Propósito, Problema e Política nas Redes Sociais

Propósito, Problema e Política. Três forças que o empresário e autor do livro ‘Empreendedorismo para Subversivos’, Facundo Guerra, diz serem fundamentais para o empreendedorismo atual e que também contribuem consideravelmente para que as marcas desenvolvam bons relacionamentos nas redes sociais. Tomei a liberdade de flertar com os pensamentos do autor e dei uma adaptada, trazendo um pouco mais para realidade digital, embora ele já faça isso muito bem no livro.

PROPÓSITO

O que te move? O que te faz iniciar um trabalho nas redes sociais? Se me falas que o interesse é somente ganhar mais seguidores e/ou gerar vendas, tua marca dificilmente vai ser vista. Tem muita gente já limitando a visão do seu negócio dessa forma na web. E as pessoas seguem querendo muito mais das empresas. Antes de fazer qualquer postagem, pergunte-se ‘qual a missão da minha marca na Internet? Qual a missão dos meus conteúdos? Que impacto eles terão na vida das pessoas, eu ganhando menos ou mais dinheiro?’. Saia do protagonismo e passe a pensar um pouco mais em quem vai te ler, te seguir, te consumir. E jamais pense em limitar os benefícios do teu conteúdo a apenas quem vai COMPRAR teu produto ou serviço. Pelo contrário, democratize, compartilhe, ofereça uma informação/experiência valiosa sem pedir nada em troca. Dessa forma, vais conquistar um público engajado e apaixonado pela tua marca. Teu público não sabe escolher abacate no mercado, ensine! Ele não sabe onde se emite documentos, mostre o caminho. Não sabe como começar um canal no youtube, grave um tutorial. Seja indispensável. ‘Mas em conteúdos assim, meu produto não aparece’, então que tal parar de só pensar no próprio umbigo? Rede Social é muito mais sobre o outro do que sobre a gente.

O youtuber Rodrigo Bittencourt compartilha dicas para quem quer produzir bons conteúdos nas redes sociais

O alerta da Prefeitura de Recife sobre a necessidade de se fazer mamografia

No canal da Quem Disse Berenice? vídeos úteis aos seus consumidores

As instruções do Imetro Pará para que as pessoas saibam se o produto comprado é legal ou não

PROBLEMA

O teu conteúdo é mais do mesmo ou ele, de fato, faz a diferença na vida de alguém? E se ele sumisse hoje, alguém sentiria falta? Se não, reveja as suas estratégias. Assim como o seu produto, o seu conteúdo nas redes também deve ser útil, deve gerar algum benefício pra quem o consome. Portanto, a cada post: seja útil, não só ao teu ego e à tua renda, seja útil ao outro. Transforme a vida de quem te lê, ofereça uma informação preciosa que ela não teria se não te seguisse. Faça rir quem está triste. Inspire o desanimado. Eduque o desinformado. Inspire! Seja didático, empático, dê atenção. Descubra quais são os principais problemas dos seus seguidores nas redes e tenha como objetivo de vida resolvê-los.

Eduque o desinformado como essa dica do CSJT no Facebook

Seja didático como esse post da doceria Doux du Jour

Faça alguém rir como os vídeos da Tia Paula

POLÍTICA

Tome partido! Pense na política de modo mais amplo, como algo em prol do bem coletivo e levante suas bandeiras. Se antes, as marcas priorizavam uma comunicação genérica, de baixo risco, consensual, para não entrarem em ‘zonas de risco’, hoje é exatamente isso que os teus consumidores esperam de ti. Que tens um produto incrível, isso eu já sei. Mas se pra ele existir, tu testas em animais, prejudicas o meio ambiente ou escravizas pessoas, teu produto não serve pra mim! Hoje as pessoas esperam discursos muito mais profundos das marcas, que vão além das propagandas que descrevem características de produtos e serviços. Se você e o seu empreendimento acreditam no valor da mulher, são contra a homofobia e abominam toda e qualquer discriminação racial, fale isso, grite isso, sobretudo, nas redes sociais. ‘Mas agindo assim eu não posso afastar possíveis clientes?’ Sim, mas um cliente que não dialoga com os teus valores vai realmente te fazer falta? Acho que não, hein?! Posicione-se. Facundo diz que as pessoas hoje, desacreditadas de governos, buscam nas marcas reverberação e aval para suas lutas, porque entendem que CONSUMIR é, sim, um ato político. Essas pessoas sabem em que tu acreditas ou continuas aí te escondendo?

Bom planejamento pra ti!

A Vick, no Dia dos Namorados de 2017, falou sobre um assunto ‘delicado’ para muita gente e que algumas marcas ainda evitam falar: diversidade. O resultado ficou incrível! Emocionante, né?!

A política da The Body Shop é em defesa dos animais

Campanha linda de algumas empresas em prol da causa gay durante a Parada LGBTQ+ 2018

O protagonismo indígena nas redes da Ovelha Negra

O feminismo nas ações on e off do Parque Shopping Belém

Influenciadores Digitais: será que influenciam mesmo?

Sobre a relevância dos Influenciadores Digitais ou, como prefiro chamá-los, dos bons produtores de conteúdo:

Mesmo que você diga que não é influenciado por ninguém, não há saída, se nos relacionamos, influenciamos e somos influenciados. Você é um ser social. Da hora que acorda até a hora que dorme, você é influenciado por algo ou alguém. E a relevância dos produtores de conteúdo está no fato de que redes sociais são feitas por e para as pessoas. Nelas, marcas costumam ser intrusas, além de desacreditadas; por conta de todos os vícios e exageros da publicidade tradicional das últimas décadas, muitas empresas ainda são vistas como falsas e mentirosas. Portanto, nesse contexto, pessoas tendem a ouvir pessoas, para o bem e para o mal; pessoas se conectam com quem gostam e ninguém (eu disse ninguém) gasta deliberadamente seu 4G pra ser bombardeado por marcas somente preocupadas em vender. A gente se conecta para ver a vida alheia, para aprender uma receita, para pegar dicas de viagem, para falar e ouvir, ler e escrever, trocar conhecimentos, afetos e ideias.

Os números, os especialistas e as experiências de quem trabalha com comunicação digital dão conta de que hoje não há decisão de compra sem passar pela influência do que é dito, escrito e mostrado nas redes. Não adianta o hater chorar, isso só tende a aumentar. E quando falo em influência, falo de toda e qualquer influência: dos que se dizem influenciadores até aqueles que nem sabem que influenciam, mas influenciam tanto quanto. Pais, amigos, colegas de trabalho, pessoas que admiramos. Natural esse universo ainda ser tratado com desdém e desconfiança, porque nele há também muuuitos equívocos e exageros, mas marcas que vivem cotidianamente a Internet e compreendem, sem preconceito, a dita relevância dessas pessoas têm saído na frente e chegado ao seu consumidor de modo muito mais orgânico e eficaz. Cabe conhecer bem seu consumidor, seu nicho, e somar forças com quem abre seus canais de comunicação (pagando ou não) para dar visibilidade para marcas que muitas vezes não têm um terço da audiência que um grande produtor de conteúdo tem.

A gente ri dos que sonham somente com a fama; dos que usam seus seguidores para entrar no show da Anitta; dos que compram seguidores para virarem “digital influencer”; assim como de um monte de conteúdo ruim sendo produzido por aí; mas tem também muita gente séria, honesta, criativa e talentosa, que desenvolve um bom trabalho e tem feito trabalhos incríveis em parcerias com pequenas e grandes marcas, onde todo mundo ganha: as empresas, os seguidores, os produtores e a própria rede. Há de se separar o joio do trigo e criar uma relação sadia com essas pessoas, elas podem contribuir e muito para o seu negócio.

Ah, e não preciso nem dizer que você não precisa amar o conteúdo que o cara faz, né?! Ele pode nem ser para você. Mas se a análise é profissional, você consegue enxergar os bons produtores desse meio com toda certeza.

Na lista dos meus produtores de conteúdo preferidos HOJE estão nomes como:

1 – Carlinhos Maia

O nordestino Carlinhos Maia é um dos perfis de humor mais divertidos na Internet hoje. Ele transforma seu cotidiano em piadas e sacadas divertidas com aquele sotaque maravilhoso e hoje tem projeção nacional, com mais de 8 milhões de seguidores no Instagram. Seus vídeos no Facebook e seus stories são sensacionais. Vale a pena assisti-lo!

2 – Rod Pocket

O Rod mora no Rio de Janeiro e é uma das arrobas que mais fazem a diferença no Twitter. É tão bom entendedor das tiradas rápidas e das frases engraçadas que hoje tem mais de 80 mil seguidores na rede e já até integrou o time do site de humor Sensacionalista.

3 – Luly Mendonça

Paraense, instagrammer e blogueira sem blog. Já fez de tudo na Internet (eita, quase tudo!) e hoje é um dos perfis que mais gosto de seguir no Instagram. A gente se conheceu por causa do snapchat, mas o feed sempre em ordem, os posts inspiracionais sobre moda e feminismo, além dos stories divertidos, fizeram eu me apegar ainda mais. Luly é massa, pode seguir!

4 – Leonardo Picon

Picon é sensação entre o público mais jovem. Com menos de 25 anos já é empresário e tem quase 3 milhões de seguidores no Instagram. Quando se falar em perfil de moda masculina, o dele é um dos meus preferidos.

5 – Anna Laura

Eu queria morar no feed dela! Anna Laura tem um site com dicas de viagens com sua amiga, o Carpe Mundi, mas eu sou apaixonado mesmo é pelo instagram dela. Além de fotos impecáveis, de lugares que a gente sonha em visitar, ela ainda é super atenciosa com os seguidores, responde todo mundo, o que hoje, convenhamos, é algo raro entre os grandes influenciadores.

6 – Roncca

Tenho verdadeira paixão pelo feed dele. Fotógrafo dos bons, ele tem um dos perfis no instagram que mais curto. Suas fotos vão desde capturas aéreas de cidades como Salvador até retratos de indígenas de São Félix do Xingu/PA. Há quem diga que é um sortudo por estar sempre nos melhores rolês Brasil e mundo afora, mas sorte mesmo temos nós por poder acompanhar suas rotinas de trabalho por meio de imagens tão lindas.

7 – Bruna Feia

Serei obrigado a matar a pessoa que disser que sou suspeito pra falar da Bruna por ela ser minha amiga, mas é sério: ela é o melhor twitter que o Pará já viu e está entre os melhores perfis do Brasil, sem dúvida alguma. Conquistou mais de 30 mil seguidores com muito sarcasmo, deboche e post de gatos. No Instagram, recomendo muitíssimo seus stories também.