Rede Social é mais sobre dar do que receber

Compartilhar o que você sabe nas redes sociais é também uma forma de mostrar ao público o que você tem a oferecer comercialmente, mas de modo sutil, sem ser invasivo e sem pesar a mão. Funciona, mais ou menos, como a amostra grátis no supermercado: ofereça algo de graça para que saibam que você existe, para mostrar porque você é melhor que a concorrência, para despertar o interesse e, por fim, gerar vendas. Já superamos a era da propaganda pela propaganda, em que discursos de autoafirmação, regados a muuuuuitos autoelogios, fisgavam as pessoas. Desacreditamos dessas abordagens, porque o tempo nos provou que muitas marcas, nesse processo, mentiram descaradamente, disfarçaram suas mazelas e nos enganaram. Hoje, se você quer ser visto como o melhor e o maior, como o mais gostoso e mais incrível, vai ter que provar!

Não à toa, o Marketing de Conteúdo – essa prática de dar algo antes de pedir, de doar antes de vender, que a web tanto ama – é também conhecido como marketing da gentileza, porque nele, egoístas não sobrevivem. Se você não está disposto a TROCAR, jamais te darão importância. Aquela lógica antiga de empresas estabelecendo relações meramente comerciais com seu público não existe mais. As redes sociais nos deram a oportunidade de atingir outras camadas, ir mais a fundo em nossas conexões, e quem continua na superfície, com medo de se molhar, não é visto, não se destaca e não usufrui dos benefícios de um relacionamento genuíno, verdadeiro e consistente.

O que te faz achar que chama mais atenção postagens insistentes sobre preços, liquidações e queimas de estoque do que conteúdos sobre os valores da marca, seus posicionamentos acerca de causas sociais importantes, dia a dia, memes (por que não?), dicas e informações que podem melhorar ainda mais a minha experiência com produto X e/ou serviço Y? 

Importante dizer: há espaço para tudo! Mas se você está propenso a entregar apenas propaganda na timeline alheia, sinto muito, vai continuar falando sozinho. Porque você não se colocou no lugar do consumidor nem sequer perguntou a ele o que ele gosta de consumir na web. Porque você só pensa no próprio umbigo. Porque você é um spam. Putz, você não entendeu nada da brincadeira. Volte dez casas e recomece o jogo!

Antes de enxergar Facebook, Instagram, Twitter ou qualquer outra rede como mero espaço de vendas, onde seu único esforço é impactar pessoas com publicidade, entenda a Internet como plataforma de DIÁLOGO, em que a audiência está muito mais interessada em se entreter, informar-se, educar-se e inspirar-se. Proporcione isso! Seus seguidores naturalmente, em contrapartida, se interessarão pelo que você tem a dizer e vender. 

Dentro da sua realidade (como empresa ou creator), elenque temáticas, paixões e experiências que podem ser úteis ao outro e transforme tudo em conteúdos digitais excelentes. Entregue o seu melhor, sem medo de ser copiado pela concorrência ou de lucrar menos porque entregou algo de graça. O resultado é incrível! Soe interessante e despretensioso e pare de sufocar as pessoas com estímulos de comunicação que só deixam mais claro seu desespero por lucros e nada mais. Do contrário, você vai continuar afastando seu público por ele não se sentir valorizado dentro da sua estratégia. ’Só me chamou pra sair porque tá a fim de me comer, quando o que eu quero é envolvimento, paixão e relacionamento sério’. Sim, consumidores pensam assim. Sim, consumidores atuais (nós, no caso) são egocêntricos, mimados, apaixonados, carentes, fiéis e se sentem donos das marcas que eles gostam. E se você não devolve esse envolvimento na mesma medida, como num namoro que esfriou, ele parte pra outra.

 

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O que esperamos das marcas nas redes sociais?

Em qualquer esforço de comunicação digital, atirar no escuro ou apenas seguir o fluxo sem refletir sobre o que está sendo entregue ao público pode ser muito prejudicial. Internet não é bagunça e você precisa, minimamente, entender o que seus seguidores esperam de você enquanto marca. 

Foto: Tereza & Aryanne

Algumas dessas expectativas que nós, enquanto consumidores, temos, eu compartilho aqui com vocês.

1 – Relacionamentos e afetos

Entre nas redes sociais para criar relacionamentos e trocar afetos. Ok, talvez soe piegas isso, mas o resultado é real. Grande parte do baixo engajamento das marcas na web se deve ao fato de que elas se preocupam bem mais com a propaganda dos seus produtos e serviços e pouco se dispõem a se relacionar profundamente com seus seguidores e clientes.

Empresas centradas somente em si, que não olham para os lados, não falam na língua dos consumidores, não conversam e usam seus perfis somente para exposição dos seus negócios ainda precisam aprender muito para, de fato, engajar e atingir seus objetivos na Internet.

> Crie diálogos: não adianta você ter a postagem mais bonita se você não responde comentários, só manda coraçãozinho no direct, ignora inbox e e-mail e segue falando sozinho achando que essa é a melhor estratégia. Seguidores gostam de se sentir valorizados, fazendo parte da comunicação da marca. Se possível, enquanto conversa, chame as pessoas pelo nome!

> Acredite nas entrelinhas: seu interesse ao entrar numa rede social pode ser gerar vendas, bater metas, aumentar lucros, mas jamais transfira esse seu desejo (ou desespero em alguns casos) para quem te segue. As pessoas não acessam Facebook, Instagram, Youtube, por exemplo, para serem impactadas por publicidade. Portanto, entenda sua estratégia na rede como um jogo de sedução, em que, pra conquistar alguém, você não precisa a todo instante reafirmar seu intuito comercial. Venda de forma invisível, seja criativo, interessante, pertinente, atenda necessidades e desejos dos seguidores, compartilhe expertises, responda perguntas. Só assim eles vão se interessar pelo conteúdo que você entrega e, quem sabe, dar ‘Match’ com seus produtos e serviços.

Você pode compartilhar curiosidades do seu universo como o Jardim da Saudade

Ou compartilhar as melhores coxinhas da cidade como os meninos da @macucotv

Ou ajudar suas noivinhas com dicas sobre orçamento como faz o @mia.decor

> Não mendigue atenção: ‘me curta, comente meus posts, compartilhe meu vídeo’. Abordar individualmente as pessoas assim é muito chato e pra uma marca pode pegar muito mal. Suas postagens terão sempre o alcance que merecem ter. Se as pessoas não interagiram com elas, é porque não foram suficientemente interessantes. Então antes de pedir likes, comentários e compartilhamentos, reveja sua estratégia e seja mais criativo nos conteúdos futuros.

É óbvio que você pode direcionar esse seu pedido para um público amplo (como faço no final desse post), sem problema algum. Só não constranja INDIVIDUALMENTE as pessoas, para que elas não se sintam coagidas a interagirem com algo que elas não gostaram.

> Dê antes de receber: Marketing de Conteúdo é, em suma, entender essa lógica e entregar ao público postagens e temáticas que, dialoguem com o universo da sua marca, mas que, sobretudo, respondam e atendam perguntas, necessidades e desejos de alguém. Preocupe-se sempre em ser útil, entretendo, informando, inspirando e/ou educando. Fazendo isso, naturalmente seus seguidores vão se interessar pelo que você tem a oferecer.

Você pode compartilhar caseirices como faz @acasacomoelae

Ou brincar com o universo das séries como faz a doceria @take1doceria

E até abordar temáticas mais sérias como o perfil @todxsbrasil

2 – Discursos mais profundos

E dentro dessa lógica de Marketing de Conteúdo, você deve estar se perguntando: se não for pra falar de mim, do meu produto, da minha marca, o que sobra? Sobra tudo, sobra o mundo. Negócios que se permitem sair do protagonismo e usam suas redes sociais como plataformas para discursos profundos, causas sociais, temáticas importantes, têm chances maiores de se destacar.

Então a partir do relacionamento que você deve construir com seu público, descubra sobre o que ele está falando naquele momento; entenda suas visões de mundo; seus ideais; seus estilos de vida; suas agonias, expectativas, interesses; e fale sobre cada um deles. 

É impossível generalizar a noção do que é um conteúdo interessante, porque isso varia bastante. Internet é feita de nichos, comunidades e cada um com interesses diversos. Por isso, é seu papel, a partir de conversações, entender o que é pertinente para o seu público. 

De repente, seus seguidores querem ver você se posicionar sobre causas específicas, como o feminismo, diversidade e/ou tolerância religiosa. Talvez não, de repente, eles querem saber o que você acha da causa animal, da causa amazônida, da sua consciência ambiental. Em algumas situações, você pode fisgar esse público dialogando sobre indígenas, nordestinos, crianças, idosos, entre outros.

Mas vale uma ressalva: fale sobre assuntos que você tenha conhecimento, que você domina e pratica no mercado. ‘Surfar na onda’ sem praticar o que você está propagando aos quatro cantos, pode ser um tiro no pé e afundar o seu negócio. Não seja oportunista, estamos de olho!

3 – Acesso à informação

Facilite a vida dos seus consumidores. Não seja um mistério, não torne suas informações uma caça ao tesouro. Seu produto, seu serviço, seu preço, sua localização não são o Santo Graal, portanto, compartilhe! 

Lembre-se sempre: nós estamos lidando com pessoas sem tempo e, às vezes, é necessário pouco menos de um segundo pra fisgar a atenção delas. Se você não democratiza aquilo que o público quer saber, sua concorrência pode entregar o que ele quer e roubar toda sua clientela. 

> Quanto custa: a não ser que políticas internas da empresa te proíbam, compartilhe seu preço. Qual o problema em dizer que seu prato custa 25 reais ou a sua saia custa 45?

> Geolocalização: compartilhe o seu endereço, porque ninguém é obrigado a saber onde seu ponto de venda está localizado;

> Horário de Funcionamento: deixe na sua bio seus horários; comunique em postagens, quando houver qualquer mudança no seu funcionamento, seus horários especiais no final de semana e no feriado, etc.;

4 – Consistência

Marca que entra quando quer nas redes sociais, faz uma postagem hoje e outra só daqui a 3 meses, jamais vai engajar. A internet também pede consistência, assiduidade. Planeje-se para cumprir o que você prometeu. Não importa se um vídeo por mês, um artigo por semana ou dois stories por dia, só não caia em descrédito traindo a expectativa do público que espera pelos seus conteúdos.

Além disso, viva a sua timeline: assista, interaja. Desse olhar frequente, você pode obter diversos insights e entregar material mais assertivo para os seus seguidores.

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Meus livros preferidos de 2018

Entre altos e baixos, no ano passado, o saldo foi de 25 obras lidas: de leituras sobre Marketing e Comunicação Digital, minhas profissões, a diversos autores inéditos que foram ótimas surpresas pra mim. Entre eles, escolhi meus cinco livros preferidos. O mais legal de tudo: ainda não tinha lido nenhum destes autores da lista antes de 2018. 

Os livros que li em 2018. Falei de cada um deles no Cacos Metafóricos

1 – Um Milhão de Finais Felizes – Vitor Martins

‘Eu te amo e tenho certeza de que, mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro’. Ah, cacete! Mais uma daquelas frases que mexem demais com a gente! Eu amei esse livro do @vitormrtns, assim como Quinze Dias, sua primeira obra, porque neles a gente se enxerga, neles, o autor fala de nós: gays brasileiros fora do padrão e viciados em memes de Internet. AAAAA

A história de amor do Jonas e Arthur, o Barba Ruiva, é boa do início ao fim. E mesmo aparentando ser, num primeiro olhar, mais um desses romances juvenis água com açúcar, ele aborda diversos temas delicados e muito necessários, como a relação entre homossexualidade, família e religião. Livrão, sim! E eu terminei apaixonado pelo casal, quase stalkeio os dois no Instagram pra propor um poliamor, aí lembrei que eram só personagens. 😦 Que alegria ter Vitor Martins entre nós. Que venham outros finais felizes por aí!

2 – Quem Tem Medo do Feminismo Negro? – Djamila Ribeiro

E aí, quem tem medo? Que livro mais necessário esse, hein?! Uma obra que escancara duas grandes doenças da nossa sociedade, o Machismo e o Racismo, e traz à tona diversas discussões, como o próprio Feminismo que, segundo ela, durante muito tempo invisibilizou a luta da mulher negra; e o uso de termos que a gente segue reproduzindo sem nem perceber que eles carregam consigo uma lógica racista. MULATA, por exemplo, que significa uma mistura imprópria, que não deveria existir, e se referia, lá atrás, a bebês nascidos com a pele mais clara por conta da mistura entre a escrava e o senhor do engenho. É uma leitura que indico demais, sobretudo pra você que não se acha racista, mas não entende muitas das dificuldades que as mulheres negras passam. ‘Quem tem medo do feminismo negro?’ é pra ler de peito aberto, sem medo, mesmo que você se depare com alguma atitude racista relatada e que você, infelizmente, ainda reproduz. Viva @djamilaribeiro1!

3 – 1984 – George Orwell

E aí que, justo num ano político complicado para o Brasil, eu resolvi ler 1984 e desgraçar ainda mais meu juízo. Um livraço, inclusive. O protagonista vive sob um regime político de opressão, representado pela figura do Grande Irmão, o olho que tudo vê. Na Oceânia, pensar diferente é crime. Ser contrário, transgredir; esboçar alegria ou prazer, crime também; que pode levar uma pessoa à tortura e até à morte. George Orwell narra uma história longe de ser mera ficção, fala de exercícios de poder que já devastaram diversos povos e que ainda ameaçam sociedades como a nossa. É uma baita obra, vale muito a pena ler.

4 – Marketing de Conteúdo Épico – Joe Pulizzi

‘Os seus clientes não se preocupam com você, seus produtos ou seus serviços. Eles se preocupam consigo mesmos’. @joepulizzi, um especialista até então desconhecido pra mim, vai na ferida e explica os motivos que levam muitas marcas a fracassar nas redes sociais: pautadas na única preocupação de somente vender seus produtos, deixam de olhar pros lados, contar histórias e produzir conteúdos que impactem de fato a vida das pessoas. Bato nessa tecla há séculos e ele, nesse livro, atesta que ganha mais quem usa a Internet para produzir conteúdos relevantes e pertinentes, porque só assim conseguimos nos destacar na multidão. Ótima leitura, não dou nota máxima, porque, mais uma vez, por se tratar de uma obra sobre marketing digital, é normal que alguns conceitos envelheçam com o tempo. Mas super recomendo!

5 – Me Chame pelo Seu Nome – André Aciman

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Eu ainda estou impactado com esse livro do André Aciman. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’. Leiam, vocês não vão se arrepender!

LIVRO BÔNUS

Empreendedorismo para Subversivos – Facundo Guerra

Embora Facundo Guerra afirme que empreender seja uma ciência inexata, uma arte, um caminho e que cada um deve, sim, escrever sua história à sua maneira, o livro ‘Empreendedorismo para Subversivos’ abre a nossa mente para esse universo e desconstrói muito do que se propaga acerca de um empreendedor. Alguns dos aprendizados que levo pra vida depois dessa leitura são esses:

– O empreendedor sabe que existem outras grandezas além do dinheiro. O empresário nem suspeita disso;

– Não se posicionar sobre causas controversas pode ser o beijo da morte de uma marca. O discurso ‘nossas marcas não se posicionam politicamente’ não cola mais. Hoje os consumidores entendem que as corporações são grandes articuladoras de energias diversas e, sim, muitas vezes têm maior capacidade de mudar o seu entorno do que governos;

– Tenha um propósito: a razão que te faz empreender. Se fizer isso só para ser rico, suas chances são diminutas. Produza com propósito: para aumentar seu capital social, sua vaidade, busca por excelência, ego ou sentimento de grandeza, reputação, curiosidade, enfim, a lista é enorme!

– Empreenda no intuito de resolver um problema. Concentre seu foco e sua energia para solucionar um problema legítimo e não somente para desenvolver um alto grau de inovação por puro fetiche, como no refinar de um produto que não precisava, no final das contas, de refinamento algum;

– Saiba quando parar. Seu negócio foi criado com uma narrativa e qualquer narrativa precisa de um fim. Não acredite que seu negócio durará para sempre porque não vai durar. Seja maduro e planeje até onde ele pode ir.

Se você quiser acompanhar as minhas leituras, siga o Cacos Metafóricos também. Até o próximo post!

Seu engajamento está baixo porque você não interage

Com quedas constantes de alcance em redes como Facebook e Instagram, muita gente me pergunta o que fazer. ‘Tenho me empenhado nas postagens, com conteúdo interessante e material bem produzido, mas parece que não adianta, meu engajamento continua caindo’. E é aí que mora o erro. Porque produzir boas postagens não basta, amigos! Isso é apenas parte do processo, sempre foi. Rede Social foi feita para se relacionar, trocar, dar e receber. Se depois de ajeitar, organizar e melhorar o seu perfil ou o do seu cliente/marca, você não põe a cara no sol, de nada adianta. É preciso terminar o serviço, indo à timeline pra curtir, comentar, compartilhar, seguir e/ou retuitar conteúdos alheios. Só assim você vai ser visto!

O Facebook do Nubank é um bom exemplo de interação

Gerar bom conteúdo e ficar paradinho na sua é tipo você, quando quer conquistar alguém, vestir a melhor roupa, passar o melhor perfume, ficar impecável e… continuar trancado em casa. Se você não chama pra sair, o crush não vai te notar. E assim se comportam algumas marcas na Internet, por achar que produzem conteúdos excelentes (e produzem mesmo!), elas não se dão o trabalho de sair do seu cantinho pra interagir e se relacionar com outras marcas e pessoas. Ou seja, infelizmente, produzem conteúdos somente para patrão ver.

Que tal começar hoje mesmo a exercitar essas atitudes nas suas redes?

1 – Dê atenção ao Direct

As mensagens enviadas via direct, DM, inbox e messenger são meios importantíssimos de se abrir um canal de conversação com o seu público. Se você ignora isso, você se fecha para grandes chances de engajamento, crescimento, prospecção e vendas;

Não seja como esse perfil que responde em maio perguntas de fevereiro

2 – Curta o conteúdo alheio

Postar no seu feed é só 50% do trabalho. A outra metade é interagir com os conteúdos dos seus clientes, parceiros, concorrentes (por que não?). Não seja egoísta: reserve um tempo para isso e aja de forma orgânica e personalizada, sem automatizar esse contato que pode, inclusive, te ajudar a ter bons insights sobre o que seu seguidor busca nas redes. Se for apenas pra deixar (obrigado) coraçõezinhos ou fazer comentários genéricos, melhor nem se dar o trabalho;

3 – Stalkeie!

Stalkear é o famigerado ‘fuçar a vida alheia’, mas aqui isso pode ser feito de forma honesta e sadia. rs Só stalkeando você vai ampliar seus horizontes, conhecer mais o seu público e interagir com possíveis novos seguidores também. Ao stalkear e curtir, por exemplo, posts de uma pessoa (com o perfil aberto) no Instagram, você se mostra, diz que você existe e caso haja interesse, ela pode acessar seu perfil de volta e até mesmo te seguir;

4 – Assista aos stories

Não ignore esses conteúdos. Assista aos stories alheios; veja quais são os assuntos mais recorrentes; interaja, responda aos estímulos, participe das enquetes; e note como as pessoas estão criando vídeos de 15 segundos. Agindo assim, quando você for criar os seus, o processo criativo será bem menos doloroso;

Inclusive, estou sempre por lá, só clicar aqui e assistir

5 – Não negue informações

Os dados relacionados ao seu negócio não podem ser um mistério. Democratize a informação e torne mais fácil a vida de quem deseja consumir seus produtos e serviços. Informações como geolocalização, preços, contato e horário de funcionamento, por exemplo, não podem estar escondidas, elas precisam, pelo contrário, ser reforçadas e estarem acessíveis. Mas se mesmo assim as pessoas perguntarem o que já foi dito, não deixe-as no vácuo, responda!

6 –  Indique algo que você gostou

Assim como você ama ser curtido, comentado e compartilhado, as outras pessoas também amam. E quantas vezes você fez isso? Quantas vezes você já indicou um perfil legal, um vídeo bacana ou um post de um blog maneiro (não que eu esteja te induzindo a algo)? Experimente a generosidade! A pessoa que você indicar certamente vai ficar muito mais propensa a interagir com você e a compartilhar seus conteúdos também;

Veja a lista dos meus perfis paraenses preferidos no Instagram

7 – Dê atenção aos seus seguidores!

A gente deseja tanto conquistar seguidores, amigos e fãs, mas quando isso acontece, nada é feito para que essa relação se mantenha. A pior coisa que você pode fazer nas suas redes é negligenciar quem te segue. Mesmo que você não consiga seguir de volta todo mundo, retribua o carinho, stalkeie de vez em quando, chame pelo nome, curta suas postagens, responda comentários, conheça, converse e crie um relacionamento duradouro. Só assim você vai ter seguidores fiéis e dispostos a te defender, te amar e te ajudar a crescer.

O clássico reply da Netflix ❤

4 livros para entender Marketing e Comunicação Digital

Indicar literatura sobre comunicação digital é sempre um desafio. Com a velocidade que as dinâmicas e os processos se modificam nas redes sociais, as chances de o conteúdo do livro se defasar são muito altas. Mas estas obras seguem resistentes ao tempo e contribuindo muito para a construção da sua marca na Internet. Vale muito a pena lê-las! E, se possível, leiam, preferencialmente, na ordem abaixo.

A MARCA PÓS-MODERNA
Andrea Semprini

Li esse livro pela primeira vez em 2009, em meio ao desespero de se parir um TCC. E ele salvou minha vida. Andrea Semprini foi quem abriu meus olhos pra tudo que eu reconheceria na prática e no mercado anos mais tarde. Mesmo desconhecendo a importância da comunicação digital que aumentaria consideravelmente dali a alguns anos, o autor já falava sobre algo essencial a qualquer marca atual: bom discurso. Num mercado em que produtos se assemelham cada vez mais, você só se diferencia pelos seus discursos, pelos valores que você sustenta e pela imagem que você impregna na mente dos seus consumidores. Esse discurso, ele chama de ‘Mundo Possível’. Semprini acredita que quanto maior for a sua capacidade de desenvolver mundos possíveis sólidos e coerentes na sua comunicação, maior é a possibilidade de você estreitar laços e se tornar indispensável na vida dos seus consumidores.

MARKETING 4.0
Philip Kotler

Nesse livro, Philip Kotler fala de nós. Dos nossos anseios enquanto consumidores, seres humanos e cidadãos da internet (netzens). Vai na ferida de empresas e marcas que, ainda muito imersas no padrão antiquado de se promover, acabam por meter os pés pelas mãos ao se relacionar na contemporaneidade. Mesmo pra quem é leigo, não é um livro difícil de ler, repito: ele é sobre nós.

O autor rompe com a ideia equivocada de que o digital acabou com o tradicional: ele acredita na coexistência, no Marketing Onicanal, numa comunicação alinhada e uniforme, não focada apenas em vendas, mas, sobretudo, na conquista de seguidores apaixonados e consumidores fiéis.

MARKETING DE CONTEÚDO ÉPICO
Joe Pulizzi

‘Os seus clientes não se preocupam com você, seus produtos ou seus serviços. Eles se preocupam consigo mesmos’. Joe Pulizzi, um especialista até então desconhecido pra mim, explica os motivos que levam muitas marcas a fracassarem nas redes sociais: pautadas na preocupação única de vender seus produtos, deixam de olhar pros lados, contar histórias e produzir conteúdos que impactem de fato a vida das pessoas. Bato nessa tecla há séculos e ele, nesse livro, atesta que ganha mais visibilidade, notoriedade e engajamento quem usa a Internet para produzir conteúdos relevantes e pertinentes, só assim se consegue destaque em meio a multidão. Embora alguns pouquíssimos conceitos tenham envelhecido com o tempo, é uma ótima leitura. Recomendo!

EMPREENDEDORISMO PARA SUBVERSIVOS
Facundo Guerra

Embora Facundo Guerra afirme que empreender seja uma ciência inexata, uma arte, um caminho e que cada um deve, sim, escrever a sua história à sua maneira, o livro ‘Empreendedorismo para Subversivos’ abre a nossa mente para esse universo e desconstrói muito do que se propaga acerca de um empreendedor. Alguns dos aprendizados que levo pra vida depois dessa leitura são esses:

– O empreendedor sabe que existem outras grandezas além do dinheiro. O empresário nem suspeita disso;

– Não se posicionar sobre causas controversas pode ser o beijo da morte de uma marca. O discurso ‘minha marca não se posiciona politicamente’ não cola mais. Hoje os consumidores entendem que as corporações são grandes articuladoras de energias diversas e, sim, muitas vezes têm maior capacidade de mudar o seu entorno do que governos;

– Tenha um propósito: a razão que te faz empreender. Se fizer isso só para ser rico, suas chances são diminutas. Produza para aumentar seu capital social, sua vaidade, busca por excelência, ego ou sentimento de grandeza, reputação, curiosidade, enfim, a lista é enorme, mas não deixe de produzir com propósito;

– Empreenda no intuito de resolver um problema. Concentre seu foco e sua energia para solucionar um problema legítimo e não somente para desenvolver um alto grau de inovação por puro fetiche, como no refinar de um produto que não precisava, no final das contas, de refinamento algum;

– Saiba quando parar. Seu negócio foi criado com uma narrativa e qualquer narrativa precisa de um fim. Não acredite que seu negócio durará para sempre porque não vai durar. Seja maduro e planeje até onde ele pode ir.

 

Para mais dicas sobre literatura, siga @cacosmetaforicos.

25 dicas para sua marca se relacionar melhor no Whatsapp

Você que se vangloria de ter uma lista enorme de transmissão ou uma base grande de contatos no whatsapp, para quem você libera diariamente propaganda do seu negócio, já se perguntou quantos desses contatos estão felizes com essa interação? Você testa periodicamente essa audiência, pergunta se ela está realmente satisfeita? Ou a relação é via de mão única, apenas você liberando conteúdos e os contatos mudos visualizando sem responder?

Se o seu público não reage aos estímulos que você envia, esse relacionamento é abusivo e a pessoa te odeia. ‘Ah, mas fulano nunca reclamou!’, nunca reclamou PRA VOCÊ, mas se ele visualiza e não responde, não interage com o seu conteúdo, ele deve estar odiando e não sabe como te falar.

Pra começar, se o conteúdo satisfaz somente seu ego e/ou visa apenas o lucro do seu negócio, sem benefício, utilidade e recompensa alguma pra quem está do outro lado, sua comunicação já está equivocada. E mesmo que seja útil, quando a frequência é grande, as pessoas pegam abuso do mesmo jeito. A chave é: SER INTERESSANTE e não pesar a mão. Você tem que valer esse 4G gasto.

Tire um tempinho da sua vida agitada e bata esse papo com seus contatos, com suas listas de transmissão, e descubra em que nível está a satisfação dessas pessoas em relação ao seu trabalho no Whatsapp. Conversando, você vai conhecer os reais desejos e necessidades do seu alvo e ser muito mais certeiro nas suas estratégias dali em diante.

Abaixo, reuni algumas dicas que podem te ajudar a ser uma pessoa ou marca melhor no Whatsapp. Espero que ajude!

1 – A primeira coisa que você precisa compreender é que o Whatsapp também é uma rede social. Então não adianta nada você ser legal, relevante e criativo em outras redes se nela você incomoda. Portanto, você deve abrir esse canal para se relacionar, conversar e não apenas para vender. Pense primeiro em ajudar as pessoas a resolver um problema e produzir conteúdos que satisfaçam suas necessidades ou desejos;

2 – Tenha um número comercial e o divulgue nas suas outras redes sociais: na bio e nos stories do instagram; na assinatura do e-mail; num banner no Facebook; num tweet; entre outros. Mas não confunda seu whatsapp pessoal com o profissional e diminua as chances de cometer gafes, encaminhando conteúdos indevidos para seus clientes, por exemplo;

3 – Quer abrir mesmo esse canal de conversa? Antes de tudo, peça permissão e não seja invasivo. Apresente-se, diga qual é o seu interesse ali e pergunte se a pessoa deseja esse contato;

4 – A pessoa permitiu? Não abuse. Não é porque ela te autorizou a estabelecer contato, que você vai enviar cinco, dez, vinte postagens diárias. Bom senso, amiguinho! Entretanto, a quantidade semanal de conteúdos enviados, você deve definir a partir da necessidade e do comportamento do seu público. Não há como generalizar. Um restaurante que compartilha seu cardápio, por exemplo, permite interação diária. Já uma revendedora de carros, talvez não;

5 – Se depois de um tempo a pessoa reclamar ou sugerir insatisfação, pare! Não insista numa relação que não está sendo agradável para quem está do outro lado;

6 – Quando adicionar um cliente na sua agenda, sinalize com uma sigla, palavra ou tag que identifique os interesses dele, como, por exemplo, Maria Ananindeua, João Vegetariano ou Carla Atleta;

7 – Tenha uma identidade visual, um logotipo, e disponibilize no avatar;

8 – Deixe que o consumidor conduza a conversa. Se apenas você iniciar e insistir no contato sempre, as pessoas podem encarar seu comportamento como desespero e isso não é legal para a imagem da sua empresa;

9 – Se vai enviar áudio, pergunte antes se a pessoa pode ouvi-lo. E mesmo que a resposta seja ‘SIM’, vá direto ao ponto. Ninguém merece áudios de 3 minutos;

10 – Escreva tudo que você quer dizer e só depois aperte ENTER. Não mande uma frase por vez, porque as notificações em excesso podem irritar quem você está tentando agradar;

11 – Cuidado com a ortografia. Não precisa ser sisudo ou enviar mensagens na língua culta, mas erros ortográficos podem contribuir negativamente para a imagem do seu negócio;

12 – Chame a pessoa pelo nome. Quanto mais personalizada for a interação, maiores são as chances de a pessoa se interessar e te responder. Se for pra automatizar a conversa, enviar correntes e disparar o mesmo conteúdo pra todo mundo “porque facilita a sua vida”, nem comece! Rede social pede interação um a um e você agindo assim não vai rolar;

13 – Não foque APENAS em vendas. Foque na resolução de problemas dos seus clientes: uma dúvida, alguma novidade, diferentes usos do seu produto, localização, horário de atendimento, como chegar, etc. Só assim você vai atrair a atenção e engajar seus consumidores no Whatsapp;

14 – Envie informações rápidas e conteúdos leves. Você está competindo a atenção do seu cliente com centenas de outros estímulos. Se você for prolixo na mensagem ou entregar um vídeo pesado demais, você pode perder a única oportunidade que você tinha de fisgá-lo;

15 – Use o Whatsapp, sobretudo, com quem já é seu cliente. Seu potencial consumidor pode te achar invasivo e te marcar como spam antes mesmo da conversa começar;

16 – Invista no pós-venda. Depois que seu cliente realizar a compra, pergunte a ele como foi o atendimento na loja, se a experiência foi agradável, se o produto estava em boas condições. Verifique se ele enfrentou algum problema de uso e tente resolvê-lo. Agindo assim, num futuro muito próximo ele vai lembrar de você e entrar em contato mais uma vez;

17 – Seja ágil e esteja sempre disponível! Não adianta nada você abrir esse canal de conversação se você demora a responder, ignora mensagens ou nunca está disponível. A relação não pode ser via de mão única e atender somente às suas necessidades quando você quiser. No meio do processo, as pessoas podem desistir de você e optar pela sua concorrência, se você não der a atenção que elas querem;

18 – Caso não esteja disponível para responder o tempo inteiro, estabeleça horários. E comunique isso em suas conversas e em suas outras redes sociais. Mas se lembre que muitas dúvidas e decisões de compra surgem em horários não-comerciais e se você não estiver pronto para atender, pode acabar perdendo a venda;

19 – Evite grupos, segmente seus contatos e crie listas de transmissão. Por meio delas, você pode dividir seus clientes em listas de interesse e enviar a mesma mensagem para eles de forma privada, sem a necessidade de criar um grupo. Por exemplo, se você tem clientes em diferentes cidades, você pode fazer uma lista para cada uma delas; se entre as pessoas que consomem seu cardápio, há veganos, coloque-os numa lista única; se no seu salão de beleza há clientes que só fazem as unhas ou só escovam o cabelo, crie uma lista para cada um desses clientes;

IMPORTANTE: para criar uma lista de transmissão é importante que as pessoas tenham o seu contato salvo no celular e você tenha o contato delas salvo no seu também. Caso contrário, elas não receberão seu conteúdo.

20 – Deixe o cliente à vontade para sair da sua lista de transmissão a qualquer momento. De vez em quando, deixe uma mensagem no final do material que você enviou lembrando que se ele quiser sair da lista, isso pode ser dito;

21 – Treine sua equipe. Se outras pessoas respondem pela sua marca no Whatsapp, capacite todas elas. Realize treinamentos de Relacionamento e Vendas; crie um código de condutas; identifique as perguntas frequentes e produza um material de apoio disponível para todos; e dê a eles autonomia para realizar sempre um atendimento personalizado;

22 – Explore seu STATUS. Essa função é similar aos stories do Instagram e permite publicar fotos, vídeos e GIFs que desaparecem em 24 horas. Muita gente consome os status alheios e eles podem ser fortes aliados no seu relacionamento no Whatsapp;

23 – Seja paciente! Muitas vezes ao dia você vai repetir a mesma informação, dizer o que já foi dito, comunicar o óbvio, mas não pode se estressar. Um bom atendimento pode resultar num relacionamento fiel entre seu cliente e a sua marca. Está agoniado, num mau dia ou mal-humorado? Largue o celular, vá respirar e depois volte aos trabalhos;

24 – Afinal, como comunicar sem ser invasivo?

  • Dê descontos para quem salvar seu contato no Whatsapp;
  • Se seu negócio trabalha com encomendas, diga ao cliente qual é o prazo de entrega e envie o código de rastreamento para ele acompanhar;
  • Divulgue novidades, produtos recém-chegados e liquidações em primeira mão. E deixe claro ao seu contato que ele está recebendo uma informação privilegiada como recompensa pela relação que vocês construíram;
  • Compartilhe dicas de como o seu cliente pode usar o seu produto;
  • Ofereça a possibilidade de ele reservar produtos via Whatsapp;

25 – Estude o relacionamento. Cada cliente é único e por mais que existam dicas, fórmulas, técnicas e macetes ensinando a melhor forma de se comunicar com seu público, só essa troca diária vai te dizer qual é a melhor estratégia e o que deve ser feito. Portanto, meça os resultados sempre. Pesquise, pergunte, observe, leia as entrelinhas e mude a rota quando for necessário. De repente, para o seu negócio, tudo o que foi dito acima não serve pra nada e só cabe a você encontrar o melhor caminho.

Bom trabalho!

Dicas assim você também encontra nos stories do meu Instagram: @pettersonfarias