Hábitos que me ajudaram a ler mais

Não raro, me pedem dicas pra pegar o gosto pela leitura. Eu comecei a ler muito tardiamente, já na universidade e não me orgulho disso. Mas comigo funcionou assim, de repente, pode funcionar com você também:

1 – Comece pelos livros menores, com poucas páginas. Se começar pela A Divina Comédia, por exemplo, você pode desanimar antes mesmo da décima página;

Indico:
– Sejamos Todos Feministas, Chimamanda Ngozi Adichi;
– A Cidade Ilhada, Milton Hatoum;
– Estranherismo, Zack Magiezi;
– Stalker, Tarryn Fisher;

2 – Opte por livros divididos em capítulos. Uma obra contínua (sim, existem. Há um livro do Gabriel García Márquez que nem pontuação tem) não vai te ajudar em nada se você é ansioso. Lidar com um livro de 300 páginas, mas divididos em vários capítulos de 2 a 5 folhas, é bem diferente de lidar com um de 300 páginas sem pausas. Facilita até na divisão do tempo para a leitura;

3 – Respeite suas preferências! Se você gosta de filmes românticos e séries bobinhas, vai forçar a amizade com um livro de ficção científica por que mesmo?

4 – Estabeleça horários. Mesmo que sejam apenas cinco minutinhos ou dez páginas por dia, já vale muito. Mas não se traia, cobre-se! Seja disciplinado e depois contabilize quanta coisa você conseguiu ler em uma semana;

5 – Descobriu um escritor legal? Insista. Quando acabar o primeiro livro, leia outro dele, depois outro, depois outro…

Alguns dos meus autores preferidos:
– Machado de Assis;
– Lionel Shriver;
– Gabriel García Márquez;
– Markus Zusak;
– Khaled Hosseini;
– Mario Vargas Llosa;

6 – Carregue sempre um livro na mochila, na mala, na bolsa mesmo que a sua mente diga ‘você não vai ter tempo para ler’. Leve porque a gente nunca sabe quando vai encarar aquela fila enorme, sala de espera, engarrafamento (você sendo carona, claro) ou tédio mesmo;

7 – Siga o Cacos Metafóricos no Instagram! Nesse perfil, eu sempre compartilho minhas experiências literárias, é um bom lugar pra gente trocar ideia também.

Boa leitura!

Propósito, Problema e Política nas Redes Sociais

Propósito, Problema e Política. Três forças que o empresário e autor do livro ‘Empreendedorismo para Subversivos’, Facundo Guerra, diz serem fundamentais para o empreendedorismo atual e que também contribuem consideravelmente para que as marcas desenvolvam bons relacionamentos nas redes sociais. Tomei a liberdade de flertar com os pensamentos do autor e dei uma adaptada, trazendo um pouco mais para realidade digital, embora ele já faça isso muito bem no livro.

PROPÓSITO

O que te move? O que te faz iniciar um trabalho nas redes sociais? Se me falas que o interesse é somente ganhar mais seguidores e/ou gerar vendas, tua marca dificilmente vai ser vista. Tem muita gente já limitando a visão do seu negócio dessa forma na web. E as pessoas seguem querendo muito mais das empresas. Antes de fazer qualquer postagem, pergunte-se ‘qual a missão da minha marca na Internet? Qual a missão dos meus conteúdos? Que impacto eles terão na vida das pessoas, eu ganhando menos ou mais dinheiro?’. Saia do protagonismo e passe a pensar um pouco mais em quem vai te ler, te seguir, te consumir. E jamais pense em limitar os benefícios do teu conteúdo a apenas quem vai COMPRAR teu produto ou serviço. Pelo contrário, democratize, compartilhe, ofereça uma informação/experiência valiosa sem pedir nada em troca. Dessa forma, vais conquistar um público engajado e apaixonado pela tua marca. Teu público não sabe escolher abacate no mercado, ensine! Ele não sabe onde se emite documentos, mostre o caminho. Não sabe como começar um canal no youtube, grave um tutorial. Seja indispensável. ‘Mas em conteúdos assim, meu produto não aparece’, então que tal parar de só pensar no próprio umbigo? Rede Social é muito mais sobre o outro do que sobre a gente.

O youtuber Rodrigo Bittencourt compartilha dicas para quem quer produzir bons conteúdos nas redes sociais

O alerta da Prefeitura de Recife sobre a necessidade de se fazer mamografia

No canal da Quem Disse Berenice? vídeos úteis aos seus consumidores

As instruções do Imetro Pará para que as pessoas saibam se o produto comprado é legal ou não

PROBLEMA

O teu conteúdo é mais do mesmo ou ele, de fato, faz a diferença na vida de alguém? E se ele sumisse hoje, alguém sentiria falta? Se não, reveja as suas estratégias. Assim como o seu produto, o seu conteúdo nas redes também deve ser útil, deve gerar algum benefício pra quem o consome. Portanto, a cada post: seja útil, não só ao teu ego e à tua renda, seja útil ao outro. Transforme a vida de quem te lê, ofereça uma informação preciosa que ela não teria se não te seguisse. Faça rir quem está triste. Inspire o desanimado. Eduque o desinformado. Inspire! Seja didático, empático, dê atenção. Descubra quais são os principais problemas dos seus seguidores nas redes e tenha como objetivo de vida resolvê-los.

Eduque o desinformado como essa dica do CSJT no Facebook

Seja didático como esse post da doceria Doux du Jour

Faça alguém rir como os vídeos da Tia Paula

POLÍTICA

Tome partido! Pense na política de modo mais amplo, como algo em prol do bem coletivo e levante suas bandeiras. Se antes, as marcas priorizavam uma comunicação genérica, de baixo risco, consensual, para não entrarem em ‘zonas de risco’, hoje é exatamente isso que os teus consumidores esperam de ti. Que tens um produto incrível, isso eu já sei. Mas se pra ele existir, tu testas em animais, prejudicas o meio ambiente ou escravizas pessoas, teu produto não serve pra mim! Hoje as pessoas esperam discursos muito mais profundos das marcas, que vão além das propagandas que descrevem características de produtos e serviços. Se você e o seu empreendimento acreditam no valor da mulher, são contra a homofobia e abominam toda e qualquer discriminação racial, fale isso, grite isso, sobretudo, nas redes sociais. ‘Mas agindo assim eu não posso afastar possíveis clientes?’ Sim, mas um cliente que não dialoga com os teus valores vai realmente te fazer falta? Acho que não, hein?! Posicione-se. Facundo diz que as pessoas hoje, desacreditadas de governos, buscam nas marcas reverberação e aval para suas lutas, porque entendem que CONSUMIR é, sim, um ato político. Essas pessoas sabem em que tu acreditas ou continuas aí te escondendo?

Bom planejamento pra ti!

A Vick, no Dia dos Namorados de 2017, falou sobre um assunto ‘delicado’ para muita gente e que algumas marcas ainda evitam falar: diversidade. O resultado ficou incrível! Emocionante, né?!

A política da The Body Shop é em defesa dos animais

Campanha linda de algumas empresas em prol da causa gay durante a Parada LGBTQ+ 2018

O protagonismo indígena nas redes da Ovelha Negra

O feminismo nas ações on e off do Parque Shopping Belém