8 critérios para avaliar e contratar influenciadores digitais

Dificilmente você vai alcançar seus objetivos se continuar achando que a única forma de selecionar influenciadores digitais é pelo número de seguidores. Quando falamos em influência, há outros tantos aspectos que devem ser levados em consideração, sempre a partir dos seus interesses e da posição que diferentes creators ocupam no mercado e na mente dos seus seguidores.

Nesse post, há oito critérios importantes que podem te ajudar a comparar perfis e, por fim, escolher os que mais combinam com as suas estratégias.

1 – HISTÓRICO

Sua audiência tem memória, hein?! Então, por mais que aquele creator esteja num bom momento, não deixe de pesquisar sua história, para que não haja surpresas indesejadas adiante. Com que outras marcas ele já se conectou? Seu trabalho foi satisfatório? Como a sua comunidade reagiu? O que falam dele nos bastidores do mercado? Ele já vivenciou alguma crise? E como se saiu dela?

Além das redes do influenciador, analise também seu MÍDIA KIT – portfólio que resume sua carreira, por meio de números, ações, premiações, estatísticas e marcas com as quais já trabalhou. Com estas informações, com certeza você terá mais clareza na hora de escolher com quem trabalhar.

2 – ALCANCE

Embora a gente sempre reafirme que números isolados não definem a relevância de ninguém, eles, ainda assim, nos dão indicativos do alcance – número de pessoas impactadas – do Criador de Conteúdo. Portanto, se seu intuito é aparecer para mais pessoas e conquistar novos públicos, dados como quantidade de seguidores, visualizações, inscritos e impressões, entre outros, devem ser levados em consideração.

3 – RELEVÂNCIA

Repare se os valores, discursos e propósitos do influenciador se identificam com os da sua marca. De nada adianta alcançar milhares de pessoas se não há compatibilidade no que vocês dizem, se não há conexão entre os universos de vocês. Tudo que for dito precisa estar uniforme e soar realmente relevante para a sua audiência. 

4 – PODER CRIATIVO

Se você acha que ações com criadores de conteúdo se resumem a “recebidinhos” e publiposts focados em elogios a marcas, saiba que o Marketing de Influência vai além. Mas para ser bem-sucedido nesta investida, você precisa investigar o potencial criativo de cada influenciador. Quanto ele pode contribuir NO DESENVOLVIMENTO da ação, ao invés de receber um conteúdo pronto apenas para reproduzi-lo? Quais ideias ele pode trazer para o projeto a partir das suas vivências e da relação com a sua audiência? 

Entenda, quanto mais DNA deste creator na ação, mais parecida ela é com o conteúdo que ele entrega cotidianamente, logo, mais leve e natural sua estratégia aparente ser. E lembre-se: ninguém fala melhor com a comunidade deste influenciador do que ele mesmo, portanto, sua contribuição será sempre muito bem-vinda.

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5 – PODER EXECUTIVO

Como criar não basta, é importante também levar em consideração o potencial executivo do creator. Se suas ideias são boas, quantas delas este influenciador consegue colocar em prática? Quais suas habilidades? É bom contador de histórias? Edita vídeos, fotografa, escreve bem? Quais destas habilidades podem contribuir para sua narrativa?

6 – CONTEÚDO

Que narrativas este influenciador transmite ao seu público no dia a dia? Que ideias, propósitos e valores ele transforma em conteúdos e com que objetivos? Suas publicações fazem a diferença na vida de alguém, satisfazem necessidades e interesses alheios ou não passam de postagens “lifestyle” desinteressantes que não agregam nada a ninguém?

Se este profissional não é capaz de mover vidas por meio do seu trabalho, dificilmente ele fará isto ao se conectar com a sua marca.

7 – RESSONÂNCIA/ENGAJAMENTO

Até onde chega a voz do influenciador? Suas mensagens voam longe ou não passam da esquina? Ressonância diz respeito à capacidade que ele tem de repercutir e engajar. Dependendo dos seus objetivos, não é nada interessante contratar alguém que, mesmo alcançando muita gente, não tem capacidade suficiente de fazer alguém interagir, dar likes, comentar, compartilhar, ou seja, engajar um conteúdo. 

Como a audiência enxerga este influenciador: ele é ouvido? Quanto de efetividade e qualidade há nos comentários, não apenas das suas postagens comuns, mas também de seus publiposts? As pessoas, de fato, reparam na marca que ele divulga ou ela passa e ninguém vê? Quantas outras pessoas e marcas relevantes daquele nicho, mercado, cidade e/ou região o seguem?

8 – PONTOS DELICADOS E POLÊMICOS

Se você está a fim de disseminar uma ideia, propagar um conceito, posicionar-se diante do mercado e dos seus consumidores de maneira satisfatória, dificilmente você vai querer se aliar com alguém que rompe com tudo que você, enquanto marca, acredita, estou certo?

Pois bem, então, por fim, analise minuciosamente os pontos, temas e conteúdos sensíveis que podem promover polêmicas desnecessárias e gerar crises para o seu negócio. Se o fardo for grande demais, melhor partir para outra, a não ser que você queira dispensar tempo, dinheiro e paciência para apagar incêndios na Internet. 

Bom trabalho!

Estas e outras dicas, você encontra aqui também: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Antes de contratar influenciadores digitais, pergunte-se…

Marketing de Influência é uma ferramenta potente de conexão entre negócios e influenciadores em prol de interesses em comum, quer seja a propagação de uma ideia e/ou conversão e fidelização de clientes. Entre os benefícios que resultam desta estratégia estão: alcance e intimidade com novos públicos; fortalecimento da marca e dos seus posicionamentos; pertencimento a uma comunidade; ganho de confiança; e influência de consumo. 

Se antes, os receios de se acreditar e investir nessa área eram muitos, hoje os números atestam a necessidade de não se negligenciar seu valor. Segundo o Instituto Qualibest, numa pesquisa realizada em 2019, 71% dos internautas brasileiros que usam redes sociais segue creators, 63% deles gostam que os influencers recomendem produtos, enquanto que 50% costuma pesquisar opinião de influenciadores antes de comprar.

Veja outros insights da Pesquisa Qualibest sobre Influenciadores Digitais aqui

Mas ressalto, não há influência que salve produtos, conteúdos e marcas ruins. Logo, antes de buscar visibilidade para o seu negócio, analise se ele está pronto para esta exposição. Arrume primeiro a casa para só depois abrir suas portas e convidar as pessoas a entrarem; do modo contrário, sua ação vai atrair olhares para um mau momento da sua empresa e os danos podem ser enormes. 

Algumas perguntas te ajudam a entender se agora é hora da sua marca investir em Marketing de Influência. Responda sincera e atentamente. Se as respostas forem positivas, invista nos creators e alavanque seus negócios.

1 – Sua marca está preparada?

Antes de qualquer coisa: sua empresa está pronta para esta exposição? Há estoque suficiente para novas demandas? Seu ponto de venda está em bom estado, com equipe treinada e capacitada? A imagem do seu negócio está límpida ou ainda tem rasuras de uma crise recente?

Tudo precisa estar no seu devido lugar para recepcionar os novos seguidores e possíveis clientes da melhor maneira possível. Se algo ainda precisa ser ajustado, repense a ação e contrate creators só mais adiante.  

2 – Seus canais digitais estão prontos?

Não só seus produtos, serviços, atendimento e logística precisam estar devidamente organizados antes de uma campanha de influência, mas seus canais digitais também. Seus perfis no Instagram, Twitter, Facebook, WhatsApp – ou qualquer outra rede que você utilize – serão as verdadeiras portas de entrada para quem for impactado pelos publiposts. Já pensou causar má impressão assim logo de cara? Não dá, né?! 

Primeiro produza conteúdos de excelência nas suas mídias, depois parta para a divulgação.

3 – Seus objetivos estão claros?

Qual sua real intenção nessa campanha: alcançar novos públicos, engajar suas redes, posicionar-se sobre algum tema, fortalecer valores, criar intimidade com a audiência, lançar um produto, vender mais?

“Acho que um pouquinho de cada”. Se essa é a sua resposta, volte dez casas e foque no real objetivo da sua empresa, pra depois não reclamar de tempo e dinheiro jogados fora. 

4 – Você é capaz de fazer as melhores escolhas?

Não confunda preferências pessoais com as necessidades da sua marca e trate com seriedade a escolha de influenciadores digitais para sua campanha. Não é o amigo nem a blogueira que você ama, mas quem, de fato, compactua com seus valores e pode melhor traduzir os seus objetivos nas redes sociais. Se você não consegue manter esse distanciamento na hora de escolher, contrate alguém para fazer isso por você.

5 – Tem tempo disponível?

Agora que a sua campanha está no ar é que o trabalho se intensifica. Não pense que os resultados cairão do céu. Você precisa disponibilizar tempo para acompanhar e mensurar o andamento dos conteúdos que falam da sua marca via influenciadores digitais. E não só pra isso, mas para interagir também com a nova audiência que deve chegar. Se os seguidores recém-chegados perceberem seus canais como ambientes desinteressantes e pouco empenhados em dialogar, eles logo deixarão de te seguir.

6 – Tem dinheiro para investir?

Nem só de permuta vive o creator, tá?! Se não há capital disponível, nem comece. Aliás, muitas marcas, hoje em dia, preveem orçamentos para influenciadores ainda no planejamento estratégico de suas ações, ao invés de destinarem apenas “o que sobrou” para campanhas como estas, porque elas já entenderam que Marketing de Influência envolve gastos, sim. E nem falo somente de cachês, mas de custos como os de transporte, impulsionamentos de postagens, produção de kits, social medias, sistemas de monitoramento, entre outros.

7 – Há contexto?

Sua marca pode estar preparadíssima, com objetivos claros, tempo e dinheiro disponíveis, mas se não há clima para isto, melhor deixar para depois. Uma campanha de influência alienada, despregada da realidade, pode destruir o seu negócio. As redes sociais são muito sensíveis ao que acontece no mundo, portanto, todo bom conteúdo, necessariamente, deve ter coerência com o que está sendo dito, postado, dito e comentado naquele exato momento.

Bem, já presenciamos diversos influenciadores digitais sendo expostos por atitudes que contrariam uma realidade de pandemia e distanciamento social em 2020, né?! Então não preciso falar mais nada.

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#UmaDicaPorDia | Março e Abril

#UmaDicaPorDia é uma editoria dos meus stories. Nela, até o fim do ano, compartilharei 366 dicas práticas sobre Marketing Digital. E aqui no blog, a cada dois meses, um resumo destas dicas pra facilitar a vida de quem precisa delas.

Abaixo, 15 dicas de março e abril. Pra acompanhar diariamente, só seguir: @pettersonfarias

Para ler as dicas de JANEIRO E FEVEREIRO, clique aqui 

1 – Não prometa demais

Sabe aquela pessoa que almeja ser autoridade na web, mas nunca chega a lugar nenhum com suas postagens? Você já deve ter se frustrado com aquele perfil que está sempre prometendo algo consistente, porém sem sair da superfície, né?! Com certeza você está se lembrando de algum nesse momento, inclusive. 

Essa frustração é resultado de sucessivas expectativas quebradas. O que é uma pena, porque isto é tudo que você não deve fazer na Internet.  Vá direto ao ponto e, de fato, entregue conteúdo. Não seja um creator/marca que vive de descumprir o que prometeu – e quando cumpre, entrega algo aquém do que o público espera. 

Surpreender é a chave! 

Criar suspense, revelar uma prévia de algo que você está produzindo, brincar com “teaser” (conteúdos de expectativa) pode ser legal, sim, desde que você faça isso com moderação, muito de vez em quando. Você lida com uma audiência imediatista e ansiosa, que odeia esperar. Se há algo para ser dito ou mostrado, faça isto agora. Não perca a chance de fisgar a atenção dos seus seguidores por estar prometendo demais.  

2 – O que é engajamento?

Engajamento ou Envolvimento diz respeito a toda e qualquer atitude que a sua audiência toma em relação às suas publicações, como CURTIR, COMENTAR, RETUÍTAR, SALVAR, ENVIAR, entre outros. Quando ela não consome passivamente sua postagem e dá deedbacks, dizemos que seu post foi engajado. 

Engajar a publicação que você gosta, ou seja, retribuir por meio de ações práticas, é importante, portanto, porque só assim o ALGORITMO das redes sociais entende que aquela publicação é útil, necessária, relevante e pertinente para os seguidores. Logo, ele vai entrega-la para mais e mais pessoas. Caso contrário, haverá restrição do seu ALCANCE – outra métrica da qual já falamos aqui.

3 – Atualize seu LINKEDIN

Esta é uma rede social valiosa para você que quer se tornar autoridade na web ou até mesmo buscar novas oportunidades de emprego. Linkedin trata-se de um canal voltado para trocas profissionais entre marcas e pessoas que pertencem a um determinado nicho de mercado.

Lá, você pode expor os detalhes da sua carreira, seu histórico, assim como suas habilidades e competências, além de se atualizar sobre as novidades da sua área, por meio do Feed de Notícias. 

Mas ó, não seja como a maioria dos usuários, que atualiza seus perfis no Linkedin apenas quando perde o emprego. Mantenha-o sempre novo e atrativo, hein?!

Meu perfil: https://www.linkedin.com/in/pettersonfarias/

4 – Estatísticas Twitter

Se você também cria no Twitter, saiba como acessar as estatísticas mensais dos seus conteúdos:

Passo 1: no canto esquerdo da tela do seu computador, clique em MORE

Passo 2: clique em ANALYTICS

No campo superior da tela, o Twitter mostra seus números atuais comparados ao mês anterior

Por fim, ele mostra suas principais estatísticas mensais

5 – Creator, tenha Mídia Kit/CNPJ

Se você produz conteúdos na Internet e deseja trabalhar com grandes marcas, comece profissionalizando não só suas publicações, mas também sua relação com estas empresas. 

Caso ainda não tenha um Mídia Kit, com o resumo do seu trabalho, números de engajamento e experiências nas redes, crie um agora mesmo. Em formato pdf mesmo, reuna o que de melhor você tem para mostrar às marcas e dê ainda mais argumentos para que elas te contratem. 

Por fim, ao lidar com grandes empresas, necessariamente, você terá que emitir notas fiscais e, muitas vezes, ter conta jurídica para receber seus cachês. Portanto, abra uma MEI e se transforme em Pessoa Jurídica.

6 – Playlists Spotify

Crie vínculos emocionais com a sua audiência por meio do Spotify também. De acordo com o universo do seu negócio, faça playlists para momentos diferentes da vida do seu seguidor. 

Se sua marca está vinculada ao bem-estar e vida saudável, crie, por exemplo, listas de música para pedalar, correr, meditar. Se você é do ramo de eventos, ofereça playlists para aniversários, chás de bebê, ensaios fotográficos, entre outros. Use a música para se aproximar ainda mais do seu público-alvo.

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7 – Banco de Imagens

Honesto da sua parte comprar imagens de bancos da Internet, ao invés de usá-las sem permissão em suas postagens. Mas muito cuidado nesse processo: escolha sempre fotografias que retratem fielmente a realidade do seu público, para que haja identificação imediata e não cause distanciamento. 

Se seu público é nortista, por exemplo, não opte por esteriótipos sulistas. Bom conteúdo tem que atrair, sobretudo, visualmente. De preferência, escolha imagens feitas por profissionais da sua cidade e região; eles, com certeza, retratarão de forma fidedigna o que você quer comunicar.

8 – Perguntas Frequentes

Naqueles dias de baixa criatividade, sabe como criar conteúdos assertivos para o seu público? Transforme as perguntas frequentes dele em postagens para suas redes sociais. 

Liste todas as dúvidas que você costuma responder quase que diariamente e reproduza em posts criativos no seu feed, nos stories, na timeline do Twitter, numa lista de transmissão do WhatsApp, entre outros. 

9 – Cardápio e horário de funcionamento

No primeiro tópico afirmei: seguidor é imediatista e ansioso. Aqui eu acrescento: e, muitas vezes, compra por impulso. Caso você ainda esteja nessa de esconder suas informações, tais como cardápio e horário de funcionamento, saiba que não há impulso que resista às tentativas frustradas de obter detalhes para uma compra e não achá-los.

Deixe à mostra seu cardápio – com valores, óbvio – não só em postagens no feed, mas também nos DESTAQUES do seu perfil. 

E seu HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO precisa estar na sua bio, assim como em legendas de posts periodicamente. Ajude as pessoas a consumirem seus produtos e serviços, por favor!

10 – Antes de perguntar, procure

E quando você estiver na posição de consumidor de informações nas redes sociais, antes de perguntar, procure a resposta entre postagens e destaques do perfil da marca. As chances são enormes de sua dúvida já ter sido respondida. Seja empático e facilite a vida de quem previu sua necessidade e procurou saná-la alguns conteúdos atrás.

11 – Quando não legendar meus posts?

Jamais, nunca, em hipótese nenhuma. Prender a atenção de alguém é uma das coisas mais difíceis na Internet, por que desperdiça-la fazendo postagens sem texto de apoio? Não jogue nenhuma oportunidade de conversar com a sua audiência fora. Deixe de preguiça e capriche nas legendas. 

12 – Evite o autoelogio

Sei que você tem um produto/serviço formidável em mãos e não duvido da competência da sua marca, mas dizer isso a todo instante nas redes soa vazio, pedante e desinteressante para o seu público. Se quer reforçar os benefícios, características e valores do seu negócio, foque em atender da melhor forma sua clientela, para que ela fale POR você. 

Opiniões de amigos, familiares, influenciadores e formadores de opinião são levadas muito mais em consideração do que estímulos de marca. Então transforme a necessidade de dizer que o que você vende é incrível em disponibilidade para oferecer um atendimento impecável para quem te consome. Sem dúvidas, os feedbacks e depoimentos alheios serão a sua melhor estratégia de marketing.

Mas ó, testemunhais devem ser espontâneos. Não seja invasivo nem mendigue elogios. 

13 – Influenciadores e Permutas

Se você deseja trabalhar com influenciadores digitais e quer pagá-los com permuta – divulgação em troca de produtos do seu portfólio -, não há nada de errado nisso, mas desde que seja legal para ambos os lados. E para que ninguém saia perdendo nessa, é importantíssimo entender de PROPORÇÃO.

Antes de sugerir qualquer troca, investigue os valores praticados pelo influenciador e aproxime a quantidade de produtos ao preço dele, para que a permuta seja justa. Não seja leviano ao enviar recebidinho para a casa de um creator, por exemplo, cujo custo para você não passa de 10 reais querendo que ele dê visibilidade a você, quando há outras marcas dispostas a pagar, de forma justa, por essa divulgação.

Tenho certeza que você não aceitaria alguém aparecer em seu estabelecimento oferecendo 5 reais em troca do produto mais caro da sua loja, né? Portanto, não aja assim com os outros. 

14 – Leia: Brandwashed e Marketing 4.0

Brandwashed

Martin Lindstrom é um especialista em Neuromarketing e profundo conhecedor dos estímulos de marcas e comportamentos do consumidor. No livro, ele fala da relação entre sexo, nostalgia, fama e consumo. E traz diversos insights sobre como marcas podem lançar mão de gatilhos mentais para atrair clientes, assim como, por outro lado, abre os olhos do leitor para as armadilhas invisíveis que nos rodeiam e nos fazem comprar mais.⁣

⁣Embora traga alguns dados defasados, já que traz informações de 10, 15 anos atrás, o livro, ainda assim, é ótimo.

Marketing 4.0

Nesse livro, Philip Kotler fala de nós. Dos nossos anseios enquanto consumidores, seres humanos e cidadãos da internet (netzens). Vai na ferida de empresas e marcas que, ainda muito imersas no padrão antiquado de se promover, acabam por meter os pés pelas mãos ao se relacionar na contemporaneidade. Mesmo pra quem é leigo, não é um livro difícil de se ler, repito: ele é sobre nós.

O autor rompe com a ideia equivocada de que o digital acabou com o tradicional: ele acredita na coexistência, no Marketing Onicanal, numa comunicação alinhada e uniforme, não focada apenas em vendas, mas, sobretudo, na conquista de seguidores apaixonados e consumidores fiéis.

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15 – #Hashtags

Hashtags, para começar, são palavras-chave que etiquetam seus conteúdos. Como se você fosse engavetar seus posts e, em cada gaveta, você tivesse que colocar uma palavra para identificar o que está guardado ali. Para isto que elas servem. Logo, hashtags não são frases extensas nem parágrafos. Quanto mais simples e de fácil leitura elas forem, mais fácil acharão o seu conteúdo nesse universo infinito de gavetas que é a Internet. 

Além de usar hashtags que, de fato, tenham relação com o que você posta, é interessante você criar a sua. Pense em algo que resuma bem seu universo ou transforme o nome de uma editoria sua em tag. Massifique-a entre seus seguidores e os incentive a usá-la! Em 2020, a #UmaDicaPorDia – editoria dos meus stories e desse post que você lê agora – é a minha hashtag principal, aquela que, imediatamente, os seguidores associam a mim. 

Ah, e siga hashtags do seu interesse no Instagram. Sim, isso mesmo, assim como você segue marcas e pessoas, é possível segui-las e receber conteúdos relacionados a elas. 

Gostou? Há dicas diárias como estas lá nos meus stories. Só seguir: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

O que aprendemos sobre redes sociais em dias de coronavirus

Muita gente precisou de uma pandemia devastadora pra se dar conta do que as redes sociais nos ensinam há mais de uma década, né?! Olhos atentos sempre, porque tudo muda a todo instante. Quem entendeu isso lá atrás, sentiu menos o baque. Já pra quem negligenciou, não houve outra saída a não ser aprender em meio ao caos. 

Seguimos isolados e muito distantes do fim, porém um mês já foi suficiente para o distanciamento social nos dar alguns insights. 

1 – Presença digital: quem construiu antes, está melhor!

Mas se você parou só agora para construir sua presença na web, tudo bem também. Só promete pro tio que daqui em diante seu olhar para as redes sociais vai ser muito mais cuidadoso e atento, por favor. 

Aproveite o momento para se dedicar aos seus perfis digitais: ouça quem pode te ajudar; analise suas estatísticas; busque referências; estude on-line; profissionalize seus conteúdos. E não desista no meio do caminho. Rede Social é assim mesmo: sedução a longo prazo, tem que investir pra dar certo.

2 – Planejamento é bom, mas não é tudo!

Já dizia Marshall Berman: ’Tudo que é sólido desmancha no ar’. E como as redes sociais levam isso ao pé da letra, não é, menina?! Planejar-se é bom? É maravilhoso! Nos traz consistência e disciplina, ajuda a organizar as ideias e a construir uma grande narrativa digital repartida em postagens ao longo do tempo. Mas se for pra te engessar, melhor nem começar.

Se planejamento é bom, estar atento ao que a rede conversa e sente, é melhor ainda. Bom conteúdo, acima de tudo, tem contexto, tem frescor e total sintonia com o que a sua audiência consome no agora. Por isso, sempre que necessário, reordene, refaça, mude de ideia, adapte-se, mas jamais deixe de falar a língua dos seus seguidores só pra se manter fiel a um planejamento defasado.

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3 – Mais que postar, viva as redes

A magia acontece não quando você posta, mas entre uma postagem e outra, no tempo que você se dedica às redes, aos seus conteúdos e aos seus seguidores. Se você não está cotidianamente apto a uma conversa franca com seu público, você jamais saberá o que ele espera da sua marca e seus conteúdos continuarão falando com absolutamente ninguém. 

Todo dia, estabeleça um tempinho para observar o que as pessoas andam comentando na Internet, a grande polêmica, o assunto vigente, o meme da hora… ‘Ah, Petterson, mas eu não tenho tempo pra isso’. Se você não tem, alguém tem que ter por você. Caso contrário, seus posts bonitinhos e cheios de filtros continuarão passando pelo feed alheio falando pro vazio.  

4 – É possível comunicar sem vender

Oh… Surpreso? Se finalmente, num contexto de isolamento, sem conseguir comercializar, você entendeu que é possível conversar com sua audiência de um jeito ‘despretensioso’, sem a necessidade de empurrar no peito dela algo para vender, saiba que, enfim, você entendeu como funcionam as redes sociais. 

‘Os seus clientes não se preocupam com você, seus produtos ou seus serviços. Eles se preocupam consigo mesmos’, é o que Joe Pulizzi fala há quase 20 anos. E é isto: quanto mais você se empenha em falar somente de si nas redes, mais desesperado você vai parecer e mais distante de ti seu público vai ficar.

Relaxe! Preocupe-se primeiro em ajudar as pessoas, ouvindo-as, trocando afetos, satisfazendo necessidades e respondendo perguntas que, naturalmente, elas chegarão até você e comprarão o que você tem pra vender. 

Estou te esperando aqui: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Marcas, não soltem a mão de ninguém

Quem diria que a relação entre marcas e creators seria exposta a tantas provações, né?! Vínculos que, a priori, eram estritamente comerciais, tomaram outra proporção e hoje extrapolam os estímulos de venda, ganhando assim aspectos bem mais profundos. Se você já olhou pra um influencer e, imediatamente, lembrou de alguma marca, você talvez entenda o que eu estou falando.

Mas na mesma medida em que essas parcerias têm um bocado de paixão, lealdade, transparência e, em alguns casos, até amor, impossível negar que há também objetivos muito claros de popularidade, nutrição de leads, vendas, aumento de lucro, entre outros. E não são poucos aqueles que, nos últimos anos, usufruíram (e bastante!) dos benefícios que o Marketing de Influência pode gerar: atraindo novos seguidores, prospects e clientes para seus perfis e pontos de vendas. Você é um? Então é contigo que eu estou falando.

Hoje, diante de uma pandemia avassaladora, que tem surpreendido e arrasado com os planos de milhões de pessoas, a conexão marca/creator é posta à prova mais uma vez e minhas reflexões passam justamente por este ponto: quanto de esforço a sua marca – e me refiro aqui a marcas grandes, com condições mesmo em meio à crise – tem demandado pra não desamparar criadores de conteúdo que outrora lhe deram ótimos retornos e geraram um valor absurdo para o seu negócio? Em meio ao caos, você tem olhado para os lados e amparado seus parceiros? 

Porque afinal, todo relacionamento não passa disto: um amontoado de altos e baixos, onde as partes se ajustam e se amparam de acordo com a realidade, procede? E, infelizmente, a realidade hoje é um caos gigantesco, capaz de destruir o negócio e o sustento de muitos, que sem ter de onde tirar, podem não conseguir sustentar nem a si nem as suas famílias.

E veja, não estou aqui tentando amenizar nenhum dano. Tem sido difícil e obscuro, sim. Mas pra todos. Sei de empresas que mal estão conseguindo manter seus funcionários… Não é com vocês que eu estou falando. A reflexão, pelo contrário, é bem mais sobre cooperação; contribuições mútuas; parcerias; e reciprocidade. Na saúde, na doença, na riqueza, na pobreza, até que, bem, o resto vocês sabem… 

É desabafo e pedido, em nome de milhares de pessoas autônomas que fazem das suas redes vitrines para produtos e serviços como os seus; em nome de diversos profissionais que nunca hesitaram em criar estratégias para potencializar o negócio de terceiros; e de criadores de conteúdos cuja única fonte de renda é sua rede social. É menos em meu nome, já que consigo monetizar de outras maneiras desde sempre, mas em nome de um mercado que teme o abandono.

Possibilidades para amenizar os prejuízos há. Desde que não haja conexões oportunistas nem publiposts descolados da realidade, afinal estamos atravessando uma quarentena e isto não pode ser omitido. Desde que haja disponibilidade para conversar e construir conjuntamente. Que seja só mais uma fase. Que tudo passe já. E que mesmo evitando o contato, ninguém solte a mão de ninguém! 

Grandes marcas, não abandonem seus creators! E não preciso nem dizer, né?! Creators, não abandonem as marcas pequenas que sempre acreditaram no trabalho de vocês. Somos uma coisa só. Vamos todos juntos!

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Dicas para aperfeiçoar suas LIVES

Em tempos de #coronavirus, as lives têm sido um ótimo passatempo pra muitos seguidores e mais uma oportunidade de produtores de conteúdo e marcas se conectarem mais intimamente com suas audiências no Instagram. ⁣

É lindo ver creators se disponibilizando a entreter, inspirar, informar e educar seus públicos por meio de conteúdos ao vivo. Caso tenhas interesse em fazer o mesmo, a hora é agora. Te dou algumas dicas pra otimizar ainda mais a tua live!⁣

✔️ Prepare a audiência | Não surja do nada, você pode pegar sua audiência desprevenida. Combine dia e horário previamente e compartilhe a data marcada com seus seguidores⁣

✔️ Teste a conexão | Minutos antes de começar a live, veja como está a sua internet – reinicie, se necessário -, pra que a qualidade da sua live se mantenha boa até o fim⁣

✔️ Fixe horários | A própria rede comunica sua base quando sua live começa, então espere os seguidores e fique ao vivo por, pelo menos, 10 minutos. Menos que isso, melhor fazer stories e/ou IGTV, né?⁣

✔️ Faça roteiro | Não deixe sua live solta. Defina bem o tema e os tópicos a serem discutidos, pra que a conversa não caia na monotonia e isto cause tédio nos seguidores⁣

✔️ Interaja | Roteiro é bom, mas deixe espaço para a interação. É pra isso que as pessoas também acessam sua live: pra conversar e trocar ideias. Portanto, leia os comentários e responda perguntas eventuais. ⁣

Estou no Instagram: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

15 insights sobre os STORIES

Foto: Ana Lu

Em 2019, a Squid, empresa de marketing de influência, coletou e observou mais de 2 milhões de stories no intuito de entender melhor o comportamento da audiência nesse recurso do Instagram. Algumas das principais conclusões acerca de volume, horários, dias e engajamentos eu reuni na lista abaixo.

1 – O engajamento nos stories não sofre diferenças significativas conforme o horário ou dia da semana no instagram. Ele depende muito mais da audiência do perfil;

2 – As maiores taxas de engajamento são encontradas nos perfis entre 5k e 30k seguidores;

3 – Influenciadores entre 18 e 25 anos engajam mais que influencers de outras faixas etárias;

4 – Segundas e terças, entre 18h e 21h, são os dias com maior número de publicações. Domingo é o menor!

5 – SP, RJ e BA são os estados brasileiros que mais postam stories;

6 – 23h é o horário com o maior número de impressões em quase todos os dias da semana, especialmente às sextas-feiras;

7 – Às quartas-feiras, o pico de visualizações ocorre entre 19h e 22h;

8 – Praticamente 3/4 de todos os conteúdos publicados nos stories são vídeos. Apesar disso, as fotos têm uma média de 25% mais engajamento do que um vídeo;

9 – Mas os vídeos costumam receber menos toques para pular o story do que as imagens;

10 – 92% das imagens nos stories recebem toque para passar pro próximo; já os vídeos, 83%;

11 – Numa sequência, há uma queda média de engajamento de até 30% a partir do quarto story;

12 – O pico de taxa de saída (quando abandonamos os stories do perfil) ocorre mais entre o primeiro e segundo story;

13 – Se o seu seguidor resistiu e chegou até o terceiro story, há grandes chances de ele assistir ao conteúdo até o fim;

14 – Os stories são o canal que mais se aproxima da vida real do influenciador e gera conexão com a sua comunidade;

15 – Os stories permitem que o creator seja mais criativo e gere conversas a partir da gama de ferramentas que o recurso possui.

E por falar em stories, estou por lá também. | https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Conteúdos Digitais em tempos de Coronavírus

O pior erro que uma marca pode cometer neste momento é fingir miopia e seguir sua vida digital como se nada estivesse acontecendo. A pandemia é real e manter-se alheio a tudo isto é um comportamento que, nem de longe, vai agradar a sua audiência. Abaixo, quatro dicas de conteúdos em tempos de #coronavirus

1 – Não ignore o contexto | Rede Social sempre foi e continuará sendo sobre conteúdos em tempo real. Portanto, não se distancie do que estamos assistindo, discutindo e vivendo. Sua marca não é uma ilha! Seja empático e generoso: poste para amenizar esta realidade informando, educando, entretendo e/ou inspirando seu público;

2 – Mostre o que a sua empresa está fazendo pela equipe | Nem só de postagens informativas e discursos bonitos vive a reputação de uma marca. Viva o que você prega! Traduza dicas digitais em atitudes no seu ambiente de trabalho e mostre isso nas redes: transparência é bom e a gente gosta. Que tal ganhar sua audiência no exemplo?

3 – Dê voz para quem entende do assunto | Já falamos bastante sobre Curadoria de Conteúdo, né?! Quem aí lembra? Pois agora é hora de colocar o conhecimento em prática. Pesquise, consuma, reuna e compartilhe com seus seguidores conteúdos de profissionais e instituições referências no assunto. Se você não é da área de saúde nem domina o tema, saia do protagonismo e empreste seu perfil para quem vai, de fato, contribuir neste momento;

4 – Combata Fake News | Compartilhar, mas com responsabilidade SEMPRE. Em dias de tantas informações desencontradas, é importantíssimo se colocar à disposição como um filtro de fontes confiáveis para seu público. Consuma e repasse apenas conteúdos de perfis oficiais, como OMS, Ministério da Saúde, entre outros. Sem ansiedade e afobação, selecione bem o que você vai dividir nas suas redes pra depois não reclamar que caiu em descrédito na web.

Ah, e lave as mãos, tá?!
Estou no instagram: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

#UmaDicaPorDia | Janeiro e Fevereiro

#UmaDicaPorDia é uma editoria dos meus stories. Nela, até o fim do ano, compartilharei 366 dicas práticas sobre Marketing Digital. E aqui no blog, a cada dois meses, um resumo destas dicas pra facilitar a vida de quem precisa delas.

Abaixo, 15 dicas de janeiro e fevereiro. Pra acompanhar diariamente, só seguir: @pettersonfarias 

1 – Recicle conteúdos antigos

Ei, é perfeitamente aceitável (e a gente até incentiva) reciclar conteúdos antigos, viu?! Não caia nessa de que não se deve reaproveitar postagens… besteira!

Explore, sim, a mesma temática, o mesmo conteúdo em diversos formatos, plataformas e redes sociais. Só assim você vai atingir públicos diferentes e cada vez maiores em momentos diferentes.

2 – Squid para influenciadores

Squid é uma plataforma que conecta creators e marcas, garimpando, filtrando, gerenciando e mensurando trabalhos de Marketing de Influência. Se você é um criador de conteúdos digitais e tem dificuldade para acessar grandes marcas, empresas nacionais, você pode se cadastrar, selecionar as temáticas que aborda nas suas redes e aguardar propostas de marcas interessadas em perfis iguais ao seu. Simples assim!

Acesse: https://app.squidit.com.br

3 – Mostre seu ponto de venda

Use suas redes a seu favor e poste hoje mesmo no feed, nos stories, IGTV e/ou nos destaques seu pdv, sua fachada, salão, interior de loja, estacionamento e todos os espaços físicos do seu negócio. É frustrante para consumidores acostumados a buscar informações na Internet não encontrar dados suficientes para tomar suas decisões de compra.

Entenda de uma vez por todas: as pessoas não têm a obrigação de saber onde você está e é seu dever orientá-las como chegar, tá?!

4 – Datas comemorativas

Datas comemorativas são ótimas abordagens para você conversar de igual pra igual com as pessoas nas redes e estreitar ainda mais seus laços com os consumidores. Portanto, mapeie datas relacionadas ao seu negócio e produza conteúdos sobre elas. Mostre para seus clientes que você tem timing e sabe conversar sobre outras temáticas, ao invés de falar somente sobre seus produtos e serviços.

Mas ó, faça isso de modo criativo. Se for só pra desejar feliz dia, por meio de postagens clichês e desinteressantes, melhor nem fazer.

5 – Curadoria de Conteúdo

Rede Social é compartilhar. Então compartilhe o que é do outro também! Assimile a ideia de que seu conteúdo não é o único interessante na Internet. E é elegante, gentil e generoso dividir com seu público postagens de outras empresas, creators e até (por que não?) da concorrência. Se gostou, não guarde pra si.

Mas, claro, tenha coerência: só compartilhe conteúdos relacionados ao seu negócio e ao seu público.

6 – Compartilhe o que você sabe e as pessoas comprarão o que você vende

Esta é uma boa forma de mostrar ao público o que você tem a oferecer comercialmente, mas de modo sutil, sem ser invasivo e sem pesar a mão. Funciona, mais ou menos, como a amostra grátis no supermercado: ofereça algo de graça para que saibam que você existe, para mostrar porque você é melhor que a concorrência, para despertar o interesse e, por fim, gerar vendas. Já superamos a era da propaganda pela propaganda, em que discursos de autoafirmação, regados a muuuuuitos autoelogios, fisgavam as pessoas. Desacreditamos dessas abordagens, porque o tempo nos provou que muitas marcas, nesse processo, mentiram descaradamente, disfarçaram suas mazelas e nos enganaram. Hoje, se você quer ser visto como o melhor e o maior, como o mais gostoso e mais incrível, vai ter que provar!

O que te faz achar que chama mais atenção postagens insistentes sobre preços, liquidações e queimas de estoque do que conteúdos sobre os valores da marca, seus posicionamentos acerca de causas sociais importantes, dia a dia, memes (por que não?), dicas e informações que podem melhorar ainda mais a minha experiência com produto X e/ou serviço Y?

Claro, há espaço para tudo! Mas se você está propenso a entregar apenas propaganda na timeline alheia, sinto muito, vai continuar falando sozinho. Porque você não se colocou no lugar do consumidor nem sequer perguntou a ele o que ele gosta de consumir na web. Porque você só pensa no próprio umbigo. Porque você é um spam. Putz, você não entendeu nada da brincadeira. Volte dez casas e recomece o jogo!

Antes de enxergar Facebook, Instagram, Twitter ou qualquer outra rede como mero espaço de vendas, onde seu único esforço é impactar pessoas com publicidade, entenda a Internet como plataforma de DIÁLOGO, em que a audiência está muito mais interessada em se entreter, informar-se, educar-se e inspirar-se. Proporcione isso! Seus seguidores naturalmente, em contrapartida, se interessarão pelo que você tem a dizer e vender.

7 – Alcance e Impressões

Alcance: número de contas únicas que viram suas publicações num intervalo de tempo;
Impressões: total de vezes que essas contas únicas viram suas publicações num intervalo de tempo;

Exemplo: nesta semana, meu pai, meu irmão e minha namorada viram minhas publicações, logo, alcancei 3 pessoas.
Cada uma delas viu um post meu no feed e dois stories, logo, tive 9 impressões.

8 – Fale o óbvio

Embora você ache, nem todo mundo sabe o que você sabe, faz e vende. E é seu papel ensinar, informar e educar o público. Portanto, não tenha medo de falar o óbvio. Facilite a vida de quem usa as redes sociais para aprender e agregue valor ao seu negócio a partir de conteúdos consistentes, didáticos e relevantes. Só assim, seu público vai entender e valorizar ainda mais seu produto/serviço e enxergar a importância de consumi-lo. 

9 – Peça licença antes de entrar no whatsapp

E por falar em óbvio: lembre-se, é extremamente mal educado enviar mensagens sem pedir permissão no WhatsApp. Não importa se é fã, cliente ou seguidor, não se comporte como SPAM. Antes de entrar, peça licença!

10 – Economize o ENTER no WhatsApp

Ainda sobre Whatsapp: se a pessoa permitiu que você envie mensagens, ao fazer isto, sempre escreva tudo o que você tem pra dizer e só depois envie. Economize o ENTER, por favor! Não seja aquela pessoa/marca chata que dá ENTER a cada palavra digitada. Ninguém gosta de receber mil notificações, ainda mais quando a mensagem se resume a

‘Oi
Tudo
Bem
?’

11 – Recebido é aposta

Recebidinho é bom e (quase) todo influenciador gosta, né?! Mas mimos não são contratos e quem recebe tem o direito de escolha entre postar ou não. Se compartilhou, ótimo, ponto pra marca. Se não publicou, vida que segue. Vivo brincando, expondo e tocando na ferida de produtores de conteúdo irresponsáveis com o mercado, mas, por outro lado, há diversas empresas conduzindo o relacionamento com esses profissionais de maneira desordenada, sem se dar conta de que há regras e deveres em ambas as partes. 

É possível profissionalizar, minimamente, essa relação a partir do entendimento de que: se eu não contratei ou acertei algo previamente com o influenciador, eu não posso cobrar dele postagem, engajamento e alcance.

 Pouco se pratica esse senso de justiça: de que não devem estar em ponto de igualdade uma marca que se relaciona profundamente com o creator, por anos às vezes, e paga pelo espaço em seu perfil; e outra marca que mal subiu no ônibus, já quer sentar na janela. ‘Mas é só um presentinho’. Não é. É, sim, um investimento de marca por ela saber que pode ganhar visibilidade em troca de um recebido. Porém, que ao praticar essa relação, as empresas entendam que todo influenciador é uma mídia e para ter espaço nela, o buraco é mais embaixo, há acordos, negociações e contratos envolvidos. Muito se fala da banalização de maus comportamentos de alguns influenciadores digitais, mas é preciso falar também de marcas que se acham no direito de colocar preço no trabalho alheio e menosprezar o serviço de gente que, muitas vezes, vive do que posta nas redes sociais.

12 – Identifique seu publipost!

Resista à tentação e aos pedidos de marcas que querem publis mais ‘sutis’, fazendo com que você minta pra sua audiência, fingindo que aquilo foi uma manifestação espontânea, do nada, quando, na verdade, você tem um acordo e um contrato com a empresa.

Sua credibilidade é o seu maior trunfo. Perdê-la por mentira não é uma boa ideia. De acordo com uma pesquisa da Qualibest, de 2019, 78% dos consumidores que seguem influenciadores acham importante sinalizar publipost, por meio de uma hashtag ou algo do tipo. Seja transparente e não pise na bola!

13 – Floodar e Flopar

Floodar: significa postar demais; encher a timeline, o feed, os stories, as redes alheias de informações repetitivas, irrelevantes, enchendo a paciência de todo mundo;
Flopar: ter insucesso, postar algo e alcançar poucas pessoas, não engajar, dar muito errado;

14 – Ouça seus funcionários

O que sua equipe tem pra dizer? Se não sabe, pare pra ouvi-la agora!

Seus funcionários são fontes riquíssimas de informações, que podem te dar insights e ideias para futuros conteúdos. São eles que se relacionam diariamente com seus consumidores e clientes em potencial, lidando com desejos, necessidades, insatisfações e vontades diversos. 

Uma vez por dia, por semana ou por mês, converse com seus colaboradores. Crie grupo no Facebook, no WhatsApp… Estabeleça formas diferentes de escuta, mas jamais deixe de ouvir o que eles têm pra falar. Seu conteúdo agradece!

15 – Tenha paciência

Pouca gente te diz isso, mas trabalho nas redes sociais precisa de paciência. Internet é sobre relacionamento. E toda relação precisa de tempo. Ninguém dá match no Tinder num dia e se casa no dia seguinte, entre um momento e outro, há muita coisa pra acontecer.

Assim é produzir conteúdos e se relacionar com o público na web. Esteja disposto a entregar postagens criativas, a conhecer e ouvir seu público, atendendo suas necessidades e desejos pelo tempo que for que uma hora a coisa vinga, acredita em mim!

Te espero nos stories com mais dicas.
Até lá!
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Quando não me posicionar nas redes sociais?

Vocês já devem ter me ouvido falar à exaustão sobre a importância de uma marca se posicionar nas redes, diante de assuntos ‘polêmicos’, temáticas sociais, entre outros. E reitero: estar ao lado daqueles que consomem seus produtos e serviços, compartilhando e defendendo suas causas, tais como FEMINISMO, DIVERSIDADE, CAUSA ANIMAL E AMBIENTAL, pode te levar a uma intimidade muito maior com seu público, indo além das relações meramente comerciais.

Algumas marcas já entenderam esse imperativo e têm estado cada vez mais atentas e ativas nestes processos, tanto no on quanto no Off-line. Mas aí alguém pergunta: é preciso se posicionar SEMPRE ou há também um momento de se calar?

Petterson, quando NÃO me posicionar nas redes?
Eis as respostas.

1 – Quando você não dominar o assunto

Sabe aquela história de ‘se não sabe como ajudar, não atrapalha’? Pois é. Antes de qualquer posicionamento em seu perfil, é importantíssimo você (ou a sua marca) se questionar sobre seu lugar de fala. Não se aproprie de causas alheias, não roube o protagonismo de quem domina o assunto e sabe do que está falando. 

Estude, informe-se, busque referências, procure entender. Enquanto você não dominar realmente a temática, abra espaço para que outras pessoas possam falar. E aprenda com elas! 

2 – Quando o tema não faz a menor diferença para o seu público

Eu sei, a Internet, às vezes, gera uma ansiedade na gente, criando em nós uma necessidade nociva de falar sobre tudo a toda hora, para estar em evidência. E isso pode te induzir ao erro. No desespero de se posicionar, você pode dar um tiro no próprio pé e ser obrigado a lidar com aquele sentimento de ‘eu poderia ter ficado calado’. 

Entenda: você não precisa falar sobre tudo e é prudente se calar de vez em quando. Nem todo assunto importa para seus clientes e seguidores. E há temas que não interferem em nada na decisão de compra dele, portanto, não gaste sua energia em vão.

‘E como eu sei quais temáticas são mais importantes para o meu público?’

A resposta é simples: interagindo com ele. Não fuja das conversas e interações e logo logo você vai saber tudo sobre as pessoas que interessam ao seu negócio.

3 – Quando você ainda é internamente mal resolvido em relação ao assunto

Se o teto é de vidro, por que atrair todos os olhares pra ele? Antes de reproduzir discursos vazios pelas redes sociais, em postagens lindas e empoderadas, resolva-se internamente. Sua comunicação e seus bastidores – processos internos, equipe e lógicas de consumo – precisam estar em consonância sempre. Não caia em contradição! 

Procure praticar o que você prega e só depois se posicione na web. Um bom posicionamento passa, inevitavelmente, pela coerência.

4 – Quando você, sinceramente, sabe que seu posicionamento é só pra ganhar likes

Não surfe numa onda que não é sua. As pessoas sabem quando você está se apropriando de um assunto só para se aproveitar dele e isso é leviano. Você não quer passar a imagem de uma marca desonesta, hipócrita e mentirosa para seus consumidores, não é?

Portanto, repense a ideia sempre que você, lá no fundo, tiver a consciência de que o seu posicionamento é apenas para ganhar likes e não para fazer alguma diferença no mundo.

 

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