Livros para quem quer adquirir o hábito da leitura

Saudade do tempo em que ler era um hábito, mas sem saber como voltar a ser amigx dos livros? Vontade de se tornar um leitor voraz, mas com dificuldade de escolher uma obra pra começar?

Calma! Tenho seis dicas de leitura pra ti! Livros pequenos, capítulos curtos, narrativas descomplicadas e/ou histórias interessantes. Um deles vai te interessar.

1 – Estranheirismo  – Zack Magiezi

Livrinho pequeno e cheio dos aforismos bonitos. Zack escreve lindamente, dentro e fora das redes sociais, e Estranheirismo resume bem a sua poesia. Pra ler de uma só vez, mas com zero vontade de acabar. 

2 – Anjos e Demônios – Dan Brown

Dan Brown: ame-o ou deixe-o. Eu escolhi amar! Um dos autores que me ajudou a ler mais, junto de Gabriel García Márquez e Mario Vargas Llosa. Suas aventuras com Robert Langdon são de deixar qualquer um sem fôlego e em Anjos e Demônios não é diferente. Ação, História da Arte, Mistério, Religião e Vaticano, tudo misturado. Um dos poucos livros que já li duas vezes e, sem dúvida, lerei outras tantas porque é bom demais.

3 – Quem tem Medo do Feminismo Negro? – Djamila Ribeiro

Uma obra que escancara duas grandes doenças da nossa sociedade, o Machismo e o Racismo, e traz à tona diversas discussões, como o próprio Feminismo que, segundo Djamila, durante muito tempo invisibilizou a luta da mulher negra; e o uso de termos que a gente segue reproduzindo sem nem perceber que eles carregam consigo uma lógica racista. MULATA, por exemplo, que significa uma mistura imprópria, que não deveria existir, e se referia lá atrás a bebês nascidos com a pele mais clara por conta da mistura entre a escrava e o senhor do engenho. É uma leitura que indico demais, sobretudo pra você que não se acha racista, mas não entende muitas das dificuldades que as mulheres negras passam. ‘Quem tem medo do feminismo negro?’ é pra ler de peito aberto, sem medo, mesmo que você se depare com alguma atitude racista relatada que você, infelizmente, ainda reproduz.

4 – Você Tem a Vida Inteira – Lucas Rocha

Você Tem a Vida Inteira, do Lucas Rocha, é mais um fruto lindo dessa nova geração literária brasileira. Mais um livro que aborda a causa LGBTQI+ e vai além: se propõe a dialogar sobre um assunto ainda tão tabu na sociedade, o HIV. A obra é sobre três jovens gays que entrelaçam suas vidas a partir dessa temática e mostra diversos conflitos internos, inseguranças e medos que muitos de nós temos quando o tema é esse. Com boa didática e personagens super reais, Lucas desenvolve uma narrativa que, ao mesmo tempo, cativa e ensina. Leitura rápida, atual e muito esclarecedora. Leia você e, se possível, presenteie alguém depois.

Leia também: Hábitos que me ajudaram a ler mais

5 – Todas as Cores do Céu – Amita Trasi

Amita Trasi narra a história de Mukta, criança indiana vítima de uma tradição que prostitui meninas que mal saíram da puberdade. Não é uma leitura fácil de digerir, porque nesse primeiro romance da autora, nos deparamos com uma realidade em que as mulheres ainda são rechaçadas, humilhadas, escravizadas e distanciadas dos seus próprios sonhos. Mas fala também de família, amor e laços profundos. Foi uma leitura que me lembrou muito as crianças das obras de Khaled Housseini, de quem eu sou fã demais. Embora triste, é uma narrativa linda do início ao fim.

6 – Na Minha Pele – Lázaro Ramos

O outro lado de @olazaroramos, que vai além do ator de personagens engraçados e que mostra um homem muito consciente do seu papel e do seu lugar de fala. Eu já estava super a fim de ler Na Minha Pele e mesmo assim fiquei positivamente surpreso. Leitura leve, divertida, emocionante, didática até: provoca reflexões necessárias, cutuca nossos preconceitos mais velados e nos faz olhar com muito mais empatia para as lutas alheias.

Se alguma dessas dicas te interessou, leia e me diga depois o que achou.
Ah, siga e marque também o Cacos Metafóricos, meu perfil literário, nas redes sociais. ❤

Rede Social é mais sobre dar do que receber

Compartilhar o que você sabe nas redes sociais é também uma forma de mostrar ao público o que você tem a oferecer comercialmente, mas de modo sutil, sem ser invasivo e sem pesar a mão. Funciona, mais ou menos, como a amostra grátis no supermercado: ofereça algo de graça para que saibam que você existe, para mostrar porque você é melhor que a concorrência, para despertar o interesse e, por fim, gerar vendas. Já superamos a era da propaganda pela propaganda, em que discursos de autoafirmação, regados a muuuuuitos autoelogios, fisgavam as pessoas. Desacreditamos dessas abordagens, porque o tempo nos provou que muitas marcas, nesse processo, mentiram descaradamente, disfarçaram suas mazelas e nos enganaram. Hoje, se você quer ser visto como o melhor e o maior, como o mais gostoso e mais incrível, vai ter que provar!

Não à toa, o Marketing de Conteúdo – essa prática de dar algo antes de pedir, de doar antes de vender, que a web tanto ama – é também conhecido como marketing da gentileza, porque nele, egoístas não sobrevivem. Se você não está disposto a TROCAR, jamais te darão importância. Aquela lógica antiga de empresas estabelecendo relações meramente comerciais com seu público não existe mais. As redes sociais nos deram a oportunidade de atingir outras camadas, ir mais a fundo em nossas conexões, e quem continua na superfície, com medo de se molhar, não é visto, não se destaca e não usufrui dos benefícios de um relacionamento genuíno, verdadeiro e consistente.

O que te faz achar que chama mais atenção postagens insistentes sobre preços, liquidações e queimas de estoque do que conteúdos sobre os valores da marca, seus posicionamentos acerca de causas sociais importantes, dia a dia, memes (por que não?), dicas e informações que podem melhorar ainda mais a minha experiência com produto X e/ou serviço Y? 

Importante dizer: há espaço para tudo! Mas se você está propenso a entregar apenas propaganda na timeline alheia, sinto muito, vai continuar falando sozinho. Porque você não se colocou no lugar do consumidor nem sequer perguntou a ele o que ele gosta de consumir na web. Porque você só pensa no próprio umbigo. Porque você é um spam. Putz, você não entendeu nada da brincadeira. Volte dez casas e recomece o jogo!

Antes de enxergar Facebook, Instagram, Twitter ou qualquer outra rede como mero espaço de vendas, onde seu único esforço é impactar pessoas com publicidade, entenda a Internet como plataforma de DIÁLOGO, em que a audiência está muito mais interessada em se entreter, informar-se, educar-se e inspirar-se. Proporcione isso! Seus seguidores naturalmente, em contrapartida, se interessarão pelo que você tem a dizer e vender. 

Dentro da sua realidade (como empresa ou creator), elenque temáticas, paixões e experiências que podem ser úteis ao outro e transforme tudo em conteúdos digitais excelentes. Entregue o seu melhor, sem medo de ser copiado pela concorrência ou de lucrar menos porque entregou algo de graça. O resultado é incrível! Soe interessante e despretensioso e pare de sufocar as pessoas com estímulos de comunicação que só deixam mais claro seu desespero por lucros e nada mais. Do contrário, você vai continuar afastando seu público por ele não se sentir valorizado dentro da sua estratégia. ’Só me chamou pra sair porque tá a fim de me comer, quando o que eu quero é envolvimento, paixão e relacionamento sério’. Sim, consumidores pensam assim. Sim, consumidores atuais (nós, no caso) são egocêntricos, mimados, apaixonados, carentes, fiéis e se sentem donos das marcas que eles gostam. E se você não devolve esse envolvimento na mesma medida, como num namoro que esfriou, ele parte pra outra.

 

No instagram: instagram.com/pettersonfarias/