras com Robert Langdon são de deixar qualquer um sem fôlego e este livro não é diferente. Ação, História da Arte, Mistério, Religião e Vaticano, tudo misturado. Uma das poucas obras que já li duas vezes e, sem dúvida, lerei outras tantas porque é bom demais.

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Quer comprar algum destes livros on-line? Acesse: https://www.magazinevoce.com.br/magazinelojinhadocacos/

Meus livros preferidos de 2019

Variações Enigma entrou aí de ousado que é, porque eu o li em 2018.

Ano de tanta leitura incrível e de topar sem dó com escritores que eu desconhecia e passei a amar. 26 livros lidos em 2019 e cinco me tocaram lindamente. São eles:

1 – Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkins Reid

– Isso te incomoda? Que seus maridos tenham se tornado um assunto tão importante?⁣
– Não. Porque eles são só maridos. A Evelyn Hugo sou eu.⁣

Eu estou ridiculamente apaixonado por esse livro. Li Os Sete Maridos de Evelyn Hugo num tapa e leria outras tantas páginas se maior ele fosse. Surpresa linda esse trabalho impecável da Taylor Jenkins Reid, que descortina os bastidores de Hollywood, a partir da personagem Evelyn Hugo, uma lendária estrela do cinema desde os anos 50.⁣

Ao narrar sua vida, a atriz fala sobre casamentos arranjados, disputas, egos, Oscar, negociações, relação dos astros com paparazzi, homossexualidade e tudo que ronda o universo cinematográfico até os anos 2000. ⁣Longe de ser romantizada, Evelyn é descrita como uma mulher super humana, com suas faces boa e ruim, alguém que não mediu esforços pra conquistar fama e dinheiro numa época preconceituosa e conservadora. ⁣

É um livro que você não consegue parar de ler. Com diversos pontos altos no decorrer da história e reviravoltas pra você ficar vidrado do início ao fim.

2 – Gabriela – Jorge Amado

Jorge Amado, que xodozinho, meu Deus! Eu tô cada vez mais apaixonado pela escrita dele. GABRIELA, Cravo e Canela, presente da @gisasmith, foi minha segunda leitura do autor baiano e, até agora, a minha preferida. O livro narra a história de amor entre Gabriela e seu Nacib, na Ilhéus dos anos 20. E sem se amarrar ao relacionamento dos protagonistas, Amado nos oferece uma leitura gostosa, transitando lindamente entre outros tantos personagens e histórias que enriquecem ainda mais a obra.

Sua escrita nesse livro me fez enxergar diversas semelhanças entre ele e Gabriel García Márquez, outro autor que amo demais. São dois gênios que dominam não só a escrita, mas também toda a raiz, a cultura e as camadas mais profundas dos seus lugares. Porém, o que verdadeiramente me apaixonou em Gabriela foi sua personalidade linda, contraponto irretocável de todas as mazelas, vícios, hábitos e costumes da Bahia à época. Numa Ilhéus machista, provinciana, assassina e prostíbula, Gabriela, Cravo e Canela atravessa a vida solta, leve, fogosa e feliz. É lindo de ver!

3 – Todas as Cores do Céu – Amita Trasi

‘Quando você quer enxergar uma coisa, você vê todos os sinais, sejam eles verdadeiros ou não’. Todas As Cores do Céu narra a história de Mukta, criança indiana vítima de uma tradição que prostitui meninas que mal saíram da puberdade. Não é uma leitura fácil de digerir, porque nesse primeiro romance da Amita Trasi, nos deparamos com uma realidade em que as mulheres ainda são rechaçadas, humilhadas, escravizadas e alheias aos seus próprios sonhos. Mas fala também de família, amor e laços profundos. Foi uma leitura que me lembrou muito as crianças das obras de Khaled Housseini, de quem eu sou fã demais. Embora triste, é uma narrativa linda do início ao fim. Leiam!

Conheça 6 escritores que amei conhecer recentemente

4 – George – Alex Gino

George é uma menina trans e suas descobertas são narradas do jeito mais lindo, inocente e poético por Alex Gino neste livro. Além da ousadia em abordar esse tema ainda tão tabu para muitos, o que mais amei nessa história foi o fato de o narrador sempre se referir a George, mesmo num corpo de menino, no gênero feminino. ⁣

George me trouxe empatia. Pensar na dor, na opressão e no autoboicote a que toda pessoa transexual é submetida no início da sua vida até se entender e se aceitar, foi um grande exercício pra mim, que, sem dúvida, gerou em mim muito mais amor pelo universo trans.

5 – Redemoinho em Dia Quente – Jarid Arraes

Redemoinho em Dia Quente me deixou aos pés de @jaridarraes. Um encontro do acaso. Livro emprestado do @carlosraffaeli. Uma série de contos com a cara da minha infância. Identificação imediata.⁣ Escrita fresquinha, literatura com sotaque, um livro genuinamente brasileiro, com as cores do norte e nordeste.⁣

O Carlos disse ‘a gente lê Jarid como se ela fosse uma amiga contando suas histórias sentada na beira da calçada’. E é bem isso! Se eu fosse tu, sentaria nessa calçada hoje mesmo.⁣ Que Jarid seja generosa com o mundo e nos deixe a par da sua poesia outras tantas vezes.⁣

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6 escritores que amei conhecer recentemente

Foto: Petterson Farias

A gente já lê tão pouco que quando sobra tempo, quase não arriscamos escritores novos, por medo de se frustrar. Mas nos últimos dois anos, transitei entre novas escritas e me apaixonei por autores até então desconhecidos pra mim. 

Listei seis. E eu espero que eles chamem tua atenção também.

1 – Taylor Jenkins Reid

Taylor é amor recente. Recentíssimo mesmo. Recebi o livro dela pela TAG Inéditos, clube de leitura que assino, e demorei muito a lê-lo. Talvez porque o título não tenha me chamado tanta atenção. Até que uma seguidora disse pra eu ler e eu fiquei ridiculamente apaixonado. Que narrativa sensacional!

Os Sete Maridos de Evelyn Hugo descortina os bastidores de Hollywood, a partir da personagem Evelyn Hugo, uma lendária estrela do cinema desde os anos 50. Ao narrar sua vida, a atriz fala sobre casamentos arranjados, disputas, egos, Oscar, negociações, relação dos astros com paparazzi, homossexualidade e tudo que ronda o universo cinematográfico até os anos 2000. ⁣

Esse trabalho impecável de Taylor Jenkins foi finalista do Goodreads Choice Awards de 2017 na categoria Melhor Ficção Histórica; Best Book Of The Month, prêmio dado pelo clube de assinaturas americano Book of the Month ao melhor livro enviado no ano; e destaque na Must List da revista Entertainment Weekly.

Li Evelyn Hugo em novembro e já estou doido pra ler outras obras de Reid. Desde 2013, quando publicou seu primeiro trabalho, ‘Forever, Interrupted’, ela não sai das listas de mais vendidos. Além da carreira literária, Taylor já trabalhou com produção cinematográfica em Los Angeles e hoje, sério, é dona do meu coração.  

2 – Vitor Martins

Eu conheci o trabalho do Vitor Martins ano passado. Lembro de ficar apaixonadíssimo pelos personagens de Quinze Dias, seu primeiro livro, e de me sentir lindamente representado pela sua escrita LGBT, com gostosos toques de cultura pop e memes de internet. Isso sem falar de Felipe, protagonista gordo e gay. Tudo pra mim!

Mas amor de verdade mesmo veio com Um Milhão de Finais Felizes, uma das histórias mais fofas que já li. Vontade de esmagar um a um todos que passaram por essa história. Começando pelo autor. UMFF é livro pra terminar abraçadinho, querendo que ele dure muito mais.

Vitor Martins é ilustrador, youtuber e autor do Rio de Janeiro, que mora em São Paulo, e contribui fortemente para a diversidade na literatura brasileira atual. Mesmo sem saber, me apresentou uma série de jovens autores do Brasil, que se posicionam ao escrever e falam de quem sempre se viu tão pouco representado nos livros. E é por isso que sou mega fã. Torço muito pra que sua trajetória siga incrível e ele nos surpreenda ainda mais com novas histórias de amor e outros tantos finais felizes.

Assista ao meu encontro com Vitor Martins, em Belém

3 – Amita Trasi

Sem dúvida, Todas as Cores do Céu é uma das minhas leituras preferidas de 2019 e sua autora, mais um amorzinho pro meu coração. Amita Trasi nasceu e cresceu em Mumbai, na Índia. Trabalhou em várias corporações internacionais e hoje vive nos Estados Unidos. 

Todas As Cores do Céu, seu primeiro livro, chegou até mim também pela TAG Inéditos e conta a história de Mukta, criança indiana vítima de uma tradição que prostitui meninas que mal saíram da puberdade. A história nos mostra uma realidade em que as mulheres ainda são rechaçadas, humilhadas, escravizadas e alheias aos seus próprios sonhos. Mas fala também de família, amor e laços profundos. Foi uma leitura que me lembrou muito as crianças das obras de Khaled Hosseini, de quem eu sou fã demais. Embora triste, é uma narrativa linda do início ao fim.

4 – Tarryn Fisher

Tarryn eu ainda quero desbravar bem mais, embora nosso primeiro encontro já tenha sido muito legal. A autora apaixonada por histórias sobre vilãs de personalidade forte é uma das escritoras mais vendidas dos EUA, de acordo com grandes jornais como o New York Times. 

Minha admiração por ela nasceu por meio do seu livro Stalker, obra dinâmica, sem muitas firulas e rodeios, que fala de uma psicopata, dessas que se inserem em nosso dia a dia e invadem nosso terreno se escondendo atrás de sorrisos e boas intenções, quando na verdade só quer o nosso mal. O melhor dessa obra é justamente isso: mostra as atitudes de uma psicopata, Fig, e de um sociopata, o marido da vizinha, a partir de uma perspectiva de pessoas normais, sem problemas aparentes, o que angustia o leitor, que se questiona o tempo inteiro ‘quantos desses há perto de mim?’.

Num bate-papo, Fisher revelou de onde veio a inspiração para escrever Stalker. Disse ela: ‘eu vivenciei uma experiência parecida e o livro foi minha terapia’. Leia a entrevista clicando aqui.

Os 7 autores preferidos de Tarryn Fisher

5 – André Aciman

Se Aciman quisesse se casar comigo, eu aceitaria na hora. Que homem! Nascido no Egito, é ensaísta, romancista e pesquisador da literatura do século XVII. É doutor em Literatura Comparada por Harvard e autor de livros como Variações Enigma e Me Chame Pelo Seu Nome, uma das obras preferidas da minha vida.

Nota 10 no Cacos, eu lembro de terminar Me Chame Pelo Seu Nome absolutamente embasbacado. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; aff… ❤

Aciman soube escrever uma obra delicada, mas sem ser clichê, que retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’.

6 – Jarid Arraes

Redemoinho Em Dia Quente veio parar nas minhas mãos semana passada e eu estou a p a i x o n a d o por Jarid Arraes desde então. Que coisa, garota! Escrita fresquinha, literatura com sotaque, narrativa com as cores da minha infância. Um livro genuinamente brasileiro, com cara de norte e nordeste.

O amigo que me emprestou seu livro disse ‘você lê Jarid como se ela fosse uma amiga te contando histórias sentada na beira da calçada’. E é bem isso! Se eu fosse você, sentaria nessa calçada com a gente hoje mesmo.

Tomara que Jarid seja generosa com o mundo e nos deixe a par de toda sua poesia outras tantas vezes.

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Além de falar sobre literatura neste blog, também estou no Cacos Metafóricos, lá no Instagram.
Até a próxima!
Boa leitura!

Meus livros preferidos de 2018

Entre altos e baixos, no ano passado, o saldo foi de 25 obras lidas: de leituras sobre Marketing e Comunicação Digital, minhas profissões, a diversos autores inéditos que foram ótimas surpresas pra mim. Entre eles, escolhi meus cinco livros preferidos. O mais legal de tudo: ainda não tinha lido nenhum destes autores da lista antes de 2018. 

Os livros que li em 2018. Falei de cada um deles no Cacos Metafóricos

1 – Um Milhão de Finais Felizes – Vitor Martins

‘Eu te amo e tenho certeza de que, mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro’. Ah, cacete! Mais uma daquelas frases que mexem demais com a gente! Eu amei esse livro do @vitormrtns, assim como Quinze Dias, sua primeira obra, porque neles a gente se enxerga, neles, o autor fala de nós: gays brasileiros fora do padrão e viciados em memes de Internet. AAAAA

A história de amor do Jonas e Arthur, o Barba Ruiva, é boa do início ao fim. E mesmo aparentando ser, num primeiro olhar, mais um desses romances juvenis água com açúcar, ele aborda diversos temas delicados e muito necessários, como a relação entre homossexualidade, família e religião. Livrão, sim! E eu terminei apaixonado pelo casal, quase stalkeio os dois no Instagram pra propor um poliamor, aí lembrei que eram só personagens. 😦 Que alegria ter Vitor Martins entre nós. Que venham outros finais felizes por aí!

2 – Quem Tem Medo do Feminismo Negro? – Djamila Ribeiro

E aí, quem tem medo? Que livro mais necessário esse, hein?! Uma obra que escancara duas grandes doenças da nossa sociedade, o Machismo e o Racismo, e traz à tona diversas discussões, como o próprio Feminismo que, segundo ela, durante muito tempo invisibilizou a luta da mulher negra; e o uso de termos que a gente segue reproduzindo sem nem perceber que eles carregam consigo uma lógica racista. MULATA, por exemplo, que significa uma mistura imprópria, que não deveria existir, e se referia, lá atrás, a bebês nascidos com a pele mais clara por conta da mistura entre a escrava e o senhor do engenho. É uma leitura que indico demais, sobretudo pra você que não se acha racista, mas não entende muitas das dificuldades que as mulheres negras passam. ‘Quem tem medo do feminismo negro?’ é pra ler de peito aberto, sem medo, mesmo que você se depare com alguma atitude racista relatada e que você, infelizmente, ainda reproduz. Viva @djamilaribeiro1!

3 – 1984 – George Orwell

E aí que, justo num ano político complicado para o Brasil, eu resolvi ler 1984 e desgraçar ainda mais meu juízo. Um livraço, inclusive. O protagonista vive sob um regime político de opressão, representado pela figura do Grande Irmão, o olho que tudo vê. Na Oceânia, pensar diferente é crime. Ser contrário, transgredir; esboçar alegria ou prazer, crime também; que pode levar uma pessoa à tortura e até à morte. George Orwell narra uma história longe de ser mera ficção, fala de exercícios de poder que já devastaram diversos povos e que ainda ameaçam sociedades como a nossa. É uma baita obra, vale muito a pena ler.

4 – Marketing de Conteúdo Épico – Joe Pulizzi

‘Os seus clientes não se preocupam com você, seus produtos ou seus serviços. Eles se preocupam consigo mesmos’. @joepulizzi, um especialista até então desconhecido pra mim, vai na ferida e explica os motivos que levam muitas marcas a fracassar nas redes sociais: pautadas na única preocupação de somente vender seus produtos, deixam de olhar pros lados, contar histórias e produzir conteúdos que impactem de fato a vida das pessoas. Bato nessa tecla há séculos e ele, nesse livro, atesta que ganha mais quem usa a Internet para produzir conteúdos relevantes e pertinentes, porque só assim conseguimos nos destacar na multidão. Ótima leitura, não dou nota máxima, porque, mais uma vez, por se tratar de uma obra sobre marketing digital, é normal que alguns conceitos envelheçam com o tempo. Mas super recomendo!

5 – Me Chame pelo Seu Nome – André Aciman

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Eu ainda estou impactado com esse livro do André Aciman. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’. Leiam, vocês não vão se arrepender!

LIVRO BÔNUS

Empreendedorismo para Subversivos – Facundo Guerra

Embora Facundo Guerra afirme que empreender seja uma ciência inexata, uma arte, um caminho e que cada um deve, sim, escrever sua história à sua maneira, o livro ‘Empreendedorismo para Subversivos’ abre a nossa mente para esse universo e desconstrói muito do que se propaga acerca de um empreendedor. Alguns dos aprendizados que levo pra vida depois dessa leitura são esses:

– O empreendedor sabe que existem outras grandezas além do dinheiro. O empresário nem suspeita disso;

– Não se posicionar sobre causas controversas pode ser o beijo da morte de uma marca. O discurso ‘nossas marcas não se posicionam politicamente’ não cola mais. Hoje os consumidores entendem que as corporações são grandes articuladoras de energias diversas e, sim, muitas vezes têm maior capacidade de mudar o seu entorno do que governos;

– Tenha um propósito: a razão que te faz empreender. Se fizer isso só para ser rico, suas chances são diminutas. Produza com propósito: para aumentar seu capital social, sua vaidade, busca por excelência, ego ou sentimento de grandeza, reputação, curiosidade, enfim, a lista é enorme!

– Empreenda no intuito de resolver um problema. Concentre seu foco e sua energia para solucionar um problema legítimo e não somente para desenvolver um alto grau de inovação por puro fetiche, como no refinar de um produto que não precisava, no final das contas, de refinamento algum;

– Saiba quando parar. Seu negócio foi criado com uma narrativa e qualquer narrativa precisa de um fim. Não acredite que seu negócio durará para sempre porque não vai durar. Seja maduro e planeje até onde ele pode ir.

Se você quiser acompanhar as minhas leituras, siga o Cacos Metafóricos também. Até o próximo post!

Literatura LGBT: 5 livros que me fizeram muito bem

Representatividade importa tanto, muito mais do que você imagina! A possibilidade de se enxergar na música, nas novelas, nas artes plásticas e na literatura, por exemplo, devolve autoestima a tanta gente. Fortalece, inclui e dá poder a milhões de pessoas que passaram a vida inteira se achando menores simplesmente porque nunca se viram representadas em narrativas, personagens e obras que se recusaram a contar suas histórias.

Por isso vivo pra enaltecer quem, ao me representar nas artes, aquece a minha alma e me faz tão bem. Recentemente, na literatura, cinco livros mexeram comigo, sempre de um jeito diferente, mas de modo muito especial. Poesia, empatia, generosidade, informação e muito amor nutrem essas obras e dão a elas um valor inestimável. Espero que vocês leiam também e me digam depois o que acharam.

1 – A Cor Púrpura – Alice Walker

Celie é especial demais, cara. Tenho muito amor por ela. Negra, semianalfabeta e estuprada pelo padrasto, a personagem narra toda a sua vida em breves cartas para Deus e para sua irmã, e mesmo diante de tanta desgraça, seus textos, além de nos fazer refletir e chorar, ainda provocam o riso. ❤ Obrigada a se separar de seus filhos para se casar com um homem violento, ela vai encontrar amor justamente na sua relação com Shug Avery, amante do seu marido e uma mulher a frente do seu tempo, que ajuda Celie a se livrar de todas as amarras e sofrimentos da sua vida.

O livro premiadíssimo também virou filme, em 1985, dirigido por Steven Spielberg.

2 – Me Chame Pelo Seu Nome – André Aciman

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Esse livro do André Aciman me impactou demais. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’.

Também falo de Literatura aqui: @cacosmetaforicos

3 – O Fim do Armário – Bruno Bimbi

Bruno Bimbi é ativista e profundo conhecedor da história e da causa gay. Integrou a Federação LGBT que lutou pelo casamento igualitário na Argentina e é autor de O Fim do Armário. Topei com esse livro sem querer, procurando novidades na prateleira da livraria e trouxe pra casa. Belo acerto! Além de abordar camadas das nossas vidas de forma lúcida e didática, como as descobertas, o bullying, o próprio armário; Bimbi traz à tona aspectos políticos, narra como a homossexualidade é tratada em países do Oriente Médio, África, Europa e América; corrige conceitos e nos faz refletir sobre nosso papel nessa luta. Sim, é um livro empoderador (embora muitos rejeitem esse termo). Terminei bem feliz. A parte mais delicada é a que fala sobre as igrejas católica e evangélica, talvez você não goste do que vai ler lá! Mas é o que precisa ser dito e recomendo muitíssimo!

4 – A Garota Dinamarquesa – David Ebershoff

O livro é um recorte lindo e sensível da vida de uma mulher trans, que, ainda nos anos 20, enfrentou o medo, a falta de informação e o preconceito pra ser o que queria ser: Lili Elba. Inspirada em uma história real, a obra é maravilhosa, poética e poderosa. Pra mim, só peca nas partes demasiadamente descritivas, que quebram a narrativa, muitas vezes, apenas pra descrever o uniforme da atendente, por exemplo. Mas é lindo, curioso e arrebatador.

A Garota Dinamarquesa ganhou o prêmio Literário Lambda de 2000 na categoria de Ficção Transgênero e virou filme também.

5 – Um Milhão de Finais Felizes – Vitor Martins

‘Eu te amo e tenho certeza de que, mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro’. Ah, cacete! Mais uma daquelas frases que mexem demais com a gente! ❤ Eu amei esse livro do Vitor Martins, assim como Quinze Dias, sua primeira obra, porque neles a gente se enxerga, neles o autor fala de nós: gays brasileiros fora do padrão e viciados em memes de Internet. AAAAA
A história de amor do Jonas e Arthur, o Barba Ruiva, é boa do início ao fim. E mesmo aparentando ser, num primeiro olhar, mais um desses romances juvenis água com açúcar, ele aborda diversos temas delicados e muito necessários, como a relação entre homossexualidade, família e religião. Livrão, sim! E eu terminei apaixonado pelo casal, quase stalkeio os dois no Instagram pra propor um poliamor, aí lembrei que eram só personagens. 😦 Que alegria ter Vitor Martins entre nós. Que venham outros finais felizes por aí!

4 livros para entender Marketing e Comunicação Digital

Indicar literatura sobre comunicação digital é sempre um desafio. Com a velocidade que as dinâmicas e os processos se modificam nas redes sociais, as chances de o conteúdo do livro se defasar são muito altas. Mas estas obras seguem resistentes ao tempo e contribuindo muito para a construção da sua marca na Internet. Vale muito a pena lê-las! E, se possível, leiam, preferencialmente, na ordem abaixo.

A MARCA PÓS-MODERNA
Andrea Semprini

Li esse livro pela primeira vez em 2009, em meio ao desespero de se parir um TCC. E ele salvou minha vida. Andrea Semprini foi quem abriu meus olhos pra tudo que eu reconheceria na prática e no mercado anos mais tarde. Mesmo desconhecendo a importância da comunicação digital que aumentaria consideravelmente dali a alguns anos, o autor já falava sobre algo essencial a qualquer marca atual: bom discurso. Num mercado em que produtos se assemelham cada vez mais, você só se diferencia pelos seus discursos, pelos valores que você sustenta e pela imagem que você impregna na mente dos seus consumidores. Esse discurso, ele chama de ‘Mundo Possível’. Semprini acredita que quanto maior for a sua capacidade de desenvolver mundos possíveis sólidos e coerentes na sua comunicação, maior é a possibilidade de você estreitar laços e se tornar indispensável na vida dos seus consumidores.

MARKETING 4.0
Philip Kotler

Nesse livro, Philip Kotler fala de nós. Dos nossos anseios enquanto consumidores, seres humanos e cidadãos da internet (netzens). Vai na ferida de empresas e marcas que, ainda muito imersas no padrão antiquado de se promover, acabam por meter os pés pelas mãos ao se relacionar na contemporaneidade. Mesmo pra quem é leigo, não é um livro difícil de ler, repito: ele é sobre nós.

O autor rompe com a ideia equivocada de que o digital acabou com o tradicional: ele acredita na coexistência, no Marketing Onicanal, numa comunicação alinhada e uniforme, não focada apenas em vendas, mas, sobretudo, na conquista de seguidores apaixonados e consumidores fiéis.

MARKETING DE CONTEÚDO ÉPICO
Joe Pulizzi

‘Os seus clientes não se preocupam com você, seus produtos ou seus serviços. Eles se preocupam consigo mesmos’. Joe Pulizzi, um especialista até então desconhecido pra mim, explica os motivos que levam muitas marcas a fracassarem nas redes sociais: pautadas na preocupação única de vender seus produtos, deixam de olhar pros lados, contar histórias e produzir conteúdos que impactem de fato a vida das pessoas. Bato nessa tecla há séculos e ele, nesse livro, atesta que ganha mais visibilidade, notoriedade e engajamento quem usa a Internet para produzir conteúdos relevantes e pertinentes, só assim se consegue destaque em meio a multidão. Embora alguns pouquíssimos conceitos tenham envelhecido com o tempo, é uma ótima leitura. Recomendo!

EMPREENDEDORISMO PARA SUBVERSIVOS
Facundo Guerra

Embora Facundo Guerra afirme que empreender seja uma ciência inexata, uma arte, um caminho e que cada um deve, sim, escrever a sua história à sua maneira, o livro ‘Empreendedorismo para Subversivos’ abre a nossa mente para esse universo e desconstrói muito do que se propaga acerca de um empreendedor. Alguns dos aprendizados que levo pra vida depois dessa leitura são esses:

– O empreendedor sabe que existem outras grandezas além do dinheiro. O empresário nem suspeita disso;

– Não se posicionar sobre causas controversas pode ser o beijo da morte de uma marca. O discurso ‘minha marca não se posiciona politicamente’ não cola mais. Hoje os consumidores entendem que as corporações são grandes articuladoras de energias diversas e, sim, muitas vezes têm maior capacidade de mudar o seu entorno do que governos;

– Tenha um propósito: a razão que te faz empreender. Se fizer isso só para ser rico, suas chances são diminutas. Produza para aumentar seu capital social, sua vaidade, busca por excelência, ego ou sentimento de grandeza, reputação, curiosidade, enfim, a lista é enorme, mas não deixe de produzir com propósito;

– Empreenda no intuito de resolver um problema. Concentre seu foco e sua energia para solucionar um problema legítimo e não somente para desenvolver um alto grau de inovação por puro fetiche, como no refinar de um produto que não precisava, no final das contas, de refinamento algum;

– Saiba quando parar. Seu negócio foi criado com uma narrativa e qualquer narrativa precisa de um fim. Não acredite que seu negócio durará para sempre porque não vai durar. Seja maduro e planeje até onde ele pode ir.

 

Para mais dicas sobre literatura, siga @cacosmetaforicos.

Hábitos que me ajudaram a ler mais

Não raro, me pedem dicas pra pegar o gosto pela leitura. Eu comecei a ler muito tardiamente, já na universidade e não me orgulho disso. Mas comigo funcionou assim, de repente, pode funcionar com você também:

1 – Comece pelos livros menores, com poucas páginas. Se começar pela A Divina Comédia, por exemplo, você pode desanimar antes mesmo da décima página;

Indico:
– Sejamos Todos Feministas, Chimamanda Ngozi Adichi;
– A Cidade Ilhada, Milton Hatoum;
– Estranherismo, Zack Magiezi;
– Stalker, Tarryn Fisher;

2 – Opte por livros divididos em capítulos. Uma obra contínua (sim, existem. Há um livro do Gabriel García Márquez que nem pontuação tem) não vai te ajudar em nada se você é ansioso. Lidar com um livro de 300 páginas, mas divididos em vários capítulos de 2 a 5 folhas, é bem diferente de lidar com um de 300 páginas sem pausas. Facilita até na divisão do tempo para a leitura;

3 – Respeite suas preferências! Se você gosta de filmes românticos e séries bobinhas, vai forçar a amizade com um livro de ficção científica por que mesmo?

4 – Estabeleça horários. Mesmo que sejam apenas cinco minutinhos ou dez páginas por dia, já vale muito. Mas não se traia, cobre-se! Seja disciplinado e depois contabilize quanta coisa você conseguiu ler em uma semana;

5 – Descobriu um escritor legal? Insista. Quando acabar o primeiro livro, leia outro dele, depois outro, depois outro…

Alguns dos meus autores preferidos:
– Machado de Assis;
– Lionel Shriver;
– Gabriel García Márquez;
– Markus Zusak;
– Khaled Hosseini;
– Mario Vargas Llosa;

6 – Carregue sempre um livro na mochila, na mala, na bolsa mesmo que a sua mente diga ‘você não vai ter tempo para ler’. Leve porque a gente nunca sabe quando vai encarar aquela fila enorme, sala de espera, engarrafamento (você sendo carona, claro) ou tédio mesmo;

7 – Siga o Cacos Metafóricos no Instagram! Nesse perfil, eu sempre compartilho minhas experiências literárias, é um bom lugar pra gente trocar ideia também.

Boa leitura!