Grandes erros da humanidade na web

Não raro, você olha para suas redes sociais e se questiona: por que minhas postagens não estão dando certo? Por que não engajamos tão quanto a concorrência?

A resposta é simples: a culpa é sua! Talvez você esteja pecando em alguns processos e entregando um conteúdo incapaz de atrair público, gerar vínculos e aumentar vendas.

Cinco dos maiores erros nas redes sociais estão aqui. Caso você se identifique com algum, tente rever suas atitudes, volte dez casas e refaça o caminho, mas dessa vez acertando os passos. Bom trabalho!

1 – Estar focado somente em vendas

Redes sociais não são sobre propaganda, são sobre relacionamentos. As pessoas ignoram seus posts, não se interessam pelo que você diz e deixam você falando sozinho, porque você ainda acha que o melhor a se fazer na Internet é apenas divulgar seus produtos e serviços. Seus seguidores estão interessados em conversar, aprender, inspirar-se, entreter-se e trocar afetos. Se seu Instagram, Facebook e/ou Youtube não oferece nada disso, você nunca vai impactar nem convencer ninguém.

Deixe de lado esse egoísmo: não fale somente de si, sobre a beleza e qualidade do que você tem para vender. Não passe para as pessoas a sensação de desespero, de uma marca que está ali só para bater metas e aumentar lucros. R E L A X E ! Ouça, troque ideias, converse, pergunte sobre o que seus consumidores querem falar, crie experiências valiosas, dê atenção, compartilhe sensações e faça seu fã se sentir parte do seu negócio.

2 – Comprar seguidores

Sabemos que as ofertas são tentadoras e a ansiedade de crescer rapidamente faz essa solução parecer a melhor do mundo, mas muita calma nessa hora! Pessoas e marcas que compram seguidores, mesmo que tentem fazer isso escondido, passam para o seu público a imagem de trapaceiras e desonestas. Assim como você não é corrupto (assim espero) nas dinâmicas e bastidores do seu negócio, não seja na Internet.

Tenha paciência e cresça organicamente. Acredite, a equação é simples: se você entrega um bom conteúdo, o público vem! Não importa se são duas ou dez mil, se as pessoas chegaram até você por livre e espontânea vontade, é porque elas acreditam no que você diz e isso é valioso demais.

Por último, pare de se comparar com a audiência alheia! Isso só vai fazer você se desesperar. Empenhe-se, sim, em ser original, pertinente, consistente e relevante. Ter um bom engajamento (pessoas interagindo com as suas postagens) será sempre mais importante do que um milhão de seguidores. Vai por mim!

3 – Automatizar seu relacionamento

Quanto maior for a atenção que você dá aos seus clientes e seguidores, melhor será seu desempenho nas redes. Não caia nessa de ‘não tenho tempo para responder as pessoas nem de olhar meu direct’. Tempo você tem, o que te falta é encarar esse relacionamento como PRIORIDADE.

Para ter relevância na web, você precisa entender a importância de prestar atenção no outro e de tratar suas relações como fundamentais para o sucesso da sua marca.

Não deixe esse diálogo com fãs e consumidores nas mãos de alguém despreparado. Não entregue somente frases prontas e contatos automatizados. Caso a sua semana seja corrida demais (eu compreendo isso), reserve uma hora no dia só para atender e estimular essas conversações. E personalize o máximo que você puder, tirando dúvidas, chamando pelo nome, sendo cordial. Depois de um tempo, você vai ver o resultado que isso gera. Quando as pessoas se sentem valorizadas, elas entregam o que você quiser. Seguidores apaixonados são os bens mais valiosos que você pode ganhar num trabalho de comunicação digital. E isso não se compra, conquista-se.

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4 – Ser a cópia da cópia

Você já se deu conta de quantos conteúdos diários competem com o seu pela atenção do seu seguidor? Dezenas, centenas? Não, milhares. Portanto, não se iluda! Se suas abordagens não forem criativas e originais, seu alcance será baixíssimo. Se você insistir no conteúdo feijão com arroz, copiado dos outros, você não sairá do lugar.

Não tenha medo de testar e ousar. Confie no seu DNA, na essência da sua marca e traduza tudo isso em fotos, vídeos e textos surpreendentes. Não é difícil tanto quanto você pensa. Só é preciso perder o medo de fazer.

Claro, no meio do processo, algo pode dar errado e o conteúdo pode não agradar tanto assim ao seu público. Caso isso aconteça, refaça, adeque e não desista de testar. Rearranjos fazem parte do trabalho.

5 – Não ter planejamento

Nesse ano, por exemplo, eu tô testando um planejamento analógico para os conteúdos do Cacos Metafóricos

No post anterior, eu falei que a Internet não é bagunça. Portanto, é preciso planejar! Para que seus esforços de comunicação nas redes engajem, você precisa enxergá-los como uma grande narrativa dividida em diversos capítulos (postagens) coerentes, com início, meio e fim. Para isso, há de se ter, minimamente, uma noção do que será postado amanhã, na semana que vem, no mês seguinte.

Não importa se num quadro, numa parede, folha de caderno, num aplicativo ou no Excel, faça seu planejamento de conteúdos. Crie cronogramas, determine dias e horários para postar, mesmo que mude depois. Veja quais posts precisam de mais tempo para serem trabalhados, discrimine as etapas de execução e procure, na medida do possível, respeitar esse planejamento. Só assim seu trabalho vai vingar!

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Estou no Instagram também. Se quiser seguir, é só clicar aqui: instagram.com/pettersonfarias

Até a próxima! o/

Influenciadores Digitais: será que influenciam mesmo?

Sobre a relevância dos Influenciadores Digitais ou, como prefiro chamá-los, dos bons produtores de conteúdo:

Mesmo que você diga que não é influenciado por ninguém, não há saída, se nos relacionamos, influenciamos e somos influenciados. Você é um ser social. Da hora que acorda até a hora que dorme, você é influenciado por algo ou alguém. E a relevância dos produtores de conteúdo está no fato de que redes sociais são feitas por e para as pessoas. Nelas, marcas costumam ser intrusas, além de desacreditadas; por conta de todos os vícios e exageros da publicidade tradicional das últimas décadas, muitas empresas ainda são vistas como falsas e mentirosas. Portanto, nesse contexto, pessoas tendem a ouvir pessoas, para o bem e para o mal; pessoas se conectam com quem gostam e ninguém (eu disse ninguém) gasta deliberadamente seu 4G pra ser bombardeado por marcas somente preocupadas em vender. A gente se conecta para ver a vida alheia, para aprender uma receita, para pegar dicas de viagem, para falar e ouvir, ler e escrever, trocar conhecimentos, afetos e ideias.

Os números, os especialistas e as experiências de quem trabalha com comunicação digital dão conta de que hoje não há decisão de compra sem passar pela influência do que é dito, escrito e mostrado nas redes. Não adianta o hater chorar, isso só tende a aumentar. E quando falo em influência, falo de toda e qualquer influência: dos que se dizem influenciadores até aqueles que nem sabem que influenciam, mas influenciam tanto quanto. Pais, amigos, colegas de trabalho, pessoas que admiramos. Natural esse universo ainda ser tratado com desdém e desconfiança, porque nele há também muuuitos equívocos e exageros, mas marcas que vivem cotidianamente a Internet e compreendem, sem preconceito, a dita relevância dessas pessoas têm saído na frente e chegado ao seu consumidor de modo muito mais orgânico e eficaz. Cabe conhecer bem seu consumidor, seu nicho, e somar forças com quem abre seus canais de comunicação (pagando ou não) para dar visibilidade para marcas que muitas vezes não têm um terço da audiência que um grande produtor de conteúdo tem.

A gente ri dos que sonham somente com a fama; dos que usam seus seguidores para entrar no show da Anitta; dos que compram seguidores para virarem “digital influencer”; assim como de um monte de conteúdo ruim sendo produzido por aí; mas tem também muita gente séria, honesta, criativa e talentosa, que desenvolve um bom trabalho e tem feito trabalhos incríveis em parcerias com pequenas e grandes marcas, onde todo mundo ganha: as empresas, os seguidores, os produtores e a própria rede. Há de se separar o joio do trigo e criar uma relação sadia com essas pessoas, elas podem contribuir e muito para o seu negócio.

Ah, e não preciso nem dizer que você não precisa amar o conteúdo que o cara faz, né?! Ele pode nem ser para você. Mas se a análise é profissional, você consegue enxergar os bons produtores desse meio com toda certeza.

Na lista dos meus produtores de conteúdo preferidos HOJE estão nomes como:

1 – Carlinhos Maia

O nordestino Carlinhos Maia é um dos perfis de humor mais divertidos na Internet hoje. Ele transforma seu cotidiano em piadas e sacadas divertidas com aquele sotaque maravilhoso e hoje tem projeção nacional, com mais de 8 milhões de seguidores no Instagram. Seus vídeos no Facebook e seus stories são sensacionais. Vale a pena assisti-lo!

2 – Rod Pocket

O Rod mora no Rio de Janeiro e é uma das arrobas que mais fazem a diferença no Twitter. É tão bom entendedor das tiradas rápidas e das frases engraçadas que hoje tem mais de 80 mil seguidores na rede e já até integrou o time do site de humor Sensacionalista.

3 – Luly Mendonça

Paraense, instagrammer e blogueira sem blog. Já fez de tudo na Internet (eita, quase tudo!) e hoje é um dos perfis que mais gosto de seguir no Instagram. A gente se conheceu por causa do snapchat, mas o feed sempre em ordem, os posts inspiracionais sobre moda e feminismo, além dos stories divertidos, fizeram eu me apegar ainda mais. Luly é massa, pode seguir!

4 – Leonardo Picon

Picon é sensação entre o público mais jovem. Com menos de 25 anos já é empresário e tem quase 3 milhões de seguidores no Instagram. Quando se falar em perfil de moda masculina, o dele é um dos meus preferidos.

5 – Anna Laura

Eu queria morar no feed dela! Anna Laura tem um site com dicas de viagens com sua amiga, o Carpe Mundi, mas eu sou apaixonado mesmo é pelo instagram dela. Além de fotos impecáveis, de lugares que a gente sonha em visitar, ela ainda é super atenciosa com os seguidores, responde todo mundo, o que hoje, convenhamos, é algo raro entre os grandes influenciadores.

6 – Roncca

Tenho verdadeira paixão pelo feed dele. Fotógrafo dos bons, ele tem um dos perfis no instagram que mais curto. Suas fotos vão desde capturas aéreas de cidades como Salvador até retratos de indígenas de São Félix do Xingu/PA. Há quem diga que é um sortudo por estar sempre nos melhores rolês Brasil e mundo afora, mas sorte mesmo temos nós por poder acompanhar suas rotinas de trabalho por meio de imagens tão lindas.

7 – Bruna Feia

Serei obrigado a matar a pessoa que disser que sou suspeito pra falar da Bruna por ela ser minha amiga, mas é sério: ela é o melhor twitter que o Pará já viu e está entre os melhores perfis do Brasil, sem dúvida alguma. Conquistou mais de 30 mil seguidores com muito sarcasmo, deboche e post de gatos. No Instagram, recomendo muitíssimo seus stories também.