Marcas, não soltem a mão de ninguém

Quem diria que a relação entre marcas e creators seria exposta a tantas provações, né?! Vínculos que, a priori, eram estritamente comerciais, tomaram outra proporção e hoje extrapolam os estímulos de venda, ganhando assim aspectos bem mais profundos. Se você já olhou pra um influencer e, imediatamente, lembrou de alguma marca, você talvez entenda o que eu estou falando.

Mas na mesma medida em que essas parcerias têm um bocado de paixão, lealdade, transparência e, em alguns casos, até amor, impossível negar que há também objetivos muito claros de popularidade, nutrição de leads, vendas, aumento de lucro, entre outros. E não são poucos aqueles que, nos últimos anos, usufruíram (e bastante!) dos benefícios que o Marketing de Influência pode gerar: atraindo novos seguidores, prospects e clientes para seus perfis e pontos de vendas. Você é um? Então é contigo que eu estou falando.

Hoje, diante de uma pandemia avassaladora, que tem surpreendido e arrasado com os planos de milhões de pessoas, a conexão marca/creator é posta à prova mais uma vez e minhas reflexões passam justamente por este ponto: quanto de esforço a sua marca – e me refiro aqui a marcas grandes, com condições mesmo em meio à crise – tem demandado pra não desamparar criadores de conteúdo que outrora lhe deram ótimos retornos e geraram um valor absurdo para o seu negócio? Em meio ao caos, você tem olhado para os lados e amparado seus parceiros? 

Porque afinal, todo relacionamento não passa disto: um amontoado de altos e baixos, onde as partes se ajustam e se amparam de acordo com a realidade, procede? E, infelizmente, a realidade hoje é um caos gigantesco, capaz de destruir o negócio e o sustento de muitos, que sem ter de onde tirar, podem não conseguir sustentar nem a si nem as suas famílias.

E veja, não estou aqui tentando amenizar nenhum dano. Tem sido difícil e obscuro, sim. Mas pra todos. Sei de empresas que mal estão conseguindo manter seus funcionários… Não é com vocês que eu estou falando. A reflexão, pelo contrário, é bem mais sobre cooperação; contribuições mútuas; parcerias; e reciprocidade. Na saúde, na doença, na riqueza, na pobreza, até que, bem, o resto vocês sabem… 

É desabafo e pedido, em nome de milhares de pessoas autônomas que fazem das suas redes vitrines para produtos e serviços como os seus; em nome de diversos profissionais que nunca hesitaram em criar estratégias para potencializar o negócio de terceiros; e de criadores de conteúdos cuja única fonte de renda é sua rede social. É menos em meu nome, já que consigo monetizar de outras maneiras desde sempre, mas em nome de um mercado que teme o abandono.

Possibilidades para amenizar os prejuízos há. Desde que não haja conexões oportunistas nem publiposts descolados da realidade, afinal estamos atravessando uma quarentena e isto não pode ser omitido. Desde que haja disponibilidade para conversar e construir conjuntamente. Que seja só mais uma fase. Que tudo passe já. E que mesmo evitando o contato, ninguém solte a mão de ninguém! 

Grandes marcas, não abandonem seus creators! E não preciso nem dizer, né?! Creators, não abandonem as marcas pequenas que sempre acreditaram no trabalho de vocês. Somos uma coisa só. Vamos todos juntos!

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Dicas para aperfeiçoar suas LIVES

Em tempos de #coronavirus, as lives têm sido um ótimo passatempo pra muitos seguidores e mais uma oportunidade de produtores de conteúdo e marcas se conectarem mais intimamente com suas audiências no Instagram. ⁣

É lindo ver creators se disponibilizando a entreter, inspirar, informar e educar seus públicos por meio de conteúdos ao vivo. Caso tenhas interesse em fazer o mesmo, a hora é agora. Te dou algumas dicas pra otimizar ainda mais a tua live!⁣

✔️ Prepare a audiência | Não surja do nada, você pode pegar sua audiência desprevenida. Combine dia e horário previamente e compartilhe a data marcada com seus seguidores⁣

✔️ Teste a conexão | Minutos antes de começar a live, veja como está a sua internet – reinicie, se necessário -, pra que a qualidade da sua live se mantenha boa até o fim⁣

✔️ Fixe horários | A própria rede comunica sua base quando sua live começa, então espere os seguidores e fique ao vivo por, pelo menos, 10 minutos. Menos que isso, melhor fazer stories e/ou IGTV, né?⁣

✔️ Faça roteiro | Não deixe sua live solta. Defina bem o tema e os tópicos a serem discutidos, pra que a conversa não caia na monotonia e isto cause tédio nos seguidores⁣

✔️ Interaja | Roteiro é bom, mas deixe espaço para a interação. É pra isso que as pessoas também acessam sua live: pra conversar e trocar ideias. Portanto, leia os comentários e responda perguntas eventuais. ⁣

Estou no Instagram: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

15 insights sobre os STORIES

Foto: Ana Lu

Em 2019, a Squid, empresa de marketing de influência, coletou e observou mais de 2 milhões de stories no intuito de entender melhor o comportamento da audiência nesse recurso do Instagram. Algumas das principais conclusões acerca de volume, horários, dias e engajamentos eu reuni na lista abaixo.

1 – O engajamento nos stories não sofre diferenças significativas conforme o horário ou dia da semana no instagram. Ele depende muito mais da audiência do perfil;

2 – As maiores taxas de engajamento são encontradas nos perfis entre 5k e 30k seguidores;

3 – Influenciadores entre 18 e 25 anos engajam mais que influencers de outras faixas etárias;

4 – Segundas e terças, entre 18h e 21h, são os dias com maior número de publicações. Domingo é o menor!

5 – SP, RJ e BA são os estados brasileiros que mais postam stories;

6 – 23h é o horário com o maior número de impressões em quase todos os dias da semana, especialmente às sextas-feiras;

7 – Às quartas-feiras, o pico de visualizações ocorre entre 19h e 22h;

8 – Praticamente 3/4 de todos os conteúdos publicados nos stories são vídeos. Apesar disso, as fotos têm uma média de 25% mais engajamento do que um vídeo;

9 – Mas os vídeos costumam receber menos toques para pular o story do que as imagens;

10 – 92% das imagens nos stories recebem toque para passar pro próximo; já os vídeos, 83%;

11 – Numa sequência, há uma queda média de engajamento de até 30% a partir do quarto story;

12 – O pico de taxa de saída (quando abandonamos os stories do perfil) ocorre mais entre o primeiro e segundo story;

13 – Se o seu seguidor resistiu e chegou até o terceiro story, há grandes chances de ele assistir ao conteúdo até o fim;

14 – Os stories são o canal que mais se aproxima da vida real do influenciador e gera conexão com a sua comunidade;

15 – Os stories permitem que o creator seja mais criativo e gere conversas a partir da gama de ferramentas que o recurso possui.

E por falar em stories, estou por lá também. | https://www.instagram.com/pettersonfarias/

#UmaDicaPorDia | Janeiro e Fevereiro

#UmaDicaPorDia é uma editoria dos meus stories. Nela, até o fim do ano, compartilharei 366 dicas práticas sobre Marketing Digital. E aqui no blog, a cada dois meses, um resumo destas dicas pra facilitar a vida de quem precisa delas.

Abaixo, 15 dicas de janeiro e fevereiro. Pra acompanhar diariamente, só seguir: @pettersonfarias 

1 – Recicle conteúdos antigos

Ei, é perfeitamente aceitável (e a gente até incentiva) reciclar conteúdos antigos, viu?! Não caia nessa de que não se deve reaproveitar postagens… besteira!

Explore, sim, a mesma temática, o mesmo conteúdo em diversos formatos, plataformas e redes sociais. Só assim você vai atingir públicos diferentes e cada vez maiores em momentos diferentes.

2 – Squid para influenciadores

Squid é uma plataforma que conecta creators e marcas, garimpando, filtrando, gerenciando e mensurando trabalhos de Marketing de Influência. Se você é um criador de conteúdos digitais e tem dificuldade para acessar grandes marcas, empresas nacionais, você pode se cadastrar, selecionar as temáticas que aborda nas suas redes e aguardar propostas de marcas interessadas em perfis iguais ao seu. Simples assim!

Acesse: https://app.squidit.com.br

3 – Mostre seu ponto de venda

Use suas redes a seu favor e poste hoje mesmo no feed, nos stories, IGTV e/ou nos destaques seu pdv, sua fachada, salão, interior de loja, estacionamento e todos os espaços físicos do seu negócio. É frustrante para consumidores acostumados a buscar informações na Internet não encontrar dados suficientes para tomar suas decisões de compra.

Entenda de uma vez por todas: as pessoas não têm a obrigação de saber onde você está e é seu dever orientá-las como chegar, tá?!

4 – Datas comemorativas

Datas comemorativas são ótimas abordagens para você conversar de igual pra igual com as pessoas nas redes e estreitar ainda mais seus laços com os consumidores. Portanto, mapeie datas relacionadas ao seu negócio e produza conteúdos sobre elas. Mostre para seus clientes que você tem timing e sabe conversar sobre outras temáticas, ao invés de falar somente sobre seus produtos e serviços.

Mas ó, faça isso de modo criativo. Se for só pra desejar feliz dia, por meio de postagens clichês e desinteressantes, melhor nem fazer.

5 – Curadoria de Conteúdo

Rede Social é compartilhar. Então compartilhe o que é do outro também! Assimile a ideia de que seu conteúdo não é o único interessante na Internet. E é elegante, gentil e generoso dividir com seu público postagens de outras empresas, creators e até (por que não?) da concorrência. Se gostou, não guarde pra si.

Mas, claro, tenha coerência: só compartilhe conteúdos relacionados ao seu negócio e ao seu público.

6 – Compartilhe o que você sabe e as pessoas comprarão o que você vende

Esta é uma boa forma de mostrar ao público o que você tem a oferecer comercialmente, mas de modo sutil, sem ser invasivo e sem pesar a mão. Funciona, mais ou menos, como a amostra grátis no supermercado: ofereça algo de graça para que saibam que você existe, para mostrar porque você é melhor que a concorrência, para despertar o interesse e, por fim, gerar vendas. Já superamos a era da propaganda pela propaganda, em que discursos de autoafirmação, regados a muuuuuitos autoelogios, fisgavam as pessoas. Desacreditamos dessas abordagens, porque o tempo nos provou que muitas marcas, nesse processo, mentiram descaradamente, disfarçaram suas mazelas e nos enganaram. Hoje, se você quer ser visto como o melhor e o maior, como o mais gostoso e mais incrível, vai ter que provar!

O que te faz achar que chama mais atenção postagens insistentes sobre preços, liquidações e queimas de estoque do que conteúdos sobre os valores da marca, seus posicionamentos acerca de causas sociais importantes, dia a dia, memes (por que não?), dicas e informações que podem melhorar ainda mais a minha experiência com produto X e/ou serviço Y?

Claro, há espaço para tudo! Mas se você está propenso a entregar apenas propaganda na timeline alheia, sinto muito, vai continuar falando sozinho. Porque você não se colocou no lugar do consumidor nem sequer perguntou a ele o que ele gosta de consumir na web. Porque você só pensa no próprio umbigo. Porque você é um spam. Putz, você não entendeu nada da brincadeira. Volte dez casas e recomece o jogo!

Antes de enxergar Facebook, Instagram, Twitter ou qualquer outra rede como mero espaço de vendas, onde seu único esforço é impactar pessoas com publicidade, entenda a Internet como plataforma de DIÁLOGO, em que a audiência está muito mais interessada em se entreter, informar-se, educar-se e inspirar-se. Proporcione isso! Seus seguidores naturalmente, em contrapartida, se interessarão pelo que você tem a dizer e vender.

7 – Alcance e Impressões

Alcance: número de contas únicas que viram suas publicações num intervalo de tempo;
Impressões: total de vezes que essas contas únicas viram suas publicações num intervalo de tempo;

Exemplo: nesta semana, meu pai, meu irmão e minha namorada viram minhas publicações, logo, alcancei 3 pessoas.
Cada uma delas viu um post meu no feed e dois stories, logo, tive 9 impressões.

8 – Fale o óbvio

Embora você ache, nem todo mundo sabe o que você sabe, faz e vende. E é seu papel ensinar, informar e educar o público. Portanto, não tenha medo de falar o óbvio. Facilite a vida de quem usa as redes sociais para aprender e agregue valor ao seu negócio a partir de conteúdos consistentes, didáticos e relevantes. Só assim, seu público vai entender e valorizar ainda mais seu produto/serviço e enxergar a importância de consumi-lo. 

9 – Peça licença antes de entrar no whatsapp

E por falar em óbvio: lembre-se, é extremamente mal educado enviar mensagens sem pedir permissão no WhatsApp. Não importa se é fã, cliente ou seguidor, não se comporte como SPAM. Antes de entrar, peça licença!

10 – Economize o ENTER no WhatsApp

Ainda sobre Whatsapp: se a pessoa permitiu que você envie mensagens, ao fazer isto, sempre escreva tudo o que você tem pra dizer e só depois envie. Economize o ENTER, por favor! Não seja aquela pessoa/marca chata que dá ENTER a cada palavra digitada. Ninguém gosta de receber mil notificações, ainda mais quando a mensagem se resume a

‘Oi
Tudo
Bem
?’

11 – Recebido é aposta

Recebidinho é bom e (quase) todo influenciador gosta, né?! Mas mimos não são contratos e quem recebe tem o direito de escolha entre postar ou não. Se compartilhou, ótimo, ponto pra marca. Se não publicou, vida que segue. Vivo brincando, expondo e tocando na ferida de produtores de conteúdo irresponsáveis com o mercado, mas, por outro lado, há diversas empresas conduzindo o relacionamento com esses profissionais de maneira desordenada, sem se dar conta de que há regras e deveres em ambas as partes. 

É possível profissionalizar, minimamente, essa relação a partir do entendimento de que: se eu não contratei ou acertei algo previamente com o influenciador, eu não posso cobrar dele postagem, engajamento e alcance.

 Pouco se pratica esse senso de justiça: de que não devem estar em ponto de igualdade uma marca que se relaciona profundamente com o creator, por anos às vezes, e paga pelo espaço em seu perfil; e outra marca que mal subiu no ônibus, já quer sentar na janela. ‘Mas é só um presentinho’. Não é. É, sim, um investimento de marca por ela saber que pode ganhar visibilidade em troca de um recebido. Porém, que ao praticar essa relação, as empresas entendam que todo influenciador é uma mídia e para ter espaço nela, o buraco é mais embaixo, há acordos, negociações e contratos envolvidos. Muito se fala da banalização de maus comportamentos de alguns influenciadores digitais, mas é preciso falar também de marcas que se acham no direito de colocar preço no trabalho alheio e menosprezar o serviço de gente que, muitas vezes, vive do que posta nas redes sociais.

12 – Identifique seu publipost!

Resista à tentação e aos pedidos de marcas que querem publis mais ‘sutis’, fazendo com que você minta pra sua audiência, fingindo que aquilo foi uma manifestação espontânea, do nada, quando, na verdade, você tem um acordo e um contrato com a empresa.

Sua credibilidade é o seu maior trunfo. Perdê-la por mentira não é uma boa ideia. De acordo com uma pesquisa da Qualibest, de 2019, 78% dos consumidores que seguem influenciadores acham importante sinalizar publipost, por meio de uma hashtag ou algo do tipo. Seja transparente e não pise na bola!

13 – Floodar e Flopar

Floodar: significa postar demais; encher a timeline, o feed, os stories, as redes alheias de informações repetitivas, irrelevantes, enchendo a paciência de todo mundo;
Flopar: ter insucesso, postar algo e alcançar poucas pessoas, não engajar, dar muito errado;

14 – Ouça seus funcionários

O que sua equipe tem pra dizer? Se não sabe, pare pra ouvi-la agora!

Seus funcionários são fontes riquíssimas de informações, que podem te dar insights e ideias para futuros conteúdos. São eles que se relacionam diariamente com seus consumidores e clientes em potencial, lidando com desejos, necessidades, insatisfações e vontades diversos. 

Uma vez por dia, por semana ou por mês, converse com seus colaboradores. Crie grupo no Facebook, no WhatsApp… Estabeleça formas diferentes de escuta, mas jamais deixe de ouvir o que eles têm pra falar. Seu conteúdo agradece!

15 – Tenha paciência

Pouca gente te diz isso, mas trabalho nas redes sociais precisa de paciência. Internet é sobre relacionamento. E toda relação precisa de tempo. Ninguém dá match no Tinder num dia e se casa no dia seguinte, entre um momento e outro, há muita coisa pra acontecer.

Assim é produzir conteúdos e se relacionar com o público na web. Esteja disposto a entregar postagens criativas, a conhecer e ouvir seu público, atendendo suas necessidades e desejos pelo tempo que for que uma hora a coisa vinga, acredita em mim!

Te espero nos stories com mais dicas.
Até lá!
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Creators: o que as marcas esperam deles

Visitando a sede do Facebook

E a carinha de felicidade?

Aprendizados, networking, co-criação e muita cerveja gelada em dois dias de imersão. Foi isso que a Itaipava ofereceu pra 13 creators de diversas capitais brasileiras nesta semana, em São Paulo. E entre os escolhidos, euzinho aqui, muito Miss Pará (OBRIGADA, MEU DEUS!). A marca tem buscado se afinar cada vez mais com as regionalidades e sutilezas do Brasil, descobrindo os mais diferentes verões de norte a sul e nós fomos lá dar a nossa contribuição.

O primeiro dia foi na base do Youpix. A Thaís Mara falou sobre as melhores formas de nós nos relacionarmos com grandes e pequenas marcas; depois cada um teve 1h30 para desenvolver um projeto que aliasse cerveja, verão e a sua região; e apenas quatro minutos para defendê-lo para a Itaipava.

Partiu Pará, Itaipava?!

No segundo dia, visitamos a sede do Facebook , pra conversarmos sobre os números e expertises das suas redes sociais no Brasil; e aprendermos diversas técnicas no Instagram Stories School. Após o almoço, fomos ao coletivo de fotógrafos I Hate Flash, pra ouvirmos especialistas falarem sobre Influência Digital; técnicas para produzirmos stories; e até sobre a importância da luz.

Foram dias incríveis de trocas, discussões, conscientização do nosso próprio papel dentro desse mercado e, sobretudo, de entendimento do quão necessário é seguir gerando conteúdos que dizem respeito às nossas verdades e a tudo que nos rodeia. Ninguém fala melhor do nosso lugar do que a gente mesmo. E é justamente esse conteúdo autêntico que as marcas têm procurado, não aqueles que se assemelham a tudo que já foi visto por aí. Obrigado demais a Itaipava por confiar no meu trabalho e me fazer um convitezão desse, bicho! ❤

Óbvio que eu jamais guardaria os insights dessa imersão somente pra mim. Abaixo, compartilho alguns deles com vocês:

1 – Seja creator, mas seja real! As pessoas acompanham Influenciadores Digitais como quem acompanha uma novela e querem trama, drama, episódios cativantes. O mercado e os seguidores têm exigido narrativas humanas e histórias verdadeiras, capazes de criar laços e afinidades. E nesse contexto, qual tem sido o seu roteiro? Você se vulnerabiliza, é transparente? Seus conteúdos contam histórias, têm altos e baixos, perrengues e finais felizes? Eles mostram quem realmente você é ou você ainda se esconde atrás de cortes, filtros e ângulos perfeitos?

2 – Entenda o que você representa! Você é autoridade em que assunto? Quando falam de você, as pessoas lembram de quê? Em que nichos, grupos, comunidades você está inserido? Influenciadores influenciam porque são porta-vozes de tudo aquilo que as pessoas adorariam dizer. E o que você tem dito por aí? Se uma marca te procura, é exatamente por tudo aquilo que você defende, acredita e representa na Internet. Tenha essa consciência e seja fiel a esse seu mundo;

3 – Valorize-se! Todo creator é, necessariamente, um agente transformador desse universo digital. E em um mercado tão novo, fluido e dinâmico como esse, é ele quem também determina suas diretrizes, regras, preços e valores. Portanto, se você não é o primeiro a acreditar no valor (falo de grana mesmo) do seu trabalho, não espere isso de ninguém. Saiba quanto custa seus processos, entenda sua posição no mercado local e global e nunca se desvalorize;

4 – Entenda de uma vez por todas o que é conteúdo! Quando descobrimos que conteúdo relevante nas redes sociais é muito mais sobre o outro do que sobre a gente, finalmente caminhamos pra um trabalho mais consistente e preciso. Falo disso e não é de hoje: só leve adiante um post, vídeo ou texto se ele for útil a alguém. Se alimentar apenas o seu ego, não espere nada dele. 4 verbinhos podem te ajudar a entender se você está no caminho certo: conteúdo bom tem que ENTRETER (fazer sorrir ou emocionar), INSPIRAR, INFORMAR e/ou EDUCAR;

5 – Não tenha medo de conversar com as marcas. Se elas te procuraram, é porque acreditam no teu trabalho. Então não se acanhe. Converse, proponha, corrija, negue quando necessário, mostre como você trabalha, não aceite qualquer coisa, aponte caminhos e construa conjuntamente. Quando marcas decidem por você como deve ser o seu conteúdo, as chances de ele dar certo são quase nulas;

6 – Google na marca! Sei que o deslumbre é real quando grandes marcas procuram creators para possíveis parcerias, mas antes de topar qualquer trabalho, faça o mesmo que elas: stalkeie! Vá bisbilhotar o histórico, os ideais, a comunicação, os bastidores da empresa, pra saber se vocês estão alinhados. Não feche nada sem antes saber se vocês acreditam nas mesmas coisas e estão afinados no mesmo discurso. Fazendo isso, você minimiza ruídos e elimina consideravelmente as possibilidades de erros durante a caminhada;

7 – Não deixe nada nas entrelinhas. Você e a marca deram MATCH? Ui, que delícia. Mas cuidado! Não se deixe levar pela empolgação e preste muita atenção em todos os itens do acordo. Mesmo que algo pareça subentendido, fale, deixe escrito, pra que lá na frente você não seja cobrado por algo que não prometeu. Proponha, leia e assine contratos, registre conversas por e-mails e se respalde;

8 – Não se frustre! Hum… O flerte foi demorado, mas o match não rolou. Fica triste, não, boba! Levante essa cabeça e parta pra outra. Situações assim vão acontecer sempre, o que não quer dizer que o seu trabalho é melhor ou pior do que o do outro. Siga produzindo seus conteúdos e esteja sempre aberto, que uma hora rola!
E outra coisa: seja paciente! Quanto maior a marca, mais demorados são os processos e negociações. Bons trabalhos exigem planejamento e, às vezes, a construção de uma parceria pode levar meses mesmo, não se assuste!

9 – Não tenha preguiça de explicar o seu trabalho. É maravilhoso quando a gente tem a consciência do valor do nosso trabalho, mas sempre que for necessário repetir a importância dele pra alguém, não se recuse, ninguém é obrigado a saber. Respire fundo e diga mais uma vez o que você faz, como faz e por que o que você faz é tão valioso assim;

10 – Acredite nos STORIES! O Facebook enquanto companhia tem apostado demais no Instagram e os STORIES já em 2017 quase equiparou o seu alcance ao do FEED, portanto, é preciso dar atenção especial aos conteúdos de até 15 segundos. Na palestra que assistimos, o atendimento do Facebook reforçou as principais forças dos stories: tempo real; sem filtro; e divertido. Você tem explorado essas forças? Enquanto as postagens no feed são aquelas do ‘momento especial, a coisa mais importante do seu dia’, nos stories as pessoas querem ver os bastidores e acompanhar sua vida como num grande pay-per-view. Dê isso a elas (claro, sem trair os seus limites e a sua privacidade);
E fique esperto! As pessoas têm associado o Instagram a quatro importantes atributos: ENTUSIASMO, CRIATIVIDADE, VISUALMENTE BONITO e CONTEÚDO AUTÊNTICO. Seja amigo desses atributos!

11 – ALCANCE, ENGAJAMENTO e QUALIDADE. Esses três indicadores andam juntos e super importam na hora de você mensurar o seu trabalho para vendê-lo para as marcas. Enquanto que o alcance corresponde ao número total de pessoas (contas únicas) que viram qualquer uma das suas publicações, o engajamento diz respeito ao número de vezes em que essas contas interagiram com seus conteúdos, por meio de likes, comentários, compartilhamentos, retuítes, entre outros. Já a qualidade é sobre o engajamento que interessa de fato pra empresa que te contrata, porque muitas vezes o seu publipost pode ter um número enorme de comentários, mas nenhum deles estar direcionado à marca e isso precisa ser corrigido. Você estuda esses indicadores? Como vai a sua mensuração? Você alimenta, minimamente, uma planilha com esses números pra fins comparativos? Que tal começar hoje?

12 – Tenha paciência! Não deixe o seu desespero por grana, publiposts e fama ser maior que o interesse em se relacionar com as pessoas que te seguem. Esse é o bem mais valioso que deve ser preservado, porque é o que vai te proporcionar engajamento e visibilidade reais. Mantenha-se fiel ao seu conteúdo e, como diria o filósofo, deixa acontecer naturalmente. ❤

 

Valeu, Itaipava!