Meus 10 livros preferidos

Enfim, 33. E este é um post comemorativo, pra dividir com vocês algumas das minhas leituras preferidas em todos estes anos de vida. 

Ai… Listas definitivas me assustam, mas estou seguro dessas escolhas. ❤

1 – Travessuras da Menina Má

Foto: Jeniffer Geraldine

Esse livro, de uma só vez, foi capaz de me amarrar, definitivamente, ao universo literário e fazer eu me apaixonar por Mario Vargas Llosa, um dos meus autores latinos favoritos até hoje. É, de longe, a literatura que mais dei de presente para meus amigos e compartilhei com outros tantos amores. Indicada por um amigo de Twitter, a obra é de 2006 e narra a história de Ricardo e Lily, um casal apaixonado que se perde e se reencontra várias vezes ao longo da vida. Sabe aquele clássico ‘final de fazer chorar’? Pois é, chorei com uns 3 finais de livros e olhe lá… Menina Má foi um deles.  

2 – Precisamos Falar sobre o Kevin

Um livro pra desgraçar a cabeça de qualquer um. Mesmo depois de ler outras obras dela, eu ainda fico passado com a capacidade que Lionel Shriver tem de desenvolver personagens tão ricos e complexos, como Kevin e sua mãe. Lembro de, nos primeiros capítulos, interromper a leitura pra pesquisar na internet mais detalhes da vida de Kevin, sem nem desconfiar que aquela história não passava de ficção, porque pra mim era tudo tão real que eu custei a acreditar que eu estava errado.

Tudo nesse livro é bom: a narrativa em forma de cartas, os conflitos mentais da mãe, as reviravoltas, a frieza de Kevin, absolutamente tudo… Mesmo depois de quase 5 anos, é, sem dúvidas, um dos livros que mais recomendo a leitura, não importa se a pessoa gosta de romance, drama, ficção, fantasia ou biografia, dificilmente ela não vai se apegar.

3 – Me Chame pelo Seu Nome

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Esse livro do André Aciman me impactou demais. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’.

4 – A Menina que Roubava Livros

Ah… Liesel Meminger é uma das minhas personagens favoritas de toda a literatura mundial. Tenho apego enorme pela sua história. No auge da inspiração, Mark Zusaki acertou em tudo quando escreveu A Menina que Roubava Livros, desde o nome, passando pela Morte como narradora da história, até o desfecho, que é um dos mais emocionantes, tristes e lindos que já li.

O drama fala das diversas vidas impactadas pela Segunda Guerra Mundial, na Alemanha do século XX, e ajuda você a compreender o estrago que regimes políticos, como o Nazismo, e realidades bélicas podem fazer na história de alguém. Mesmo estudando sobre duas guerras mundiais na escola, foi com Liesel que eu pude sentir a dor de viver em meio a tudo isso. 

Te desafio a não chorar com a menina e seus livros roubados! 

5 – A Cor Púrpura

Celie é especial demais, cara. Tenho muito amor por ela. Negra, semianalfabeta e estuprada pelo padrasto, a personagem narra toda a sua vida em breves cartas para Deus e para sua irmã, e mesmo diante de tanta desgraça, seus textos, além de nos fazer refletir e chorar, ainda provocam o riso. 

Obrigada a se separar de seus filhos para se casar com um homem violento, ela vai encontrar amor justamente na sua relação com Shug Avery, amante do seu marido e uma mulher a frente do seu tempo, que ajuda Celie a se livrar de todas as amarras e sofrimentos da sua vida. O livro premiadíssimo também virou filme, em 1985, dirigido por Steven Spielberg.

6 – Dom Casmurro

Eu sempre amei os livros clássicos. E Machado é disparado o responsável por diversos dos meus preferidos. Dom Casmurro é o melhor, porque consegue ser intrigante, histórico, debochado, engraçado e atual, mesmo sendo escrito um século atrás. Demorei a lê-lo, por pura implicância com as leituras obrigatórias do vestibular, até me render e me apaixonar. Como pude perder tanto tempo, cara? Dom Casmurro é sensacional!

Bentinho e Capitu, seus protagonistas, resistem ao tempo, encantando gerações não só na literatura, mas na cultura brasileira de modo geral, fazendo deste livro a obra-prima de Machado, que, por sua vez, é um dos meus escritores favoritos.  

7 – Gabriela

Jorge Amado, que xodozinho, meu Deus! Eu tô cada vez mais apaixonado pela escrita dele. GABRIELA, Cravo e Canela foi minha segunda leitura do autor baiano e, até agora, a minha preferida. O livro narra a história de amor entre Gabriela e seu Nacib, na Ilhéus dos anos 20. E sem se amarrar ao relacionamento dos protagonistas, Amado nos oferece uma leitura gostosa, transitando lindamente entre outros tantos personagens e histórias que enriquecem ainda mais a obra.

Sua escrita nesse livro me fez enxergar diversas semelhanças entre ele e Gabriel García Márquez, outro autor que amo demais e está nesta lista. São dois gênios que dominam não só a escrita, mas também toda a raiz, a cultura e as camadas mais profundas dos seus lugares. Porém, o que verdadeiramente me apaixonou em Gabriela foi sua personalidade linda, contraponto irretocável de todas as mazelas, vícios, hábitos e costumes da Bahia à época. Numa Ilhéus machista, provinciana, assassina e prostíbula, Gabriela, Cravo e Canela atravessa a vida solta, leve, fogosa e feliz. É lindo de ver!

8 – O Amor nos Tempos do Cólera

O livro que me apresentou Gabriel García Márquez, por quem tenho inteira paixão. ❤

Além do apego que tenho por esse título, O Amor nos Tempos do Cólera escancarou ainda o realismo peculiar de Gabo e me fez enxergar encanto na leitura, hábito que demorei tanto a criar. A história de Florentino Ariza e Fermina Daza é inspirada na relação de Gabriel Elígio García e Luiza Márquez, pais de Gabriel García, e fala dos percalços, barreiras e forças de uma paixão. Amo, sobretudo, como a velhice é retratada nessa obra, mais um motivo que me fez amá-la ainda mais. 

Li Cólera, pela primeira vez, em 2011. E hoje, 9 anos depois, enquanto escrevo este post, releio suas páginas, a fim de relembrar do meu amor à primeira vista pela obra de Gabo, literatura gigante, que sempre vai me transportar para lugares lindos da minha memória.   

9 – O Silêncio das Montanhas

Todos os livros do Khaled Hosseini que eu li entrariam facilmente nesta lista. O Caçador de Pipas, A Cidade do Sol e O Silêncio das Montanhas falam de vidas atravessadas por guerras e de crianças vítimas de tradições muito cruéis. São leituras sempre muito densas, angustiantes e tristes, mas de uma poesia sem igual.

O Silêncio das Montanhas, a terceira obra dele, que narra a história dos irmãos Abdullah e Pari, mexeu comigo de um jeito especial, por isso a escolha. Assim como Travessuras da Menina Má, foi uma leitura pra chorar. E muito!

Mas adianto, se você gosta finais felizes, Hosseini não é pra você. 

10 – Um Milhão de Finais Felizes

‘Eu te amo e tenho certeza de que, mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro’. Ah, cacete! Mais uma daquelas frases que mexem demais com a gente! Eu amei esse livro do @vitormrtns, assim como Quinze Dias, sua primeira obra, porque neles a gente se enxerga, neles, o autor fala de nós: gays brasileiros fora do padrão e viciados em memes de Internet. AAAAA

A história de amor do Jonas e Arthur, o Barba Ruiva, é boa do início ao fim. E mesmo aparentando ser, num primeiro olhar, mais um desses romances juvenis água com açúcar, ele aborda diversos temas delicados e muito necessários, como a relação entre homossexualidade, família e religião. Livrão, sim! E eu terminei apaixonado pelo casal, quase stalkeio os dois no Instagram pra propor um poliamor, aí lembrei que eram só personagens. 

Que alegria ter Vitor Martins entre nós. Que venham outros finais felizes por aí!

Menção honrosa ao livro Anjos e Demônios, de Dan Brown, um dos autores que me ajudou a ler com frequência. Suas aventuras com Robert Langdon são de deixar qualquer um sem fôlego e este livro não é diferente. Ação, História da Arte, Mistério, Religião e Vaticano, tudo misturado. Uma das poucas obras que já li duas vezes e, sem dúvida, lerei outras tantas porque é bom demais.

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Meus livros preferidos de 2019

Variações Enigma entrou aí de ousado que é, porque eu o li em 2018.

Ano de tanta leitura incrível e de topar sem dó com escritores que eu desconhecia e passei a amar. 26 livros lidos em 2019 e cinco me tocaram lindamente. São eles:

1 – Os Sete Maridos de Evelyn Hugo – Taylor Jenkins Reid

– Isso te incomoda? Que seus maridos tenham se tornado um assunto tão importante?⁣
– Não. Porque eles são só maridos. A Evelyn Hugo sou eu.⁣

Eu estou ridiculamente apaixonado por esse livro. Li Os Sete Maridos de Evelyn Hugo num tapa e leria outras tantas páginas se maior ele fosse. Surpresa linda esse trabalho impecável da Taylor Jenkins Reid, que descortina os bastidores de Hollywood, a partir da personagem Evelyn Hugo, uma lendária estrela do cinema desde os anos 50.⁣

Ao narrar sua vida, a atriz fala sobre casamentos arranjados, disputas, egos, Oscar, negociações, relação dos astros com paparazzi, homossexualidade e tudo que ronda o universo cinematográfico até os anos 2000. ⁣Longe de ser romantizada, Evelyn é descrita como uma mulher super humana, com suas faces boa e ruim, alguém que não mediu esforços pra conquistar fama e dinheiro numa época preconceituosa e conservadora. ⁣

É um livro que você não consegue parar de ler. Com diversos pontos altos no decorrer da história e reviravoltas pra você ficar vidrado do início ao fim.

2 – Gabriela – Jorge Amado

Jorge Amado, que xodozinho, meu Deus! Eu tô cada vez mais apaixonado pela escrita dele. GABRIELA, Cravo e Canela, presente da @gisasmith, foi minha segunda leitura do autor baiano e, até agora, a minha preferida. O livro narra a história de amor entre Gabriela e seu Nacib, na Ilhéus dos anos 20. E sem se amarrar ao relacionamento dos protagonistas, Amado nos oferece uma leitura gostosa, transitando lindamente entre outros tantos personagens e histórias que enriquecem ainda mais a obra.

Sua escrita nesse livro me fez enxergar diversas semelhanças entre ele e Gabriel García Márquez, outro autor que amo demais. São dois gênios que dominam não só a escrita, mas também toda a raiz, a cultura e as camadas mais profundas dos seus lugares. Porém, o que verdadeiramente me apaixonou em Gabriela foi sua personalidade linda, contraponto irretocável de todas as mazelas, vícios, hábitos e costumes da Bahia à época. Numa Ilhéus machista, provinciana, assassina e prostíbula, Gabriela, Cravo e Canela atravessa a vida solta, leve, fogosa e feliz. É lindo de ver!

3 – Todas as Cores do Céu – Amita Trasi

‘Quando você quer enxergar uma coisa, você vê todos os sinais, sejam eles verdadeiros ou não’. Todas As Cores do Céu narra a história de Mukta, criança indiana vítima de uma tradição que prostitui meninas que mal saíram da puberdade. Não é uma leitura fácil de digerir, porque nesse primeiro romance da Amita Trasi, nos deparamos com uma realidade em que as mulheres ainda são rechaçadas, humilhadas, escravizadas e alheias aos seus próprios sonhos. Mas fala também de família, amor e laços profundos. Foi uma leitura que me lembrou muito as crianças das obras de Khaled Housseini, de quem eu sou fã demais. Embora triste, é uma narrativa linda do início ao fim. Leiam!

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4 – George – Alex Gino

George é uma menina trans e suas descobertas são narradas do jeito mais lindo, inocente e poético por Alex Gino neste livro. Além da ousadia em abordar esse tema ainda tão tabu para muitos, o que mais amei nessa história foi o fato de o narrador sempre se referir a George, mesmo num corpo de menino, no gênero feminino. ⁣

George me trouxe empatia. Pensar na dor, na opressão e no autoboicote a que toda pessoa transexual é submetida no início da sua vida até se entender e se aceitar, foi um grande exercício pra mim, que, sem dúvida, gerou em mim muito mais amor pelo universo trans.

5 – Redemoinho em Dia Quente – Jarid Arraes

Redemoinho em Dia Quente me deixou aos pés de @jaridarraes. Um encontro do acaso. Livro emprestado do @carlosraffaeli. Uma série de contos com a cara da minha infância. Identificação imediata.⁣ Escrita fresquinha, literatura com sotaque, um livro genuinamente brasileiro, com as cores do norte e nordeste.⁣

O Carlos disse ‘a gente lê Jarid como se ela fosse uma amiga contando suas histórias sentada na beira da calçada’. E é bem isso! Se eu fosse tu, sentaria nessa calçada hoje mesmo.⁣ Que Jarid seja generosa com o mundo e nos deixe a par da sua poesia outras tantas vezes.⁣

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