Impressões sobre Nova York

Eu amei Nova York. Fui, irei novamente e recomendo pra quem quer que seja. Estive lá no finalzinho de 2018 e anotei algumas dicas pra compartilhar com você, que pretende ir logo mais e não sabe por onde iniciar a pesquisa dessa viagem.

Pra começar, o aeroporto é bem distante do centro de Manhattan e há inúmeras possibilidades de transporte. Nós fomos de Transfer (uma espécie de motorista particular que te apanha na saída do aeroporto, $130) e voltamos de Uber (pagamos $83 porque pedimos em horário de pico). Mas há opções bem mais em conta, como ônibus e metrô, por exemplo.

Visto
O que mais me afastava da vontade de conhecer os Estados Unidos era a impressão de que tirar o visto seria difícil demais. Mas descobri que há diversas assessorias especializadas em visto e acabei contratando uma delas. A Globalvisa (tem em todo o Brasil) foi a escolhida. Eles nos ajudam desde o preenchimento do formulário em inglês até às dicas de como se comportar na entrevista. Eu escolhi ser entrevistado em Recife e foi muito tranquilo. As pessoas nos metem tanto medo, mas comigo foi super de boa. Três perguntinhas e, em menos de dez dias, o visto estava nas minhas mãos.

Hospedagem
Nossa escolha foi o Radisson Martinique, que fica na 32 street, entre a quinta e a sexta avenida. Embora o hotel não ofereça café da manhã (você pode pagar por fora) e o preço não seja tão barato assim, a localização vale muito a pena. No entorno, as principais lojas, boas lanchonetes, restaurantes e alguns dos pontos turísticos mais famosos da cidade, como o Empire State e a Times Square.

Alimentação
Eu sinceramente esperava mais. Ok, ok, que a gente vive num país de gastronomia sem defeitos, mas, de fato: assim como não comi nada ruim, também nada me surpreendeu. Em média, gastamos 25 dólares por refeição, comendo duas ou três vezes ao dia. E claro, nos entupimos dos famigerados brunchs e burgers de fast foods como The Five Guys, Starbucks, The Harold, Panera Bread e Shake Shack.

Mas uma coisa eu amei: nos restaurantes sempre têm água da casa e em abundância. ❤

Nossa primeira refeição na cidade. No The Harold, que fica ao ladinho do Hotel Radisson Martinique

The Harold

Idioma
Nova York é uma cidade bem receptiva e generosa com os turistas, mas se eu não estivesse com alguém que fala em inglês, eu teria encontrado dificuldades, porque na hora H, por mais que você entenda minimamente o idioma, bate o nervoso, a mente trava e você passa vergonha. Agora uma coisa é certa: em uma semaninha, você já começa a ter algumas noções de como pedir as coisas em lojas, restaurantes e consegue estabelecer um contato mínimo pra não morrer de fome nem ficar mudo na frente dos outros.

Dezembro: dias frios, clima natalino morno
Pra quem ama o frio, o mês de dezembro é ótimo, porque é quando a temperatura cai bastante, mas não esfria tanto quanto de janeiro em diante, eles dizem. É um mês especial também porque a cidade se enfeita para o natal, mexendo assim com todo aquele nosso imaginário, adquirido com muitos filmes da Sessão da Tarde. Se você for nessa época, a sua primeira compra deve ser: luvas e camisa térmica. A minha camisa eu comprei por 19 dólares na Uniqlo.

Mas ó, preciso ser honesto com vocês, mesmo com as lojas enfeitadas, a árvore enorme e linda do Rockfeller, entre outros atrativos, eu esperava mais do clima natalino de Nova York. Pelo menos comigo, rolou uma leve decepção.

A famosa árvore natalina do Rockefeller

Roteiros Turísticos
Uma das minhas maiores dificuldades ao pesquisar turismo em NYC foi descobrir o que é perto de quê. Os blogs e canais especializados não falam muito sobre isso. Fui morrendo de medo de não entender as distâncias e proximidades e gastar o dobro de dinheiro visitando em dias diferentes pontos turísticos próximos.

Mas pra minha surpresa, além de Nova York ser uma cidade muito fácil de se entender, por causa das ruas numeradas (isso é maravilhoso!), há umas regiões que aglomeram diversos pontos icônicos, te permitindo assim, num dia, conhecer tudo de uma só vez.

Como essa minha primeira viagem foi menos pra produzir conteúdo e mais pra namorar, descansar e conhecer, a gente não se forçou a correr demais pra fazer mil check-ins. Porém, abaixo seguem alguns lugares em que estive e como você pode se organizar pra visitá-los também:

Roteiro 1

Oculus, Memorial World Trade Center e One World Observatory. Próximos dali estão também a grande loja da Century 21 e o polo gastronômico Eataly;

Oculus é estação de trem, shopping center, ponto turístico e faz parte do grande complexo que relembra os atentados de 11 de setembro

Uma curiosidade: Oculus é projeto do arquiteto Santiago Calatrava, o mesmo que projetou o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

Roteiro 2

Catedral St. Patrick, Top of The Rock que tem vista panorâmica e a famosa árvore de natal do Rockefeller Center com sua pista de patinação;

E esses raios de sol fazendo a catedral brilhar? ❤

Interior da Catedral St. Patrick

Roteiro 3

Empire State Building, Biblioteca Pública e a Grand Central Station, que embora seja uma estação de trem e metrô, é um lugar bem bonito pra visitar;

Biblioteca Pública de Nova York que, assim como o Empire State, fica na Quinta Avenida

Pegando um trem na Estação Central pra ir à Stanford


Roteiro 4

MoMa – The Museum of Modern Art; Central Park e MET – The Metropolitan Museum of Art (preciso avisar que nesse caso, os museus não são tão próximos um do outro como nos outros roteiros);

No acervo do MoMa, obras de Van Gogh, Andy Warhol, Picasso e outros artistas incríveis. O espaço tem ainda uma livraria, uma lojinha que achei cara demais e um café que tem um sanduichinho de salmão e um suco MARAVILHOSO!

A entrada no MoMa e no MET custa 25 dólares

Central Park

The MET

Roteiro 5

Times Square; Madison Square; loja B&H; e outras dezenas de lojas;

Transporte
Melhor meio de locomoção: seus pés. Hahaha
Sinceramente? Andamos de uber umas três vezes (o app lá não aceita dinheiro, apenas cartão) e depois descobrimos que há ainda outros aplicativos mais baratos que ele. Pegamos trem e metrô apenas uma vez. E durante sete dias, caminhamos como se não houvesse amanhã. Tomando a Quinta Avenida como referência, por exemplo, você rápido aprende o que fica pra cima e o que fica pra baixo e logo você se localiza.

Além de o trânsito de NYC ser caótico como em qualquer outra grande cidade do mundo, bater perna te ajuda a conhecer os lugares, se localizar mais rápido e dar aquelas paradinhas quando bem entender no meio do caminho, pra entrar numa loja, num restaurante, etc. Andar a pé vale a pena!

Stonewall

Um dos momentos mais emocionantes nessa viagem pra mim, foi a visita ao pub Stonewall, que fica em Greenwich Village, e é símbolo da revolta que, em 1969, mobilizou gays, trans e outros marginalizados a lutarem contra a repressão da polícia, numa época em que a homossexualidade era considerada uma patologia nos Estados Unidos. O enfrentamento daquela madrugada mobilizou pessoas, uniu sentimentos e resultou em outras lutas que culminaram na Parada do Orgulho, que é realizada até hoje, não só na América, mas em todo o mundo.

Estar lá me emocionou. Foi um momento de agradecimento a todos aqueles que vieram antes de nós e lutaram por uma sociedade mais justa, tolerante e livre.

Compras
Tudo que falarem de bom da Century 21, acredite, é verdade! A loja tem de tudo e se você não se policiar, você deixa sua vida lá. A Zara, assim como aqui no Brasil, eu amei. E fiquei apaixonado pela Urban Outfitters também.

Se você ama audiovisual, não deixe de visitar a B&H, que tem de tudo pra quem produz fotografia, vídeo e/ou conteúdos para a Internet. Só atenção para os horários de funcionamento.

E pra quem é amante de Literatura, recomendo uma visita (com tempo disponível) à Strand Books. Essa livraria me enlouqueceu! Amei demais!

Agora assim, se você tem juízo, converta antes de comprar, porque às vezes pode sair mais caro que comprar no Brasil.

Strand Books

Não é uma livraria tão barata, mas do lado de fora eles mantêm umas prateleiras com diversos livros a 1 dólar

Wi-Fi
Acesso à Internet por toda parte. Quanto a isso, nem se preocupe. Da lanchonete da esquina ao hotel, em todos os lugares é bem facinho se conectar. Emprestamos um chip de um amigo do meu namorado, mas se estivéssemos sem ele, ainda assim nos viraríamos muito bem.

Por último, um blog que me ajudou bastante com dicas de Nova York foi esse aqui: nyandabout.com

Nos destaques e no IGTV do meu Instagram, você pode assistir a todos os stories da viagem. Siga instagram.com/pettersonfarias


Até a próxima!

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