Entretenimento com diversidade: 8 dicas de conteúdos LGBT


No mês do Orgulho, eu compartilho com vocês algumas opções de diversão e entretenimento produzidas por pessoas gays, drags, trans, e que nos abrem o universo LGBT de um modo lúdico, engraçado, informativo, lindo e emocionante. Se você ainda não consumiu alguns desses conteúdos, a hora é agora!

1 – Literatura | O Fim do Armário

Bruno Bimbi é ativista e profundo conhecedor da história e da causa gay. Integrou a Federação LGBT que lutou pelo casamento igualitário na Argentina e é autor de O Fim do Armário. Topei com esse livro sem querer, procurando novidades na prateleira da livraria e trouxe pra casa. Belo acerto! Além de abordar camadas das nossas vidas de forma lúcida e didática, como as descobertas, o bullying, o próprio armário; Bimbi traz à tona aspectos políticos, narra como a homossexualidade é tratada em países do Oriente Médio, África, Europa e América; corrige conceitos e nos faz refletir sobre nosso papel nessa luta. Sim, é um livro empoderador (embora muitos rejeitem esse termo). Terminei bem feliz. A parte mais delicada é a que fala sobre as igrejas católica e evangélica, talvez você não goste do que vai ler lá! Mas é o que precisa ser dito e recomendo muitíssimo!

2 – Literatura | Garota Dinamarquesa

O livro é um recorte lindo e sensível da vida de uma mulher trans, que, ainda nos anos 20, enfrentou o medo, a falta de informação e o preconceito pra ser o que queria ser: Lili Elba. Inspirada em uma história real, a obra é maravilhosa, poética e poderosa. Pra mim, só peca nas partes demasiadamente descritivas, que quebram a narrativa, muitas vezes, apenas pra descrever o uniforme da atendente, por exemplo. Mas é lindo, curioso e arrebatador.

A Garota Dinamarquesa ganhou o prêmio Literário Lambda de 2000 na categoria de Ficção Transgênero e virou filme também.

3 – Literatura | Me Chame Pelo Seu Nome

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Esse livro do André Aciman me impactou demais. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’.

4 – Talent Show | Rupaul’s Drag Race

Confesso que demorei bastante até dar uma chance pra essa que é uma das disputas mais aclamadas pelos gays de todo o mundo. Mas depois que peguei gosto, já me peguei revendo todas as temporadas só pra matar a saudade dos lipsyncs (dublagens) que eu gosto. ❤ O reality consiste na disputa entre drags pelo título de próxima drag superstar da América. E em cada episódio, as competidoras participam de gincanas e provas onde são testadas suas habilidades em canto, dança, costura, talento, humor e personalidade. 

Em 11 temporadas, o programa não só abriu o universo drag para todos nós, como segue compartilhando histórias, acontecimentos, experiências, gírias, curiosidades, personagens, dificuldades e avanços de toda a comunidade LGBT mundo afora. Em meio à competição, a gente se familiariza com dores alheias, cria empatia, conhece aqueles que vieram antes da gente, entende muito mais nossas lutas e ainda se diverte! Não estranhe se você chorar e gargalhar no mesmo episódio, isso, não raro, acontece. 

5 – Série | Queer Eye

Disponível na Netflix, a nova versão da série Queer Eye reúne 5 gays talentosos (Fab Five), cada um na sua área, para organizar e transformar a vida de alguém. Em 3 temporadas, o time já conciliou relações, arrumou casas, reformou igrejas, aconselhou pessoas, renovou guarda-roupas e ajudou até gay a sair do armário. A cada episódio, diversos insights sobre moda, gastronomia, comportamento, cultura, design e cuidados pessoais. É mais um programa para se divertir, mas também se emocionar com lindas histórias de vida e seres humanos incríveis. 

6 – Série | Crônicas de San Francisco

A série, também disponível na Netflix, é baseada na obra literária de Armistead Maupin e traz para o protagonismo a comunidade LGBTQ que reside na pensão de Barbary Lane, espécie de porto seguro comandado pela transexual Anna Madrigal, em San Francisco. Seus episódios retratam lindamente histórias, romances, frustrações, intimidades e intrigas dos seus personagens e de forma super natural, passando longe de romantizações e caricaturas tão comuns em obras como esta. Sem generalizações, a trama aborda questões delicadas e discute diversos temas que envolvem pessoas queer. Uma das coisas que mais me agradaram na série foi o conflito de gerações, que ocorre sem, necessariamente, demonizar nenhuma das partes. O quarto episódio é um dos meus preferidos!

7 – Documentário | Revolta de Stonewall

Stonewall é um pub símbolo das primeiras lutas LGBT nos Estados Unidos. Numa época em que  a homossexualidade ainda era encarada como doença e os gays se escondiam em becos, ‘inferninhos’ e bares proibidos, Stonewall recebia toda essa gente marginalizada e, por isso, sofria constantes ataques e batidas da polícia de Nova York. Em junho de 1969, numa dessas abordagens, a comunidade ali presente, já cansada de sofrer repressões, resolveu reagir e encarar a polícia. A partir dali, aquelas pessoas compreenderam a força que tinham enquanto grupo e passaram a se organizar em encontros, manifestações e em outras lutas, que tempos depois desencadearam a Parada do Orgulho. 

Nesse doc, disponível no Youtube, há diversos testemunhos e relatos que ajudam a contar como tudo aconteceu. 

8 – Filme | Hoje eu Quero Voltar Sozinho

Filme brasileiro e super fofinho, que narra aquele amor juvenil que todos nós já tivemos um dia. Leonardo é um adolescente cego que encontra em Gabriel, seu novo colega de escola, a fonte de todas as suas descobertas amorosas e sexuais. Obra delicada, trilha ótima, narrativa gostosa, que fala sobre os medos, dilemas e sentimentos que permeiam a vida de muitos jovens gays e com as quais você vai se identificar com toda certeza. Filme pra ver e rever sempre!

 

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Sorteio nas redes sociais: pode ou não pode?

Olá, querido amigo que ama realizar sorteios para ganhar seguidores nas redes sociais! Tudo bem?

Sabemos que promoções como estas costumam atrair muita gente para os nossos perfis, portanto, parece ser a melhor solução numa estratégia digital. Mas o que você talvez não saiba, é que nesse assunto há leis e regras também.

Pra começar, a lei nem é tão nova e, embora muitos ainda fechem os olhos para ela, é super antiga e existe desde 2013. E o que ela diz?

1 – Sorteio (toda promoção que envolve sorte) é proibido nas redes sociais
Ele só será permitido se você solicitar autorização da SEFEL, Secretaria de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda. Antes, a Caixa Econômica Federal era a responsável por esta liberação, mas desde dezembro de 2018, a responsabilidade passou a ser da SEFEL. O processo pode durar mais de 30 dias, por isso, planejamento é fundamental; e você deve pagar uma taxa relativa ao valor do prêmio oferecido no sorteio. Por exemplo, se a premiação custar até 1.000,00, o valor da taxa será de 27 reais;

2 – Apenas empresas (pessoas jurídicas) podem realizar sorteios, desde que estejam em dia com seus tributos
Se você é produtor de conteúdo e deseja sortear algo, caso você seja pessoa física, somente a marca parceira pode pedir autorização desse sorteio à Sefel;

3 – Os prêmios podem ser em produtos, serviços, mas NUNCA em dinheiro

E se minha promoção for um CONCURSO CULTURAL, por exemplo? Posso? Sim, mas há regras também e descumpri-las, pode descaracterizar o seu concurso.

Concurso Cultural é uma ação promocional que não envolve sorte. Nela, o participante depende somente do seu mérito cultural, artístico, desportivo ou recreativo.

1 – É proibido exigir que o consumidor elogie a marca;

2 – O nome da empresa deve aparecer apenas como promotora do concurso e nunca no seu nome, chamada ou mecânica;

ERRADO: Participe da promoção da marca X! Basta escrever uma frase sobre seu amor pela marca X. A mais criativa leva o prêmio!

3 – A empresa NÃO pode premiar o ganhador com produtos ou serviços da própria marca;

4 – O concurso NÃO pode exigir que o participante utilize algum produto da marca nem que ele pague algo para para validar sua participação;

ERRADO: Para participar, junte 10 tampinhas de refrigerantes!

5 – O participante não é obrigado a aceitar receber conteúdos publicitários da marca para concorrer;

6 – NÃO pode exigir que o participante submeta seus dados a um cadastro e/ou responda à pesquisas para participar;

7 – Seu concurso não pode estar vinculado nem tampouco ser batizado com o nome de datas comemorativas, como dia dos namorados, dia dos pais e natal;

8 – IMPORTANTE! O seu concurso cultural NÃO pode ocorrer dentro de uma rede social, como Facebook, Instagram e Twitter. Estes canais devem ser utilizados APENAS para divulgar a promoção. O concurso deve acontecer num hotsite, aplicativo ou qualquer outra plataforma similar;

9 – E segundo as diretrizes do Facebook, usar termos como CURTA e COMPARTILHE também não é permitido!

As regras são estas e caso você insista em realizar sorteios e concursos culturais sem obedecê-las, além de arcar com uma multa no valor total da premiação, a sua empresa pode ficar até dois anos sem permissão para fazer qualquer tipo de promoção.

 

Gostou? Então compartilha com quem precisa saber dessas informações.
Mais dicas como estas, tem lá no meu perfil: https://www.instagram.com/pettersonfarias/

Buenos Aires: um lugar pra voltar sempre

Vem de câmbio paralelo, vem! Sim, minha gente, nada de Salinas nem Mosqueiro, esse post é pra enaltecer a princesinha Buenos Aires, a Mosqueiro do Brasil. 

Que Argentina é um destino banalizado, isso eu já sei. Considerado quintal do nosso país, está para o Sul do país tal qual Ilha do Combu está para Belém, mas, mana, eu moro na Amazônia. Só de atravessar mais de 20 estados brasileiros em 12 horas de viagem, eu já me sinto em Dubai. How can I say OBRIGADO, MEU DEUS in árabe?

E pra quem nunca foi, eu só te digo vai! Buenos Aires é tipo Europa, sabe?! Só que em pesos argentinos. A arquitetura me impressionou bastante. Eu andava o tempo inteiro olhando pros prédios maravilhado que nem Maria da Graça em Lua de Cristal quando chegou na cidade grande pra morar com a tia. 

Florida

Caminito

Floralis Genérica

No primeiro dia, em uma tarde, batemos perna (sim, ANDANDO MESMO) pela Nove de Julho, onde fica o famigerado Obelisco; pela Casa Rosada; Puerto Madero; Florida; e pela Avenida Corrientes que tem de tudo, INCLUSIVE E SOBRETUDO, livrarias de todos os tamanhos e gostos, uma pena meu espanhol se resumir aos stories do Maluma, acabei não comprando nenhum livro.

Lá, em dezembro é verão: 36 graus na sombra. REPREENDA, SENHOR! Porém suando menos que no Pedreira-Lomas em dia de chuva. GLÓRIAS TE DOU, SENHOR! Menos suor, mais calça roçando entre as pernas juntas: não se pode ter tudo, né?!

Posando com o famoso Obelisco

Caminito

Avenida Corrientes

– Pett, mas e a língua?
– Língua a gente beija, mulher
– Não, a outra língua. Dificuldade pra hablar?
– Juro que não. Em Buenos Aires tem mais brasileiro que no Jurunas e os argentinos já estão acostumados. Nas horas em que eu me sentia na série NARCOS e meu único instinto era soltar um NO ENTIENDO NADA, HIJO DE PUTA, eu gritava mozão baiano e tudo se resolvia. ‘OXENTE, o rapaz só deu boa tarde!’

Descobri que estava hospedado quase dentro do Café Tortoni, indicado pela maioria dos turistas empolgados. Conseguimos a façanha de ir duas vezes e não enfrentar fila, mas ao sair, nos deparamos com uma multidão de pessoas digna de uma corda do Círio. Impressões? Caro demais. ME BATAM!

Fomos ao Caminito: um complexo pequeno de ruas cheias de lojinhas, restaurantes e paredes coloridas pra blogueira nenhuma botar defeito. Fui sem expectativa, voltei de lá com mais sacola que a minha mãe quando sai do supermercado.

Museo Nacional de Bellas Artes

El Ateneo: considerada uma das livrarias mais lindas do mundo

Museo Nacional de Bellas Artes

Tentei a todo custo realizar o sonho de trocar meu guarda-roupa inteiro na Argentina, mas o máximo que consegui comprar foi doce de leite e capa de almofada. Não se iludam: Buenos Aires não é mais destino de compras (dizem que já foi bastante). Galerias Pacífico? Só pra bater foto e TCHAU, GOOD BYE PRA VOCÊ! Mas em compensação, comida, meu amor: comi carne, batata frita e doce por um ano inteeeeeiro. 

Ps: Dadá Bistrô (atrás das Galerias Pacífico), Las Lilas em Porto Madero, Cucina Paradiso e William’s Burger são lugares legais pra comer.

Um dos postais mais famosos de Buenos Aires: Caminito

Galerias Pacífico

Café Tortoni

Fui bem reticente ao parque da Floralis Genérica, mas acabei curtindo o rolê. Se numa tarde tu visitas o parque, dá um pulo no Museu de Belas Artes, roda no Shopping Design e te benze no cemitério da Recoleta, o passeio vale muito a pena. Só não visitei o cemitério porque já era noite e eu tenho amor pela minha vida DEUS QUE ME DIBRE CEMITÉRIO À NOITE, sou nem fã da Lana Queria Estar Morta del Rey.

E no último dia do ano – a viagem foi no réveillon de 2018 -, aproveitamos o clima de inverno e viramos a Feirinha de San Telmo do avesso. Achei até que ia comprar mais coisas, mas só fali mesmo com pôsteres. Minha parede vai ficar mais enfeitada que fantasia de Rainha das Rainhas.

Transporte? Vá de táxi. Não vi tanta diferença de valores entre eles e o uber.
Câmbio? Em Florida.
Uma dica? Aeroporto de Ezeiza é longe pra cacete. Mais 10km, a gente chega em Quatipuru. O Aeroparque fica mais perto do centro.

Buenos Aires é uma cidade linda. E sinto que não conheci metade dela. Suponho que a maioria dos brasileiros que esteve em Buenos Aires, voltou pra casa com esse gostinho de quero mais. Falo por mim, quero sim! Volto qualquer dia!

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Hater: só mais um fã decepcionado

HATER: aquele odiador clássico da Internet, que te segue só pra te odiar. Se você não tem um desses, levante as mãos para os céus e agradeça. Mas se tem, preste bem atenção no que eu te digo: seu hater pode ser apenas um fã decepcionado.

RELACIONAMENTO é a palavra-chave para qualquer comunicação nas redes. Portanto, conquistar fãs e seguidores apaixonados deve ser uma busca constante, porque são eles que engajam suas postagens, viralizam seus conteúdos e até te defendem em momentos de crise. E entenda: processo de conquista demanda tempo, atenção e entrega. Se você, por pura preguiça, se distancia disso e cria um bloqueio entre você e seus seguidores, você frustra uma expectativa altíssima. E aquele fã que não é respondido, não é visto nem valorizado, se sente negligenciado e passa a procurar outras formas de chamar atenção, entre elas, a da ofensa. Isso se agrava quando, além de ignorar os comentários, directs e declarações apaixonadas dos seus seguidores, você passa a dar visibilidade a quem te ofende. Centenas de pessoas dizem todo dia que você é lindo e zero interação. ‘Não tenho tempo pra isso, Petterson’. Mas alguém te chama de feio e isso basta pra que você pare tudo que está fazendo pra responder o comentário, printar, postar nos stories, na timeline, imprimir, botar num outdoor, veiculou na TV… Mas olha, não é que você arrumou um tempo pra interagir na internet?! E o odiador pensa ‘Ufa! Finalmente fui notado!’.

Claro, tendemos sempre a reagir mais ao insulto do que ao elogio, porém isso não pode ser usado contra você. Inverta a lógica, ignore o HATER e valorize o fã (mesmo que pra ignorar o hater você precise respirar fundo duas horas seguidas). Converse, troque ideias, ouça, responda e ame o seu seguidor, porque quando você desvaloriza isso, você o perde. E depois que ele vira um odiador profissional, aí fica mais difícil reconquistá-lo.

Grandes erros da humanidade na web

Não raro, você olha para suas redes sociais e se questiona: por que minhas postagens não estão dando certo? Por que não engajamos tão quanto a concorrência?

A resposta é simples: a culpa é sua! Talvez você esteja pecando em alguns processos e entregando um conteúdo incapaz de atrair público, gerar vínculos e aumentar vendas.

Cinco dos maiores erros nas redes sociais estão aqui. Caso você se identifique com algum, tente rever suas atitudes, volte dez casas e refaça o caminho, mas dessa vez acertando os passos. Bom trabalho!

1 – Estar focado somente em vendas

Redes sociais não são sobre propaganda, são sobre relacionamentos. As pessoas ignoram seus posts, não se interessam pelo que você diz e deixam você falando sozinho, porque você ainda acha que o melhor a se fazer na Internet é apenas divulgar seus produtos e serviços. Seus seguidores estão interessados em conversar, aprender, inspirar-se, entreter-se e trocar afetos. Se seu Instagram, Facebook e/ou Youtube não oferece nada disso, você nunca vai impactar nem convencer ninguém.

Deixe de lado esse egoísmo: não fale somente de si, sobre a beleza e qualidade do que você tem para vender. Não passe para as pessoas a sensação de desespero, de uma marca que está ali só para bater metas e aumentar lucros. R E L A X E ! Ouça, troque ideias, converse, pergunte sobre o que seus consumidores querem falar, crie experiências valiosas, dê atenção, compartilhe sensações e faça seu fã se sentir parte do seu negócio.

2 – Comprar seguidores

Sabemos que as ofertas são tentadoras e a ansiedade de crescer rapidamente faz essa solução parecer a melhor do mundo, mas muita calma nessa hora! Pessoas e marcas que compram seguidores, mesmo que tentem fazer isso escondido, passam para o seu público a imagem de trapaceiras e desonestas. Assim como você não é corrupto (assim espero) nas dinâmicas e bastidores do seu negócio, não seja na Internet.

Tenha paciência e cresça organicamente. Acredite, a equação é simples: se você entrega um bom conteúdo, o público vem! Não importa se são duas ou dez mil, se as pessoas chegaram até você por livre e espontânea vontade, é porque elas acreditam no que você diz e isso é valioso demais.

Por último, pare de se comparar com a audiência alheia! Isso só vai fazer você se desesperar. Empenhe-se, sim, em ser original, pertinente, consistente e relevante. Ter um bom engajamento (pessoas interagindo com as suas postagens) será sempre mais importante do que um milhão de seguidores. Vai por mim!

3 – Automatizar seu relacionamento

Quanto maior for a atenção que você dá aos seus clientes e seguidores, melhor será seu desempenho nas redes. Não caia nessa de ‘não tenho tempo para responder as pessoas nem de olhar meu direct’. Tempo você tem, o que te falta é encarar esse relacionamento como PRIORIDADE.

Para ter relevância na web, você precisa entender a importância de prestar atenção no outro e de tratar suas relações como fundamentais para o sucesso da sua marca.

Não deixe esse diálogo com fãs e consumidores nas mãos de alguém despreparado. Não entregue somente frases prontas e contatos automatizados. Caso a sua semana seja corrida demais (eu compreendo isso), reserve uma hora no dia só para atender e estimular essas conversações. E personalize o máximo que você puder, tirando dúvidas, chamando pelo nome, sendo cordial. Depois de um tempo, você vai ver o resultado que isso gera. Quando as pessoas se sentem valorizadas, elas entregam o que você quiser. Seguidores apaixonados são os bens mais valiosos que você pode ganhar num trabalho de comunicação digital. E isso não se compra, conquista-se.

Leia também: Seu engajamento está baixo porque você não interage

4 – Ser a cópia da cópia

Você já se deu conta de quantos conteúdos diários competem com o seu pela atenção do seu seguidor? Dezenas, centenas? Não, milhares. Portanto, não se iluda! Se suas abordagens não forem criativas e originais, seu alcance será baixíssimo. Se você insistir no conteúdo feijão com arroz, copiado dos outros, você não sairá do lugar.

Não tenha medo de testar e ousar. Confie no seu DNA, na essência da sua marca e traduza tudo isso em fotos, vídeos e textos surpreendentes. Não é difícil tanto quanto você pensa. Só é preciso perder o medo de fazer.

Claro, no meio do processo, algo pode dar errado e o conteúdo pode não agradar tanto assim ao seu público. Caso isso aconteça, refaça, adeque e não desista de testar. Rearranjos fazem parte do trabalho.

5 – Não ter planejamento

Nesse ano, por exemplo, eu tô testando um planejamento analógico para os conteúdos do Cacos Metafóricos

No post anterior, eu falei que a Internet não é bagunça. Portanto, é preciso planejar! Para que seus esforços de comunicação nas redes engajem, você precisa enxergá-los como uma grande narrativa dividida em diversos capítulos (postagens) coerentes, com início, meio e fim. Para isso, há de se ter, minimamente, uma noção do que será postado amanhã, na semana que vem, no mês seguinte.

Não importa se num quadro, numa parede, folha de caderno, num aplicativo ou no Excel, faça seu planejamento de conteúdos. Crie cronogramas, determine dias e horários para postar, mesmo que mude depois. Veja quais posts precisam de mais tempo para serem trabalhados, discrimine as etapas de execução e procure, na medida do possível, respeitar esse planejamento. Só assim seu trabalho vai vingar!

Leia também: 4 livros para entender Marketing e Comunicação Digital

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Até a próxima! o/

O que esperamos das marcas nas redes sociais?

Em qualquer esforço de comunicação digital, atirar no escuro ou apenas seguir o fluxo sem refletir sobre o que está sendo entregue ao público pode ser muito prejudicial. Internet não é bagunça e você precisa, minimamente, entender o que seus seguidores esperam de você enquanto marca. 

Foto: Tereza & Aryanne

Algumas dessas expectativas que nós, enquanto consumidores, temos, eu compartilho aqui com vocês.

1 – Relacionamentos e afetos

Entre nas redes sociais para criar relacionamentos e trocar afetos. Ok, talvez soe piegas isso, mas o resultado é real. Grande parte do baixo engajamento das marcas na web se deve ao fato de que elas se preocupam bem mais com a propaganda dos seus produtos e serviços e pouco se dispõem a se relacionar profundamente com seus seguidores e clientes.

Empresas centradas somente em si, que não olham para os lados, não falam na língua dos consumidores, não conversam e usam seus perfis somente para exposição dos seus negócios ainda precisam aprender muito para, de fato, engajar e atingir seus objetivos na Internet.

> Crie diálogos: não adianta você ter a postagem mais bonita se você não responde comentários, só manda coraçãozinho no direct, ignora inbox e e-mail e segue falando sozinho achando que essa é a melhor estratégia. Seguidores gostam de se sentir valorizados, fazendo parte da comunicação da marca. Se possível, enquanto conversa, chame as pessoas pelo nome!

> Acredite nas entrelinhas: seu interesse ao entrar numa rede social pode ser gerar vendas, bater metas, aumentar lucros, mas jamais transfira esse seu desejo (ou desespero em alguns casos) para quem te segue. As pessoas não acessam Facebook, Instagram, Youtube, por exemplo, para serem impactadas por publicidade. Portanto, entenda sua estratégia na rede como um jogo de sedução, em que, pra conquistar alguém, você não precisa a todo instante reafirmar seu intuito comercial. Venda de forma invisível, seja criativo, interessante, pertinente, atenda necessidades e desejos dos seguidores, compartilhe expertises, responda perguntas. Só assim eles vão se interessar pelo conteúdo que você entrega e, quem sabe, dar ‘Match’ com seus produtos e serviços.

Você pode compartilhar curiosidades do seu universo como o Jardim da Saudade

Ou compartilhar as melhores coxinhas da cidade como os meninos da @macucotv

Ou ajudar suas noivinhas com dicas sobre orçamento como faz o @mia.decor

> Não mendigue atenção: ‘me curta, comente meus posts, compartilhe meu vídeo’. Abordar individualmente as pessoas assim é muito chato e pra uma marca pode pegar muito mal. Suas postagens terão sempre o alcance que merecem ter. Se as pessoas não interagiram com elas, é porque não foram suficientemente interessantes. Então antes de pedir likes, comentários e compartilhamentos, reveja sua estratégia e seja mais criativo nos conteúdos futuros.

É óbvio que você pode direcionar esse seu pedido para um público amplo (como faço no final desse post), sem problema algum. Só não constranja INDIVIDUALMENTE as pessoas, para que elas não se sintam coagidas a interagirem com algo que elas não gostaram.

> Dê antes de receber: Marketing de Conteúdo é, em suma, entender essa lógica e entregar ao público postagens e temáticas que, dialoguem com o universo da sua marca, mas que, sobretudo, respondam e atendam perguntas, necessidades e desejos de alguém. Preocupe-se sempre em ser útil, entretendo, informando, inspirando e/ou educando. Fazendo isso, naturalmente seus seguidores vão se interessar pelo que você tem a oferecer.

Você pode compartilhar caseirices como faz @acasacomoelae

Ou brincar com o universo das séries como faz a doceria @take1doceria

E até abordar temáticas mais sérias como o perfil @todxsbrasil

2 – Discursos mais profundos

E dentro dessa lógica de Marketing de Conteúdo, você deve estar se perguntando: se não for pra falar de mim, do meu produto, da minha marca, o que sobra? Sobra tudo, sobra o mundo. Negócios que se permitem sair do protagonismo e usam suas redes sociais como plataformas para discursos profundos, causas sociais, temáticas importantes, têm chances maiores de se destacar.

Então a partir do relacionamento que você deve construir com seu público, descubra sobre o que ele está falando naquele momento; entenda suas visões de mundo; seus ideais; seus estilos de vida; suas agonias, expectativas, interesses; e fale sobre cada um deles. 

É impossível generalizar a noção do que é um conteúdo interessante, porque isso varia bastante. Internet é feita de nichos, comunidades e cada um com interesses diversos. Por isso, é seu papel, a partir de conversações, entender o que é pertinente para o seu público. 

De repente, seus seguidores querem ver você se posicionar sobre causas específicas, como o feminismo, diversidade e/ou tolerância religiosa. Talvez não, de repente, eles querem saber o que você acha da causa animal, da causa amazônida, da sua consciência ambiental. Em algumas situações, você pode fisgar esse público dialogando sobre indígenas, nordestinos, crianças, idosos, entre outros.

Mas vale uma ressalva: fale sobre assuntos que você tenha conhecimento, que você domina e pratica no mercado. ‘Surfar na onda’ sem praticar o que você está propagando aos quatro cantos, pode ser um tiro no pé e afundar o seu negócio. Não seja oportunista, estamos de olho!

3 – Acesso à informação

Facilite a vida dos seus consumidores. Não seja um mistério, não torne suas informações uma caça ao tesouro. Seu produto, seu serviço, seu preço, sua localização não são o Santo Graal, portanto, compartilhe! 

Lembre-se sempre: nós estamos lidando com pessoas sem tempo e, às vezes, é necessário pouco menos de um segundo pra fisgar a atenção delas. Se você não democratiza aquilo que o público quer saber, sua concorrência pode entregar o que ele quer e roubar toda sua clientela. 

> Quanto custa: a não ser que políticas internas da empresa te proíbam, compartilhe seu preço. Qual o problema em dizer que seu prato custa 25 reais ou a sua saia custa 45?

> Geolocalização: compartilhe o seu endereço, porque ninguém é obrigado a saber onde seu ponto de venda está localizado;

> Horário de Funcionamento: deixe na sua bio seus horários; comunique em postagens, quando houver qualquer mudança no seu funcionamento, seus horários especiais no final de semana e no feriado, etc.;

4 – Consistência

Marca que entra quando quer nas redes sociais, faz uma postagem hoje e outra só daqui a 3 meses, jamais vai engajar. A internet também pede consistência, assiduidade. Planeje-se para cumprir o que você prometeu. Não importa se um vídeo por mês, um artigo por semana ou dois stories por dia, só não caia em descrédito traindo a expectativa do público que espera pelos seus conteúdos.

Além disso, viva a sua timeline: assista, interaja. Desse olhar frequente, você pode obter diversos insights e entregar material mais assertivo para os seus seguidores.

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Meus livros preferidos de 2018

Entre altos e baixos, no ano passado, o saldo foi de 25 obras lidas: de leituras sobre Marketing e Comunicação Digital, minhas profissões, a diversos autores inéditos que foram ótimas surpresas pra mim. Entre eles, escolhi meus cinco livros preferidos. O mais legal de tudo: ainda não tinha lido nenhum destes autores da lista antes de 2018. 

Os livros que li em 2018. Falei de cada um deles no Cacos Metafóricos

1 – Um Milhão de Finais Felizes – Vitor Martins

‘Eu te amo e tenho certeza de que, mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro’. Ah, cacete! Mais uma daquelas frases que mexem demais com a gente! Eu amei esse livro do @vitormrtns, assim como Quinze Dias, sua primeira obra, porque neles a gente se enxerga, neles, o autor fala de nós: gays brasileiros fora do padrão e viciados em memes de Internet. AAAAA

A história de amor do Jonas e Arthur, o Barba Ruiva, é boa do início ao fim. E mesmo aparentando ser, num primeiro olhar, mais um desses romances juvenis água com açúcar, ele aborda diversos temas delicados e muito necessários, como a relação entre homossexualidade, família e religião. Livrão, sim! E eu terminei apaixonado pelo casal, quase stalkeio os dois no Instagram pra propor um poliamor, aí lembrei que eram só personagens. 😦 Que alegria ter Vitor Martins entre nós. Que venham outros finais felizes por aí!

2 – Quem Tem Medo do Feminismo Negro? – Djamila Ribeiro

E aí, quem tem medo? Que livro mais necessário esse, hein?! Uma obra que escancara duas grandes doenças da nossa sociedade, o Machismo e o Racismo, e traz à tona diversas discussões, como o próprio Feminismo que, segundo ela, durante muito tempo invisibilizou a luta da mulher negra; e o uso de termos que a gente segue reproduzindo sem nem perceber que eles carregam consigo uma lógica racista. MULATA, por exemplo, que significa uma mistura imprópria, que não deveria existir, e se referia, lá atrás, a bebês nascidos com a pele mais clara por conta da mistura entre a escrava e o senhor do engenho. É uma leitura que indico demais, sobretudo pra você que não se acha racista, mas não entende muitas das dificuldades que as mulheres negras passam. ‘Quem tem medo do feminismo negro?’ é pra ler de peito aberto, sem medo, mesmo que você se depare com alguma atitude racista relatada e que você, infelizmente, ainda reproduz. Viva @djamilaribeiro1!

3 – 1984 – George Orwell

E aí que, justo num ano político complicado para o Brasil, eu resolvi ler 1984 e desgraçar ainda mais meu juízo. Um livraço, inclusive. O protagonista vive sob um regime político de opressão, representado pela figura do Grande Irmão, o olho que tudo vê. Na Oceânia, pensar diferente é crime. Ser contrário, transgredir; esboçar alegria ou prazer, crime também; que pode levar uma pessoa à tortura e até à morte. George Orwell narra uma história longe de ser mera ficção, fala de exercícios de poder que já devastaram diversos povos e que ainda ameaçam sociedades como a nossa. É uma baita obra, vale muito a pena ler.

4 – Marketing de Conteúdo Épico – Joe Pulizzi

‘Os seus clientes não se preocupam com você, seus produtos ou seus serviços. Eles se preocupam consigo mesmos’. @joepulizzi, um especialista até então desconhecido pra mim, vai na ferida e explica os motivos que levam muitas marcas a fracassar nas redes sociais: pautadas na única preocupação de somente vender seus produtos, deixam de olhar pros lados, contar histórias e produzir conteúdos que impactem de fato a vida das pessoas. Bato nessa tecla há séculos e ele, nesse livro, atesta que ganha mais quem usa a Internet para produzir conteúdos relevantes e pertinentes, porque só assim conseguimos nos destacar na multidão. Ótima leitura, não dou nota máxima, porque, mais uma vez, por se tratar de uma obra sobre marketing digital, é normal que alguns conceitos envelheçam com o tempo. Mas super recomendo!

5 – Me Chame pelo Seu Nome – André Aciman

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Eu ainda estou impactado com esse livro do André Aciman. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’. Leiam, vocês não vão se arrepender!

LIVRO BÔNUS

Empreendedorismo para Subversivos – Facundo Guerra

Embora Facundo Guerra afirme que empreender seja uma ciência inexata, uma arte, um caminho e que cada um deve, sim, escrever sua história à sua maneira, o livro ‘Empreendedorismo para Subversivos’ abre a nossa mente para esse universo e desconstrói muito do que se propaga acerca de um empreendedor. Alguns dos aprendizados que levo pra vida depois dessa leitura são esses:

– O empreendedor sabe que existem outras grandezas além do dinheiro. O empresário nem suspeita disso;

– Não se posicionar sobre causas controversas pode ser o beijo da morte de uma marca. O discurso ‘nossas marcas não se posicionam politicamente’ não cola mais. Hoje os consumidores entendem que as corporações são grandes articuladoras de energias diversas e, sim, muitas vezes têm maior capacidade de mudar o seu entorno do que governos;

– Tenha um propósito: a razão que te faz empreender. Se fizer isso só para ser rico, suas chances são diminutas. Produza com propósito: para aumentar seu capital social, sua vaidade, busca por excelência, ego ou sentimento de grandeza, reputação, curiosidade, enfim, a lista é enorme!

– Empreenda no intuito de resolver um problema. Concentre seu foco e sua energia para solucionar um problema legítimo e não somente para desenvolver um alto grau de inovação por puro fetiche, como no refinar de um produto que não precisava, no final das contas, de refinamento algum;

– Saiba quando parar. Seu negócio foi criado com uma narrativa e qualquer narrativa precisa de um fim. Não acredite que seu negócio durará para sempre porque não vai durar. Seja maduro e planeje até onde ele pode ir.

Se você quiser acompanhar as minhas leituras, siga o Cacos Metafóricos também. Até o próximo post!

Impressões sobre Nova York

Eu amei Nova York. Fui, irei novamente e recomendo pra quem quer que seja. Estive lá no finalzinho de 2018 e anotei algumas dicas pra compartilhar com você, que pretende ir logo mais e não sabe por onde iniciar a pesquisa dessa viagem.

Pra começar, o aeroporto é bem distante do centro de Manhattan e há inúmeras possibilidades de transporte. Nós fomos de Transfer (uma espécie de motorista particular que te apanha na saída do aeroporto, $130) e voltamos de Uber (pagamos $83 porque pedimos em horário de pico). Mas há opções bem mais em conta, como ônibus e metrô, por exemplo.

Visto
O que mais me afastava da vontade de conhecer os Estados Unidos era a impressão de que tirar o visto seria difícil demais. Mas descobri que há diversas assessorias especializadas em visto e acabei contratando uma delas. A Globalvisa (tem em todo o Brasil) foi a escolhida. Eles nos ajudam desde o preenchimento do formulário em inglês até às dicas de como se comportar na entrevista. Eu escolhi ser entrevistado em Recife e foi muito tranquilo. As pessoas nos metem tanto medo, mas comigo foi super de boa. Três perguntinhas e, em menos de dez dias, o visto estava nas minhas mãos.

Hospedagem
Nossa escolha foi o Radisson Martinique, que fica na 32 street, entre a quinta e a sexta avenida. Embora o hotel não ofereça café da manhã (você pode pagar por fora) e o preço não seja tão barato assim, a localização vale muito a pena. No entorno, as principais lojas, boas lanchonetes, restaurantes e alguns dos pontos turísticos mais famosos da cidade, como o Empire State e a Times Square.

Alimentação
Eu sinceramente esperava mais. Ok, ok, que a gente vive num país de gastronomia sem defeitos, mas, de fato: assim como não comi nada ruim, também nada me surpreendeu. Em média, gastamos 25 dólares por refeição, comendo duas ou três vezes ao dia. E claro, nos entupimos dos famigerados brunchs e burgers de fast foods como The Five Guys, Starbucks, The Harold, Panera Bread e Shake Shack.

Mas uma coisa eu amei: nos restaurantes sempre têm água da casa e em abundância. ❤

Nossa primeira refeição na cidade. No The Harold, que fica ao ladinho do Hotel Radisson Martinique

The Harold

Idioma
Nova York é uma cidade bem receptiva e generosa com os turistas, mas se eu não estivesse com alguém que fala em inglês, eu teria encontrado dificuldades, porque na hora H, por mais que você entenda minimamente o idioma, bate o nervoso, a mente trava e você passa vergonha. Agora uma coisa é certa: em uma semaninha, você já começa a ter algumas noções de como pedir as coisas em lojas, restaurantes e consegue estabelecer um contato mínimo pra não morrer de fome nem ficar mudo na frente dos outros.

Dezembro: dias frios, clima natalino morno
Pra quem ama o frio, o mês de dezembro é ótimo, porque é quando a temperatura cai bastante, mas não esfria tanto quanto de janeiro em diante, eles dizem. É um mês especial também porque a cidade se enfeita para o natal, mexendo assim com todo aquele nosso imaginário, adquirido com muitos filmes da Sessão da Tarde. Se você for nessa época, a sua primeira compra deve ser: luvas e camisa térmica. A minha camisa eu comprei por 19 dólares na Uniqlo.

Mas ó, preciso ser honesto com vocês, mesmo com as lojas enfeitadas, a árvore enorme e linda do Rockfeller, entre outros atrativos, eu esperava mais do clima natalino de Nova York. Pelo menos comigo, rolou uma leve decepção.

A famosa árvore natalina do Rockefeller

Roteiros Turísticos
Uma das minhas maiores dificuldades ao pesquisar turismo em NYC foi descobrir o que é perto de quê. Os blogs e canais especializados não falam muito sobre isso. Fui morrendo de medo de não entender as distâncias e proximidades e gastar o dobro de dinheiro visitando em dias diferentes pontos turísticos próximos.

Mas pra minha surpresa, além de Nova York ser uma cidade muito fácil de se entender, por causa das ruas numeradas (isso é maravilhoso!), há umas regiões que aglomeram diversos pontos icônicos, te permitindo assim, num dia, conhecer tudo de uma só vez.

Como essa minha primeira viagem foi menos pra produzir conteúdo e mais pra namorar, descansar e conhecer, a gente não se forçou a correr demais pra fazer mil check-ins. Porém, abaixo seguem alguns lugares em que estive e como você pode se organizar pra visitá-los também:

Roteiro 1

Oculus, Memorial World Trade Center e One World Observatory. Próximos dali estão também a grande loja da Century 21 e o polo gastronômico Eataly;

Oculus é estação de trem, shopping center, ponto turístico e faz parte do grande complexo que relembra os atentados de 11 de setembro

Uma curiosidade: Oculus é projeto do arquiteto Santiago Calatrava, o mesmo que projetou o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro

Roteiro 2

Catedral St. Patrick, Top of The Rock que tem vista panorâmica e a famosa árvore de natal do Rockefeller Center com sua pista de patinação;

E esses raios de sol fazendo a catedral brilhar? ❤

Interior da Catedral St. Patrick

Roteiro 3

Empire State Building, Biblioteca Pública e a Grand Central Station, que embora seja uma estação de trem e metrô, é um lugar bem bonito pra visitar;

Biblioteca Pública de Nova York que, assim como o Empire State, fica na Quinta Avenida

Pegando um trem na Estação Central pra ir à Stanford


Roteiro 4

MoMa – The Museum of Modern Art; Central Park e MET – The Metropolitan Museum of Art (preciso avisar que nesse caso, os museus não são tão próximos um do outro como nos outros roteiros);

No acervo do MoMa, obras de Van Gogh, Andy Warhol, Picasso e outros artistas incríveis. O espaço tem ainda uma livraria, uma lojinha que achei cara demais e um café que tem um sanduichinho de salmão e um suco MARAVILHOSO!

A entrada no MoMa e no MET custa 25 dólares

Central Park

The MET

Roteiro 5

Times Square; Madison Square; loja B&H; e outras dezenas de lojas;

Transporte
Melhor meio de locomoção: seus pés. Hahaha
Sinceramente? Andamos de uber umas três vezes (o app lá não aceita dinheiro, apenas cartão) e depois descobrimos que há ainda outros aplicativos mais baratos que ele. Pegamos trem e metrô apenas uma vez. E durante sete dias, caminhamos como se não houvesse amanhã. Tomando a Quinta Avenida como referência, por exemplo, você rápido aprende o que fica pra cima e o que fica pra baixo e logo você se localiza.

Além de o trânsito de NYC ser caótico como em qualquer outra grande cidade do mundo, bater perna te ajuda a conhecer os lugares, se localizar mais rápido e dar aquelas paradinhas quando bem entender no meio do caminho, pra entrar numa loja, num restaurante, etc. Andar a pé vale a pena!

Stonewall

Um dos momentos mais emocionantes nessa viagem pra mim, foi a visita ao pub Stonewall, que fica em Greenwich Village, e é símbolo da revolta que, em 1969, mobilizou gays, trans e outros marginalizados a lutarem contra a repressão da polícia, numa época em que a homossexualidade era considerada uma patologia nos Estados Unidos. O enfrentamento daquela madrugada mobilizou pessoas, uniu sentimentos e resultou em outras lutas que culminaram na Parada do Orgulho, que é realizada até hoje, não só na América, mas em todo o mundo.

Estar lá me emocionou. Foi um momento de agradecimento a todos aqueles que vieram antes de nós e lutaram por uma sociedade mais justa, tolerante e livre.

Compras
Tudo que falarem de bom da Century 21, acredite, é verdade! A loja tem de tudo e se você não se policiar, você deixa sua vida lá. A Zara, assim como aqui no Brasil, eu amei. E fiquei apaixonado pela Urban Outfitters também.

Se você ama audiovisual, não deixe de visitar a B&H, que tem de tudo pra quem produz fotografia, vídeo e/ou conteúdos para a Internet. Só atenção para os horários de funcionamento.

E pra quem é amante de Literatura, recomendo uma visita (com tempo disponível) à Strand Books. Essa livraria me enlouqueceu! Amei demais!

Agora assim, se você tem juízo, converta antes de comprar, porque às vezes pode sair mais caro que comprar no Brasil.

Strand Books

Não é uma livraria tão barata, mas do lado de fora eles mantêm umas prateleiras com diversos livros a 1 dólar

Wi-Fi
Acesso à Internet por toda parte. Quanto a isso, nem se preocupe. Da lanchonete da esquina ao hotel, em todos os lugares é bem facinho se conectar. Emprestamos um chip de um amigo do meu namorado, mas se estivéssemos sem ele, ainda assim nos viraríamos muito bem.

Por último, um blog que me ajudou bastante com dicas de Nova York foi esse aqui: nyandabout.com

Nos destaques e no IGTV do meu Instagram, você pode assistir a todos os stories da viagem. Siga instagram.com/pettersonfarias


Até a próxima!

Melhore seus stories: 14 dicas que podem te ajudar

É inegável a importância dos STORIES em qualquer estratégia de comunicação digital hoje em dia. Muitas vezes com o seu alcance equiparado ao das postagens no feed, esse recurso do Instagram segue sendo uma boa opção para atingir e conversar com seu público. E como ser ainda mais interessante e relevante nas fotos e vídeos verticais que duram 24 horas? Eu te ajudo com algumas dicas.

1 – Vá direto ao ponto!

Os stories têm curta duração e não é por acaso: a atenção das pessoas está escassa e é disputada por milhares de conteúdos diários na Internet. Se você quer fisgar alguém, não enrole! Já aborde o assunto que você quer na primeira imagem (ou vídeo) e não entre nessa de criar expectativa em 4, 5 vídeos, porque nesse intervalo, a pessoa pode perder o interesse e te deixar falando sozinho.

2 – Seja sucinto!

Assim como é importante ir direto ao ponto, é necessário também ser sucinto. Se o assunto pede 4 stories, não há motivos para você se estender por outros dez. Mesmo que você ame e domine o tema abordado, fale o indispensável e se mantenha interessante do início ao fim, ao invés de cansar quem está te vendo. Em alguns casos, escrever e ensaiar o que você quer dizer, pode ajudar.

PS: Não há uma quantidade ideal de stories. Eles têm que durar o tempo que o conteúdo pedir.

3 – Cuidado com as mãos

Elas podem roubar o seu protagonismo e desviar a atenção dos seus seguidores. Enquanto você estiver falando pra câmera, mostre as mãos o mínimo possível. Se for difícil no começo, tente prendê-las na cintura, rs.

4 – Centralize seus textos

O seu celular não é, necessariamente, o mesmo de quem te segue, por isso, evite textos nas extremidades dos seus stories. Por mais que esteja tudo certinho na sua tela, na do coleguinha as frases podem estar cortadas e as palavras podem estar aparecendo pela metade. Portanto, textos centrais sempre.

5 –  Fale pra fora!

Não sussurre, fale num tom razoável para que as pessoas te ouçam. Mas é pra gritar? Não, meu anjo, não tem necessidade, até porque muita gente assiste aos seus stories com o fone no volume máximo. Porém, falar baixo demais pode deixar seus stories monótonos e desinteressantes.

6 – Variar é importante

E por falar em monotonia, os stories nos oferecem diversos recursos e possibilidades justamente para que a gente use a criatividade e surpreenda nossa audiência com conteúdos diferentes e originais. Então que tal sair da zona de conforto e testar estes formatos? Revezar fotos e vídeos; alternar stories em que você aparece e vídeos do ambiente em que você está; usar trilhas e ferramentas de interação são algumas das formas de você não cansar e surpreender os seus seguidores.

7 – Não abuse do Zoom

O zoom tem um efeito legal para momentos de surpresa, suspense e pausas dramáticas, por exemplo, mas não abuse do recurso! Isso pode deixar seu conteúdo chato e o seguidor zonzo. Aliás, como eu disse, variar é importante, portanto, abusar de qualquer recurso nos stories não vai te ajudar em nada.

8 – Não deixe sobras no início e fim dos seus vídeos

Iniciar e encerrar o vídeo falando torna seu conteúdo mais dinâmico e dá menos chances ao seu seguidor de ele desviar a atenção. Se a sua frase durou 5 segundos, não espere chegar em 10 pra parar de gravar. Quanto menos sobras no início e no fim, melhor. E outra: as pessoas tendem a pular stories em que elas já adivinharam o que você queria mostrar ou dizer. Por isso, rapidez e criatividade para surpreender sempre!

9 – Não fale RÍSTORIS

O correto é ISTÓRIS. ❤

10 – Use as ferramentas do próprio Story

  • Localização

Além de dizer ao seu público por onde você anda, a localização te ajuda a alcançar pessoas que não te seguem, mas que se interessam pelo lugar em que você está, aumentando assim seus views.

  • Menção

Marque as pessoas que aparecem nos seus stories. Elas podem compartilhar seu conteúdo, fazendo assim você aparecer para mais gente também.

  • Perguntas e Enquete

Ao usar esses recursos, além de despertar nos seguidores o interesse de interagir, você pode concentrar num só lugar todas as respostas sobre determinado assunto. Enquete eu recomendo para perguntas de múltipla escolha, algo mais direto. Perguntas eu recomendo para aqueles momentos em que você necessitar de respostas mais elaboradas.

PS: diferente das mensagens do seu direct, respostas da Enquete e Perguntas somem em 24 horas.

  • GIF

Para tornar seus stories mais atrativos e divertidos, você pode usar os gifs disponíveis também.

11 – Use o Spotify

Caso queira usar trilha nos seus vídeos, uma forma de fazer isso sem ter que editar em outro aplicativo, é dar play na música dentro do Spotify e, em seguida, ir para o Instagram gravar seu story com a faixa tocando.

12 – Não enfeite demais

Editar fotos e vídeos pode ser legal em momentos específicos, mas se permita também postar stories menos elaborados e sem edição de vez em quando, porque conteúdos rebuscados demais podem passar a ideia ao seu público de algo muito publicitário, feito somente para vender, ou seja, tudo o que a gente não quer nas redes sociais.

13 – Seja humano!

Planeje o melhor conteúdo, tenha senso estético e muito cuidado com as imagens e temáticas dos seus stories, mas jamais abandone o seu lado humano. Vulnerabilize-se. Não há a menor necessidade de você aparecer sempre perfeitinho no vídeo, isso pode até afastar seus seguidores. Eles querem seguir pessoas reais. Então se permita mostrar seu lado humano: seus perrengues, seus altos e baixos, conquistas, mas erros e tropeços também. Claro, sempre respeitando sua privacidade. Não se esqueça: sua audiência segue sua vida como se fosse uma novela.

14 – Apps que me ajudam a editar stories

  • Perfect Video

Absolutamente todos os meus vídeos são editados nesse aplicativo, inclusive aqueles stories com imagens sobrepostas.

  • Canva

O Canva te ajuda em praticamente tudo nessa vida – de slides à cartazes -, até a fazer stories mais elaborados, com intervenções visuais, gráficas e textuais.

  • Picsart

Geralmente, eu uso o picsart pra fazer colagem de imagens e/ou sobrepor uma imagem na outra, quando quero, por exemplo, inserir um logotipo na foto. Assim como o Canva, ele pode te ajudar também.

  • Camcorder

Sabe aquele filtro de VHS, que envelhece os stories alheios? Pois é, você pode fazer isso também usando o Camcorder.

  • Vscocam, Snapseed e filtros do Iphone

Algumas pessoas se preocupam em editar imagens até pra postar nos stories e não se contentam com os filtros que a ferramenta disponibiliza. Se você é uma dessas pessoas, você pode usar o vscocam, o snapseed ou os filtros do próprio iphone pra isso.

Eu espero que essas dicas te ajudem de alguma forma. Se quiser contribuir com a lista também, fique à vontade, eu vou amar. Pra me acompanhar nos stories, só clicar aqui ou procurar por instagram.com/pettersonfarias. Beijo

Literatura LGBT: 5 livros que me fizeram muito bem

Representatividade importa tanto, muito mais do que você imagina! A possibilidade de se enxergar na música, nas novelas, nas artes plásticas e na literatura, por exemplo, devolve autoestima a tanta gente. Fortalece, inclui e dá poder a milhões de pessoas que passaram a vida inteira se achando menores simplesmente porque nunca se viram representadas em narrativas, personagens e obras que se recusaram a contar suas histórias.

Por isso vivo pra enaltecer quem, ao me representar nas artes, aquece a minha alma e me faz tão bem. Recentemente, na literatura, cinco livros mexeram comigo, sempre de um jeito diferente, mas de modo muito especial. Poesia, empatia, generosidade, informação e muito amor nutrem essas obras e dão a elas um valor inestimável. Espero que vocês leiam também e me digam depois o que acharam.

1 – A Cor Púrpura – Alice Walker

Celie é especial demais, cara. Tenho muito amor por ela. Negra, semianalfabeta e estuprada pelo padrasto, a personagem narra toda a sua vida em breves cartas para Deus e para sua irmã, e mesmo diante de tanta desgraça, seus textos, além de nos fazer refletir e chorar, ainda provocam o riso. ❤ Obrigada a se separar de seus filhos para se casar com um homem violento, ela vai encontrar amor justamente na sua relação com Shug Avery, amante do seu marido e uma mulher a frente do seu tempo, que ajuda Celie a se livrar de todas as amarras e sofrimentos da sua vida.

O livro premiadíssimo também virou filme, em 1985, dirigido por Steven Spielberg.

2 – Me Chame Pelo Seu Nome – André Aciman

‘É a primeira lembrança que tenho dele, e parece que ainda hoje consigo ouvi-lo. Até depois! Fecho os olhos e estou de volta à Itália, observando-o sair do táxi com uma camisa azul esvoaçante, óculos escuros, muita pele à mostra’. Esse livro do André Aciman me impactou demais. Nada mexia tanto comigo desde ‘Travessuras da Menina Má’ e ‘Precisamos Falar Sobre o Kevin’. Que história mais sensível, quente e incrível. Oliver e Elio, um descobrindo no corpo e na alma do outro todas as nuances de um amor potente, entre dois iguais, no interior da Itália. As sentimentalidades escondidas querendo explodir; as descobertas sexuais; os altos e baixos de um coração confuso; o amor tímido; os diálogos de dois apaixonados; a viagem para Roma; tudo isso fez de ‘Me Chame Pelo Seu Nome’ um dos livros mais lindos que já li. Está no meu Top 3, sem dúvida alguma. É uma obra delicada, mas sem ser clichê. Retrata lindamente o primeiro amor na vida de um gay: as dúvidas, os medos, as angústias, os sentimentos ditos nos gestos mais sutis, como o pé de um enterrado no pé do outro por baixo da mesa, absolutamente tudo, ilustração fiel do que um dia já vivemos ou ainda vamos viver. ‘Você vai me matar se parar’.

Também falo de Literatura aqui: @cacosmetaforicos

3 – O Fim do Armário – Bruno Bimbi

Bruno Bimbi é ativista e profundo conhecedor da história e da causa gay. Integrou a Federação LGBT que lutou pelo casamento igualitário na Argentina e é autor de O Fim do Armário. Topei com esse livro sem querer, procurando novidades na prateleira da livraria e trouxe pra casa. Belo acerto! Além de abordar camadas das nossas vidas de forma lúcida e didática, como as descobertas, o bullying, o próprio armário; Bimbi traz à tona aspectos políticos, narra como a homossexualidade é tratada em países do Oriente Médio, África, Europa e América; corrige conceitos e nos faz refletir sobre nosso papel nessa luta. Sim, é um livro empoderador (embora muitos rejeitem esse termo). Terminei bem feliz. A parte mais delicada é a que fala sobre as igrejas católica e evangélica, talvez você não goste do que vai ler lá! Mas é o que precisa ser dito e recomendo muitíssimo!

4 – A Garota Dinamarquesa – David Ebershoff

O livro é um recorte lindo e sensível da vida de uma mulher trans, que, ainda nos anos 20, enfrentou o medo, a falta de informação e o preconceito pra ser o que queria ser: Lili Elba. Inspirada em uma história real, a obra é maravilhosa, poética e poderosa. Pra mim, só peca nas partes demasiadamente descritivas, que quebram a narrativa, muitas vezes, apenas pra descrever o uniforme da atendente, por exemplo. Mas é lindo, curioso e arrebatador.

A Garota Dinamarquesa ganhou o prêmio Literário Lambda de 2000 na categoria de Ficção Transgênero e virou filme também.

5 – Um Milhão de Finais Felizes – Vitor Martins

‘Eu te amo e tenho certeza de que, mesmo passando por tanta coisa ruim na vida, você ainda guarda um milhão de finais felizes aí dentro’. Ah, cacete! Mais uma daquelas frases que mexem demais com a gente! ❤ Eu amei esse livro do Vitor Martins, assim como Quinze Dias, sua primeira obra, porque neles a gente se enxerga, neles o autor fala de nós: gays brasileiros fora do padrão e viciados em memes de Internet. AAAAA
A história de amor do Jonas e Arthur, o Barba Ruiva, é boa do início ao fim. E mesmo aparentando ser, num primeiro olhar, mais um desses romances juvenis água com açúcar, ele aborda diversos temas delicados e muito necessários, como a relação entre homossexualidade, família e religião. Livrão, sim! E eu terminei apaixonado pelo casal, quase stalkeio os dois no Instagram pra propor um poliamor, aí lembrei que eram só personagens. 😦 Que alegria ter Vitor Martins entre nós. Que venham outros finais felizes por aí!